BERÉIA - APOLOGÉTICA - Instituto Teológico Theopneustos.
"Ora, estes de Bereia foram mais nobres do que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim." (Atos 17 : 11 - ARA)
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO:
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
A DIVIDADE DE JESUS CRISTO PROVADA PELAS AS ESCRITURAS!
Fatos que Demonstram a Divindade de Cristo
1. Jesus perdoa pecados – atributo exclusivo de Deus
Segundo a tradição judaica, apenas Deus pode perdoar pecados (cf. Levítico 24:16). Quando Jesus perdoou os pecados de um paralítico, os escribas o acusaram de blasfêmia, pois Ele estava exercendo prerrogativa divina:
“Filho, os teus pecados estão perdoados.” (Mc 2:5-10)
A reação dos líderes judeus confirma que eles reconheceram que Jesus reivindicava autoridade divina.
2. Declaração de ser Filho de Deus
Jesus se declarou Filho de Deus em termos absolutos, algo considerado blasfêmia pelos judeus (Lv 24:16), pois equivaleria a tornar-se igual a Deus. Exemplos:
- João 5:17-18 – Jesus afirma trabalhar como o Pai e os judeus tentam apedrejá-lo.
- João 10:30 – “Eu e o Pai somos um”, provocando novamente a acusação de blasfêmia.
3. Jesus é digno de adoração
A adoração é devida somente a Deus. Jesus recebeu adoração, o que confirma Sua divindade:
- Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (João 20:28)
- Hebreus 1:5-6 – Toda criação se prostra diante de Cristo.
- Apocalipse 1:6-18; 21:5-7 – Jesus é apresentado como digno de adoração e Senhor do universo.
4. Profecias messiânicas
Jesus cumpriu profecias que apontavam para a vinda de um ser divino:
- Isaías 7:14 – Concebido por uma virgem.
- Isaías 9:6 – Chamado “Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”, títulos que indicam natureza divina.
5. Condenação por reivindicar divindade
Jesus foi condenado à morte não por crimes comuns, mas por aceitar que era o Filho de Deus, o que os líderes judeus consideravam blasfêmia:
- Marcos 14:60-64 – O sumo sacerdote pergunta se Ele é o Cristo; Jesus confirma e é condenado.
6. Reconhecimento dos apóstolos
Os apóstolos reconheceram a divindade de Cristo:
- Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16)
Isso mostra que até entre os seguidores mais próximos, Sua identidade divina era clara.
7. Reconhecimento pelos gentios
Mesmo não-judeus reconheceram a divindade de Jesus:
- Centurião romano após a crucificação: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus!” (Mateus 27:54)
8. Unidade com o Pai
Jesus afirmou repetidamente ser um com Deus:
- João 10:30 – “Eu e o Pai somos um”
- Tal declaração quase o levou à morte, pois os judeus entenderam como reivindicação de igualdade com Deus.
9. Confirmação no Evangelho de João
O evangelista João apresenta Jesus como o Verbo divino, eterno e participante da criação:
- “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1:1)
Isso demonstra que desde o início, Cristo possui natureza divina.
Observação teológica
Esses fatos mostram que a divindade de Cristo não é uma interpretação tardia, mas uma realidade afirmada por Ele mesmo, reconhecida pelos discípulos, pelos inimigos e profetizada nas Escrituras. Tanto a tradição judaica quanto o Novo Testamento reconhecem que Jesus exerce prerrogativas exclusivas de Deus: perdão de pecados, dignidade para ser adorado, cumprimento de profecias e unidade com o Pai.
Bibliografia
1. Bíblia Sagrada
Almeida, João Ferreira de. Bíblia Almeida Revista e Atualizada. Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
Nova Versão Internacional (NVI). Sociedade Bíblica Internacional, 2000.
Edição de Estudo Hebraico e Grego, conforme tradução interlinear para análise teológica.
2. Comentários e Estudos Teológicos
Stott, John. Cristo, o Filho de Deus. Vida Nova, 1997.
Grudem, Wayne. Teologia Sistemática. Editora Vida, 2019.
MacArthur, John. O Evangelho de João – Comentário Bíblico. Thomas Nelson, 2001.
Kistemaker, Simon J. Exposição do Novo Testamento: Evangelho segundo João. Baker Book House, 1993.
Bruce, F. F. Cristo no Novo Testamento. Vida Nova, 1984.
domingo, 9 de novembro de 2025
📖 O AMOR DE 1 CORÍNTIOS 13 – O CAMINHO MAIS EXCELENTE.
sábado, 1 de novembro de 2025
“Amar a Deus com todo C.A.F.E.”
sábado, 27 de setembro de 2025
Assembleia de Jerusalém - aula 13
Comentário Teológico Expandido – Assembleia de Jerusalém (Atos 15)
1. Introdução histórica e teológica
A chamada Assembleia de Jerusalém foi o primeiro concílio da Igreja Cristã, ocorrido por volta do ano 49 d.C., e registrado em Atos 15. Este evento é fundamental para entendermos a identidade da Igreja e sua missão no mundo. A questão central não era apenas se os gentios podiam ser salvos, mas como eles seriam salvos: pela graça de Cristo ou pela observância da Lei de Moisés.
Esse conflito representava uma encruzilhada histórica. Se prevalecesse a visão dos judaizantes (cristãos de origem farisaica que defendiam a circuncisão e a lei como obrigatórias), o cristianismo seria reduzido a uma seita dentro do judaísmo. Contudo, ao reafirmar a graça de Cristo como suficiente para a salvação, a Igreja consolidou sua vocação universal.
2. A questão doutrinária (At 15.1–5)
O problema nasceu em Antioquia, centro missionário do cristianismo gentílico, após a primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé (At 14.27).
Os judaizantes afirmavam que a fé em Cristo era necessária, mas não suficiente. Para eles, a salvação exigia circuncisão e submissão à lei mosaica (At 15.1,5).
Essa posição equivalia a reconstruir o muro de separação derrubado por Cristo (Ef 2.14–16) e a negar a suficiência da cruz (Gl 2.16).
O perigo do legalismo surge aqui com força: transformar a graça em complemento da lei, quando na verdade Cristo é o cumprimento da lei (Rm 10.4).
3. O debate doutrinário (At 15.6–21)
Reunidos em Jerusalém, os apóstolos e anciãos debateram com profundidade a questão. Três figuras centrais se destacam:
a) Pedro
Ele relembrou a experiência de Cornélio (At 10), mostrando que Deus concedeu o Espírito Santo aos gentios sem exigir a circuncisão (At 15.8–9).
👉 Teologia prática: a experiência espiritual dos gentios confirmava a suficiência da fé em Cristo.
b) Paulo e Barnabé
Relataram os sinais e milagres entre os gentios, mostrando que Deus aprovava a inclusão deles sem as obras da lei (At 15.12).
👉 Teologia missional: o Evangelho é poder de Deus para judeus e gentios (Rm 1.16).
c) Tiago
Recorreu às Escrituras (Am 9.11–12; Is 49.6) para demonstrar que os profetas já anunciavam a inclusão dos gentios no povo de Deus (At 15.13–18).
👉 Teologia bíblica: a Palavra confirma que a Igreja é o cumprimento das promessas messiânicas.
O equilíbrio entre experiência do Espírito e fundamentação bíblica foi decisivo. Assim, a Igreja discerniu a voz de Deus unindo prática, testemunho e Escritura.
4. A decisão final (At 15.22–29)
A resolução da Assembleia foi registrada e enviada em forma de carta às igrejas.
A salvação é pela graça, mediante a fé em Cristo, sem as obras da lei (Ef 2.8–9).
Não se exigiu a circuncisão nem a observância da lei mosaica.
Foram recomendadas quatro práticas (At 15.29) para preservar a comunhão entre judeus e gentios:
1. Abster-se das comidas sacrificadas a ídolos;
2. Abster-se da imoralidade sexual;
3. Não comer carne de animais estrangulados;
4. Não consumir sangue.
Essas restrições não eram requisitos de salvação, mas orientações prudenciais para evitar escândalos e preservar a unidade da Igreja.
5. O papel do Espírito Santo (At 15.28)
A decisão foi reconhecida como fruto da direção do Espírito Santo: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós...”
Isso mostra que o Espírito não é uma doutrina abstrata, mas pessoa ativa na condução da Igreja.
A presença de profetas (At 15.32) indica que a orientação vinha por meio dos dons espirituais, confirmados pela Escritura e pela unidade da liderança.
O modelo é claro: a Igreja deve ser submissa à Palavra e sensível ao Espírito.
6. Implicações teológicas e práticas
A Assembleia de Jerusalém estabeleceu princípios que permanecem atuais:
1. Contra o legalismo: não podemos adicionar exigências humanas à salvação.
2. Centralidade da graça: a salvação é obra exclusiva de Cristo, não resultado de méritos humanos.
3. Unidade na diversidade: a Igreja acolhe pessoas de todas as culturas, respeitando diferenças sem abrir mão da verdade.
4. Discernimento espiritual: experiências devem ser confirmadas pela Escritura.
5. Conciliação e diálogo: diante de conflitos doutrinários, a Igreja deve buscar soluções em colegiado, guiada pelo Espírito.
7. Conclusão
A Assembleia de Jerusalém foi um marco decisivo na história da Igreja. Diante de uma crise que poderia fragmentar a fé cristã, a liderança buscou a orientação do Espírito, fundamentou-se nas Escrituras e preservou a unidade do corpo de Cristo.
O resultado foi uma decisão bíblica, espiritual e pastoral, reafirmando a pureza do Evangelho e garantindo que a Igreja se mantivesse aberta a todas as nações.
quinta-feira, 17 de julho de 2025
O DÍZIMO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO: UMA ANÁLISE BÍBLICA E TEOLÓGICA
I. INTRODUÇÃO TEOLÓGICA
O dízimo, que significa “a décima parte” (hebraico: ma‘ăśēr; grego: dekátē), é um princípio que perpassa a história da revelação bíblica. Desde os patriarcas, passando pela Lei Mosaica, até o Novo Testamento, o dízimo assume diferentes funções: expressão de gratidão, manutenção do culto e símbolo de fidelidade a Deus.
Contudo, o Novo Testamento traz uma nova perspectiva, não anulando o princípio, mas o reinterpretando à luz da graça.
Tese:
👉 “O dízimo é um princípio divino instituído antes da Lei, regulamentado na Lei de Moisés e reinterpretado no Novo Testamento como expressão de generosidade e fidelidade voluntária, refletindo a graça e não a imposição legalista.”
II. O DÍZIMO NO ANTIGO TESTAMENTO
1. Antes da Lei (Princípio Patriarcal e Universal)
✅ Abraão – Dízimo como gratidão e reconhecimento da soberania de Deus
Gênesis 14:18-20 – Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, antes mesmo da Lei.
👉 “E deu-lhe o dízimo de tudo.”
🔎 Análise: Abraão não deu por obrigação, mas por reconhecimento da vitória que Deus lhe concedera.
✅ Jacó – Voto voluntário de fidelidade
Gênesis 28:20-22 – Jacó prometeu dar o dízimo de tudo que Deus lhe concedesse.
👉 “E de tudo quanto me deres certamente te darei o dízimo.”
🔎 Análise: Um ato de fé e compromisso pessoal, e não um mandamento legal.
2. Na Lei Mosaica (Mandamento Teocrático e Cultual)
A Lei transformou o princípio em regulamento para sustento do culto e do sacerdócio levítico.
✅ Funções do Dízimo na Lei:
1. Sustento dos Levitas e sacerdotes – Números 18:21-24
👉 “Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam...”
2. Celebração e adoração a Deus (Dízimo das Festas) – Deuteronômio 14:22-27
👉 O dízimo era consumido em festividades religiosas em adoração a Deus.
3. Assistência aos pobres, órfãos e viúvas (Dízimo Trienal) – Deuteronômio 14:28-29
✅ Exortação Profética à Fidelidade:
Malaquias 3:8-10
👉 “Roubará o homem a Deus?... Trazei todos os dízimos à casa do tesouro...”
🔎 Análise: O profeta denuncia a infidelidade como roubo a Deus, destacando a bênção decorrente da fidelidade.
3. Características do Dízimo no Antigo Testamento
Obrigatório dentro da teocracia israelita.
Sustentava a adoração, o templo e os necessitados.
Era, acima de tudo, um ato de obediência e reverência a Deus.
III. O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO
1. Jesus e o Dízimo
✅ Mateus 23:23 / Lucas 11:42
👉 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois dais o dízimo da hortelã... e negligenciais o mais importante da lei...”
🔎 Análise: Jesus não condena o dízimo, mas critica a hipocrisia legalista, ensinando que justiça, misericórdia e fé são mais importantes.
✅ Hebreus 7:1-10
👉 O autor mostra que Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, apontando para Cristo como Sacerdote eterno.
🔎 Análise: O dízimo é apresentado como um princípio que antecede a Lei e encontra cumprimento em Cristo.
2. A Igreja Primitiva e a Generosidade Voluntária
Embora o Novo Testamento não imponha o dízimo como lei, os crentes eram extremamente generosos.
✅ Atos 2:44-45; 4:34-35
👉 “Vendiam suas propriedades e bens e repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um.”
✅ 2 Coríntios 9:6-7
👉 “Cada um contribua segundo propôs no coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.”
✅ 1 Coríntios 16:1-2
👉 Paulo orienta uma contribuição proporcional e regular, o que preserva o princípio do dízimo, mas sem a rigidez legal.
3. Princípios Neotestamentários de Contribuição
Voluntariedade e alegria – 2Co 9:7
Proporcionalidade e fidelidade – 1Co 16:2
Finalidade: sustento do ministério e dos necessitados – 1Tm 5:17-18; Gl 6:6
IV. TESE TEOLÓGICA
1. O dízimo não foi abolido, mas ressignificado na Nova Aliança: não como lei cerimonial, mas como princípio de gratidão e mordomia cristã.
2. A graça exige mais do que a Lei – quem foi salvo pela graça não deve dar menos do que um judeu dava sob a lei.
3. A Igreja não deve impor o dízimo como “imposto espiritual”, mas ensiná-lo como ato de adoração e fidelidade a Deus.
V. APLICAÇÕES PARA OS CRENTES HOJE
1. Reconheça que tudo pertence a Deus – Sl 24:1.
2. Seja fiel e regular em suas contribuições – 1Co 16:2.
3. Contribua com alegria, não por constrangimento – 2Co 9:7.
4. Lembre-se que dar é adoração – Fp 4:18 (“sacrifício agradável e aprazível a Deus”).
VI. CONCLUSÃO
O dízimo é um princípio eterno de mordomia, não um mero sistema de arrecadação. No Antigo Testamento, era lei nacional e religiosa; no Novo Testamento, torna-se expressão espontânea de amor e gratidão a Deus.
Quem vive pela graça deve ser ainda mais generoso do que aqueles que viviam sob a lei.