INDICE CRISTÃOS BEREANOS

sábado, 3 de janeiro de 2026

Lição 01 – O Mistério da Santíssima TrindadeClasse: Adultos

Trimestre: 1º Trimestre de 2026
Tema Central: A revelação bíblica, histórica e teológica da Trindade

Texto Áureo: Mateus 3:17

🎯 1. OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ao final da aula, o aluno deverá ser capaz de:
• Compreender como a Trindade é revelada nas Escrituras, especialmente no batismo de Jesus.
• Distinguir revelação bíblica de sistematização teológica histórica.
• Entender os argumentos a favor e contra a doutrina da Trindade.
• Reconhecer que a Trindade não possui peso soteriológico, mas relevância doutrinária.
• Desenvolver uma fé bíblica, madura e não sectária, centrada em Cristo.
📖 2. INTRODUÇÃO (5–7 minutos)
Pergunta inicial para a classe:
“Você acredita na Trindade porque entende ou porque aprendeu assim?”
Explique ao professor:
• Muitos cristãos creem sem compreender.
• A proposta da lição não é impor uma posição, mas examinar biblicamente e historicamente.
• A Bíblia vem antes dos credos.
• A fé cristã não depende de entender tudo, mas de crer corretamente no essencial.
📌 Transição:
“Hoje estudaremos o mistério da Trindade com Bíblia, história e honestidade teológica.”
📚 3. DESENVOLVIMENTO DA LIÇÃO
🟦 TÓPICO I – A REVELAÇÃO TRINITÁRIA NO BATISMO DE JESUS (15 minutos)
Texto-base: Mateus 3:16–17
1. O Filho é batizado
• Jesus se submete ao batismo para cumprir toda a justiça.
• Ele se identifica com os pecadores.
• Início público do ministério.
👉 Ensino-chave:
Cristo não precisava do batismo, mas quis obedecer.
2. O Espírito desce
• O Espírito de Deus desce como pomba.
• Unção para o ministério (Atos 10:38).
• Cumprimento profético (Isaías 11:2; 42:1).
👉 Ensino-chave:
Jesus age como homem ungido pelo Espírito, não como alguém independente do Pai.
3. A voz do Pai
• “Este é o meu Filho amado”.
• Aprovação celestial.
• Confirmação messiânica.
👉 Ensino-chave:
Aqui vemos Pai, Filho e Espírito atuando simultaneamente, mas o texto não explica ontologia, apenas revela a ação divina.
📌 Aplicação prática:
Antes de grandes provas, Deus afirma nossa identidade.
🟦 TÓPICO II – DISTINÇÃO E UNIDADE DAS PESSOAS DIVINAS (15 minutos)
1. Unidade sem confusão
• Um só Deus (Dt 6:4).
• Não são três deuses (triteísmo).
• Não são modos sucessivos (modalismo).
📖 Conceitos importantes:
• Ousia → essência
• Hipóstases → pessoas/subsistências
👉 Ensino-chave:
A Trindade é uma tentativa humana de explicar uma realidade divina.
2. A Trindade no Antigo Testamento
• Elohim: plural na forma, singular no verbo.
• Revelação oculta, não inexistente.
• Plenitude do poder divino.
👉 Alerta didático:
Não impor teologia do NT ao AT sem cuidado exegético.
3. A Trindade no Novo Testamento
• Pai é Deus
• Filho é chamado Deus
• Espírito é chamado Deus
📌 Observação pastoral:
A Bíblia afirma os três, mas não formula um tratado trinitário.
🟦 TÓPICO III – RELEVÂNCIA DA TRINDADE PARA A FÉ CRISTÃ (10 minutos)
1. Desenvolvimento histórico
• Pais da Igreja
• Concílio de Niceia (325)
• Constantinopla (381)
• Credo Atanasiano
👉 Ensino-chave:
A doutrina levou séculos para ser formulada.
2. Implicações doutrinárias
• Crer na Trindade não salva.
• Negar Cristo como enviado de Deus condena.
• Essencial: fé em Jesus, sua morte e ressurreição.
📖 João 17:3
👉 Equilíbrio bíblico:
• Evitar triteísmo
• Evitar unitarismo extremo
• Evitar modalismo
🧠 4. PERGUNTAS PARA DEBATE (5–10 minutos)
• A Bíblia ensina a Trindade ou revela Pai, Filho e Espírito?
• Por que a Igreja precisou sistematizar essa doutrina séculos depois?
• É possível ser salvo sem compreender a Trindade?
• O que é essencial e o que é secundário na fé cristã?
• Como evitar divisões desnecessárias na igreja?
🙏 5. APLICAÇÃO FINAL (5 minutos)
• Deus é maior do que nossa compreensão.
• Conhecimento é importante, mas amor, fé e obediência são centrais.
• A Trindade aponta para um Deus relacional.
• O foco da fé é Cristo crucificado e ressurreto.
👉 Frase de encerramento para o professor:
“A Trindade não foi dada para dividir a Igreja, mas para nos lembrar que Deus age em perfeita comunhão.”
📌 6. DESAFIO DA SEMANA
• Ler Mateus 3; João 17; Filipenses 2.
• Orar pedindo humildade teológica.
• Evitar debates sem amor.
• Crescer em graça e verdade.

domingo, 9 de novembro de 2025

📖 O AMOR DE 1 CORÍNTIOS 13 – O CAMINHO MAIS EXCELENTE.

🔹 Texto Base:

> “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.”
— 1 Coríntios 13:1


🕊️ 1. CONTEXTO HISTÓRICO E TEOLÓGICO

A cidade de Corinto era um importante centro comercial, cultural e religioso do mundo antigo. A igreja ali fundada por Paulo era vibrante, porém dividida e carnal. Havia disputas por dons espirituais, liderança e status (1 Co 1–12).
Após ensinar sobre os dons espirituais (cap. 12), Paulo apresenta o “caminho mais excelente”: o amor (agápē) — a virtude que dá sentido a todos os dons e ministérios.

> “E eu passo a mostrar-vos um caminho sobremodo excelente.” (1 Co 12:31)


Portanto, o capítulo 13 não é um “parêntese romântico”, mas o coração da ética cristã — o fundamento da verdadeira espiritualidade.


💞 2. O SIGNIFICADO DO AMOR (AGÁPĒ)

No grego do Novo Testamento há três palavras principais para “amor”:

1. Éros — amor erótico, baseado no desejo físico;


2. Filía — amor fraternal, afeição entre amigos;


3. Agápē — amor divino, altruísta, incondicional.



O termo usado por Paulo em 1 Coríntios 13 é agápē, o amor que procede de Deus e se expressa em sacrifício e entrega (cf. João 3:16; Romanos 5:8).

> “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.” (Rm 5:5)


💠 3. A SUPREMACIA DO AMOR (vv. 1–3)

Paulo mostra que sem amor, até as maiores virtudes e dons se tornam inúteis:

Verso 1: Sem amor, o dom das línguas é só barulho.

Verso 2: Sem amor, a fé e o conhecimento não têm valor espiritual.

Verso 3: Sem amor, até o sacrifício pessoal é vazio.


🔹 Aplicação:
O amor é a essência da vida cristã. O valor do serviço não está no que fazemos, mas por que e para quem fazemos.

> “O amor é o motor da obediência; o legalismo é o peso do dever.” – John Stott


🌹 4. AS QUALIDADES DO AMOR (vv. 4–7)

Paulo descreve o amor com 15 características práticas — não como sentimento, mas como ação:

Versículo Característica Sentido Teológico

v.4 O amor é paciente (makrothymei) Suporta ofensas e demoras sem retaliar.
v.4 É benigno (chrēsteuetai) Faz o bem, mesmo quando não é correspondido.
v.4 Não é invejoso Alegra-se com o bem alheio.
v.4 Não se vangloria Reconhece que tudo vem de Deus.
v.5 Não se porta com indecência Age com respeito e decoro.
v.5 Não busca os seus interesses Vive para servir, não para ser servido.
v.5 Não se irrita facilmente É dominado pelo Espírito, não pela emoção.
v.5 Não guarda rancor Perdoa, porque foi perdoado.
v.6 Não se alegra com a injustiça Ama a verdade, mesmo quando dói.
v.7 Tudo sofre, crê, espera, suporta Persevera em todas as circunstâncias.


> “O amor é a maior força moral do universo, porque é o próprio caráter de Deus.” – A.W. Tozer


⏳ 5. A PERMANÊNCIA DO AMOR (vv. 8–13)

Os dons espirituais são temporários e parciais — necessários enquanto vivemos neste mundo imperfeito.
Mas o amor nunca acaba (ou piptēi — “não falha, não desmorona”).

> “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.” (v.13)



🔹 A fé olha para o passado e presente (confia em Deus).
🔹 A esperança olha para o futuro (aguarda as promessas).
🔹 O amor é eterno — é o que continuará no céu.

🕊️ 6. O AMOR COMO EXPRESSÃO DE CRISTO

Cristo é a personificação perfeita do amor descrito por Paulo:

> “O amor é paciente” — Ele suportou a cruz.
“É benigno” — Curou os doentes e acolheu os pecadores.
“Não busca os seus interesses” — Deu a vida por nós.
“Tudo suporta” — Carregou nossos pecados até o Calvário.


Amar como Cristo é refletir o caráter de Deus.
Por isso Jesus disse:

> “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (Jo 13:35)

🔥 7. APLICAÇÕES PRÁTICAS

1. Na vida cristã: o amor é o maior fruto do Espírito (Gálatas 5:22).


2. No ministério: sem amor, o dom se torna vaidade.


3. No lar: o amor é a base da família cristã (Ef 5:25).


4. Na igreja: o amor une o corpo e glorifica o Cabeça — Cristo.


5. Na sociedade: o amor é a luz que vence o egoísmo e a indiferença.

🙏 8. CONCLUSÃO

O amor é o caminho mais excelente, o elo da perfeição (Cl 3:14) e a marca distintiva do verdadeiro cristão.
Tudo o que não é feito por amor carece de valor eterno.

> “O amor é o cumprimento da lei.” (Rm 13:10)


📜 Resumo Teológico

Tema Referência Síntese

O amor é essencial 1 Co 13:1–3 Sem amor, dons e obras são vãos.
O amor é ético 1 Co 13:4–7 É ação e caráter cristão.
O amor é eterno 1 Co 13:8–13 É o vínculo celestial que permanecerá.


✝️ Reflexão final

> “Deus é amor.” (1 João 4:8)
Amar é viver o próprio caráter de Deus.
O amor é a língua do céu, o sopro do Espírito e o caminho de Cristo.

sábado, 1 de novembro de 2025

“Amar a Deus com todo C.A.F.E.”

Excelente! 🌿 O acrônimo CAFE — Coração, Alma, Força e Entendimento — é uma forma prática e memorável de resumir o maior mandamento ensinado por Jesus:

> “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento.”
(Lucas 10:27)


A seguir, apresento um estudo teológico e devocional sobre o tema:
“Amar a Deus com todo C.A.F.E.”

☕ Introdução — O amor que abrange tudo

Jesus declarou que o maior de todos os mandamentos é amar a Deus integralmente — não de forma parcial, nem apenas com emoções, mas com todo o ser humano completo.
O amor verdadeiro é total, ativo e racional.
Podemos resumir esse amor no acrônimo C.A.F.E. — Coração, Alma, Força e Entendimento.

Assim como o café desperta o corpo, esse amor desperta o espírito para viver intensamente a presença de Deus.


❤️ C — Amar com todo o Coração

Significado:

O coração na Bíblia representa a sede dos sentimentos, da vontade e das decisões (Provérbios 4:23).

Amar a Deus com todo o coração é:

Colocar Deus no centro das emoções;

Permitir que a vontade d’Ele governe a nossa;

Ter um coração quebrantado diante da Sua presença (Salmo 51:17).


👉 É amar não apenas com palavras, mas com sinceridade, pureza e fidelidade.

> “Filho meu, dá-me o teu coração.” (Provérbios 23:26)


🕊️ A — Amar com toda a Alma

Significado:

A palavra hebraica nephesh e a grega psique significam “vida”, “fôlego”, “existência”.
A alma é o nosso ser interior — onde habitam os desejos, paixões e identidade.

Amar com toda a alma é:

Amar a Deus com o próprio ser, mesmo que custe a vida;

Entregar-Lhe os sonhos, os medos e a vontade;

Viver de modo que cada respiração revele dependência d’Ele.


> “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.” (Salmo 103:1)


💪 F — Amar com todas as Forças

Significado:

O termo hebraico me’od significa “intensamente”, “com todo o vigor”, “ao máximo”.

Amar com as forças é:

Usar tudo o que temos e somos — corpo, tempo, talentos, recursos — para glorificar a Deus;

Servir com zelo e disposição, mesmo nas dificuldades;

Fazer da vida uma oferta viva (Romanos 12:1).


> “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor.” (Colossenses 3:23)


🧠 E — Amar com todo o Entendimento

Significado:

O termo grego dianoia fala da mente, da razão, do pensamento consciente.

Amar com o entendimento é:

Buscar conhecer a Deus por meio da Sua Palavra (Oséias 6:3);

Amar de forma racional e instruída, não apenas emocional;

Ter uma fé inteligente e fundamentada na verdade (Romanos 12:2).


> “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32)


🔥 Conclusão — Um amor integral

O amor que Deus requer é integral, indivisível e prático.
Amar com todo o C.A.F.E. é:

Dimensão Significado Expressão prática

Coração Emoções e vontade Fidelidade e pureza
Alma Vida e identidade Entrega e adoração
Força Corpo e recursos Serviço e dedicação
Entendimento Razão e mente Conhecimento e fé consciente


> “Este é o primeiro e grande mandamento.” (Mateus 22:38)


Quando o amor a Deus transborda por todas as áreas do ser, nossa vida se torna uma expressão viva da Sua glória.


sábado, 27 de setembro de 2025

Assembleia de Jerusalém - aula 13

 Comentário Teológico Expandido – Assembleia de Jerusalém (Atos 15)


1. Introdução histórica e teológica


A chamada Assembleia de Jerusalém foi o primeiro concílio da Igreja Cristã, ocorrido por volta do ano 49 d.C., e registrado em Atos 15. Este evento é fundamental para entendermos a identidade da Igreja e sua missão no mundo. A questão central não era apenas se os gentios podiam ser salvos, mas como eles seriam salvos: pela graça de Cristo ou pela observância da Lei de Moisés.


Esse conflito representava uma encruzilhada histórica. Se prevalecesse a visão dos judaizantes (cristãos de origem farisaica que defendiam a circuncisão e a lei como obrigatórias), o cristianismo seria reduzido a uma seita dentro do judaísmo. Contudo, ao reafirmar a graça de Cristo como suficiente para a salvação, a Igreja consolidou sua vocação universal.


2. A questão doutrinária (At 15.1–5)


O problema nasceu em Antioquia, centro missionário do cristianismo gentílico, após a primeira viagem missionária de Paulo e Barnabé (At 14.27).


Os judaizantes afirmavam que a fé em Cristo era necessária, mas não suficiente. Para eles, a salvação exigia circuncisão e submissão à lei mosaica (At 15.1,5).


Essa posição equivalia a reconstruir o muro de separação derrubado por Cristo (Ef 2.14–16) e a negar a suficiência da cruz (Gl 2.16).



O perigo do legalismo surge aqui com força: transformar a graça em complemento da lei, quando na verdade Cristo é o cumprimento da lei (Rm 10.4).


3. O debate doutrinário (At 15.6–21)


Reunidos em Jerusalém, os apóstolos e anciãos debateram com profundidade a questão. Três figuras centrais se destacam:


a) Pedro


Ele relembrou a experiência de Cornélio (At 10), mostrando que Deus concedeu o Espírito Santo aos gentios sem exigir a circuncisão (At 15.8–9).

👉 Teologia prática: a experiência espiritual dos gentios confirmava a suficiência da fé em Cristo.


b) Paulo e Barnabé


Relataram os sinais e milagres entre os gentios, mostrando que Deus aprovava a inclusão deles sem as obras da lei (At 15.12).

👉 Teologia missional: o Evangelho é poder de Deus para judeus e gentios (Rm 1.16).


c) Tiago


Recorreu às Escrituras (Am 9.11–12; Is 49.6) para demonstrar que os profetas já anunciavam a inclusão dos gentios no povo de Deus (At 15.13–18).

👉 Teologia bíblica: a Palavra confirma que a Igreja é o cumprimento das promessas messiânicas.


O equilíbrio entre experiência do Espírito e fundamentação bíblica foi decisivo. Assim, a Igreja discerniu a voz de Deus unindo prática, testemunho e Escritura.


4. A decisão final (At 15.22–29)


A resolução da Assembleia foi registrada e enviada em forma de carta às igrejas.


A salvação é pela graça, mediante a fé em Cristo, sem as obras da lei (Ef 2.8–9).


Não se exigiu a circuncisão nem a observância da lei mosaica.


Foram recomendadas quatro práticas (At 15.29) para preservar a comunhão entre judeus e gentios:


1. Abster-se das comidas sacrificadas a ídolos;

2. Abster-se da imoralidade sexual;

3. Não comer carne de animais estrangulados;

4. Não consumir sangue.


Essas restrições não eram requisitos de salvação, mas orientações prudenciais para evitar escândalos e preservar a unidade da Igreja.


5. O papel do Espírito Santo (At 15.28)


A decisão foi reconhecida como fruto da direção do Espírito Santo: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós...”


Isso mostra que o Espírito não é uma doutrina abstrata, mas pessoa ativa na condução da Igreja.


A presença de profetas (At 15.32) indica que a orientação vinha por meio dos dons espirituais, confirmados pela Escritura e pela unidade da liderança.


O modelo é claro: a Igreja deve ser submissa à Palavra e sensível ao Espírito.


6. Implicações teológicas e práticas


A Assembleia de Jerusalém estabeleceu princípios que permanecem atuais:


1. Contra o legalismo: não podemos adicionar exigências humanas à salvação.


2. Centralidade da graça: a salvação é obra exclusiva de Cristo, não resultado de méritos humanos.



3. Unidade na diversidade: a Igreja acolhe pessoas de todas as culturas, respeitando diferenças sem abrir mão da verdade.



4. Discernimento espiritual: experiências devem ser confirmadas pela Escritura.



5. Conciliação e diálogo: diante de conflitos doutrinários, a Igreja deve buscar soluções em colegiado, guiada pelo Espírito.



7. Conclusão


A Assembleia de Jerusalém foi um marco decisivo na história da Igreja. Diante de uma crise que poderia fragmentar a fé cristã, a liderança buscou a orientação do Espírito, fundamentou-se nas Escrituras e preservou a unidade do corpo de Cristo.


O resultado foi uma decisão bíblica, espiritual e pastoral, reafirmando a pureza do Evangelho e garantindo que a Igreja se mantivesse aberta a todas as nações.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

O DÍZIMO NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO: UMA ANÁLISE BÍBLICA E TEOLÓGICA

✍ Por: José Roberto Alves da Silva

I. INTRODUÇÃO TEOLÓGICA

O dízimo, que significa “a décima parte” (hebraico: ma‘ăśēr; grego: dekátē), é um princípio que perpassa a história da revelação bíblica. Desde os patriarcas, passando pela Lei Mosaica, até o Novo Testamento, o dízimo assume diferentes funções: expressão de gratidão, manutenção do culto e símbolo de fidelidade a Deus.
Contudo, o Novo Testamento traz uma nova perspectiva, não anulando o princípio, mas o reinterpretando à luz da graça.

Tese:
👉 “O dízimo é um princípio divino instituído antes da Lei, regulamentado na Lei de Moisés e reinterpretado no Novo Testamento como expressão de generosidade e fidelidade voluntária, refletindo a graça e não a imposição legalista.”

II. O DÍZIMO NO ANTIGO TESTAMENTO

1. Antes da Lei (Princípio Patriarcal e Universal)

✅ Abraão – Dízimo como gratidão e reconhecimento da soberania de Deus

Gênesis 14:18-20 – Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, antes mesmo da Lei.
👉 “E deu-lhe o dízimo de tudo.”
🔎 Análise: Abraão não deu por obrigação, mas por reconhecimento da vitória que Deus lhe concedera.


✅ Jacó – Voto voluntário de fidelidade

Gênesis 28:20-22 – Jacó prometeu dar o dízimo de tudo que Deus lhe concedesse.
👉 “E de tudo quanto me deres certamente te darei o dízimo.”
🔎 Análise: Um ato de fé e compromisso pessoal, e não um mandamento legal.

2. Na Lei Mosaica (Mandamento Teocrático e Cultual)

A Lei transformou o princípio em regulamento para sustento do culto e do sacerdócio levítico.

✅ Funções do Dízimo na Lei:

1. Sustento dos Levitas e sacerdotes – Números 18:21-24
👉 “Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam...”


2. Celebração e adoração a Deus (Dízimo das Festas) – Deuteronômio 14:22-27
👉 O dízimo era consumido em festividades religiosas em adoração a Deus.


3. Assistência aos pobres, órfãos e viúvas (Dízimo Trienal) – Deuteronômio 14:28-29



✅ Exortação Profética à Fidelidade:

Malaquias 3:8-10
👉 “Roubará o homem a Deus?... Trazei todos os dízimos à casa do tesouro...”
🔎 Análise: O profeta denuncia a infidelidade como roubo a Deus, destacando a bênção decorrente da fidelidade.

3. Características do Dízimo no Antigo Testamento

Obrigatório dentro da teocracia israelita.

Sustentava a adoração, o templo e os necessitados.

Era, acima de tudo, um ato de obediência e reverência a Deus.

III. O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO

1. Jesus e o Dízimo

✅ Mateus 23:23 / Lucas 11:42
👉 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois dais o dízimo da hortelã... e negligenciais o mais importante da lei...”
🔎 Análise: Jesus não condena o dízimo, mas critica a hipocrisia legalista, ensinando que justiça, misericórdia e fé são mais importantes.

✅ Hebreus 7:1-10
👉 O autor mostra que Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, apontando para Cristo como Sacerdote eterno.
🔎 Análise: O dízimo é apresentado como um princípio que antecede a Lei e encontra cumprimento em Cristo.

2. A Igreja Primitiva e a Generosidade Voluntária

Embora o Novo Testamento não imponha o dízimo como lei, os crentes eram extremamente generosos.

✅ Atos 2:44-45; 4:34-35
👉 “Vendiam suas propriedades e bens e repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um.”

✅ 2 Coríntios 9:6-7
👉 “Cada um contribua segundo propôs no coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.”

✅ 1 Coríntios 16:1-2
👉 Paulo orienta uma contribuição proporcional e regular, o que preserva o princípio do dízimo, mas sem a rigidez legal.

3. Princípios Neotestamentários de Contribuição

Voluntariedade e alegria – 2Co 9:7

Proporcionalidade e fidelidade – 1Co 16:2

Finalidade: sustento do ministério e dos necessitados – 1Tm 5:17-18; Gl 6:6

IV. TESE TEOLÓGICA

1. O dízimo não foi abolido, mas ressignificado na Nova Aliança: não como lei cerimonial, mas como princípio de gratidão e mordomia cristã.


2. A graça exige mais do que a Lei – quem foi salvo pela graça não deve dar menos do que um judeu dava sob a lei.


3. A Igreja não deve impor o dízimo como “imposto espiritual”, mas ensiná-lo como ato de adoração e fidelidade a Deus.

V. APLICAÇÕES PARA OS CRENTES HOJE

1. Reconheça que tudo pertence a Deus – Sl 24:1.


2. Seja fiel e regular em suas contribuições – 1Co 16:2.


3. Contribua com alegria, não por constrangimento – 2Co 9:7.


4. Lembre-se que dar é adoração – Fp 4:18 (“sacrifício agradável e aprazível a Deus”).

VI. CONCLUSÃO

O dízimo é um princípio eterno de mordomia, não um mero sistema de arrecadação. No Antigo Testamento, era lei nacional e religiosa; no Novo Testamento, torna-se expressão espontânea de amor e gratidão a Deus.
Quem vive pela graça deve ser ainda mais generoso do que aqueles que viviam sob a lei.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Romanos 8 - Uma breve explicação.

Romanos 8 é um capítulo fundamental da Epístola aos Romanos, escrita pelo apóstolo Paulo. Aqui está uma explicação teológica sobre Romanos 8:

I. Introdução:
Romanos 8 é um capítulo que trata sobre a vida no Espírito Santo e a vitória sobre o pecado e a morte. Paulo apresenta a ideia de que os crentes em Cristo são libertos do poder do pecado e da morte e são chamados a viver uma vida de obediência ao Espírito Santo.

II. A Lei do Espírito da Vida (Romanos 8:1-4):
Paulo começa o capítulo afirmando que não há condenação para os que estão em Cristo Jesus (Romanos 8:1). Ele explica que a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus nos libertou da lei do pecado e da morte (Romanos 8:2). Paulo enfatiza que a lei não pode dar vida, mas que Deus enviou seu Filho para nos dar vida (Romanos 8:3-4).

III. A Mente Carnal e a Mente Espiritual (Romanos 8:5-8):
Paulo contrasta a mente carnal com a mente espiritual. A mente carnal é hostil a Deus e não pode agradá-lo (Romanos 8:7-8). Já a mente espiritual é aquela que está submetida ao Espírito Santo e é capaz de agradar a Deus (Romanos 8:5-6).

IV. A Vida no Espírito Santo (Romanos 8:9-11):
Paulo afirma que os crentes em Cristo não estão mais na carne, mas no Espírito (Romanos 8:9). Ele explica que o Espírito Santo habita em nós e nos dá vida (Romanos 8:10-11).

V. A Herança dos Filhos de Deus (Romanos 8:12-17):
Paulo apresenta a ideia de que os crentes em Cristo são filhos de Deus e têm uma herança eterna (Romanos 8:14-17). Ele explica que o Espírito Santo é o Espírito de adoção, que nos permite chamar a Deus de "Pai" (Romanos 8:15).

VI. A Glória Futura (Romanos 8:18-25):
Paulo afirma que a glória futura é muito maior do que as aflições presentes (Romanos 8:18). Ele explica que a criação está sujeita à corrupção, mas que será liberta quando os filhos de Deus forem revelados (Romanos 8:19-22).

VII. A Oração do Espírito Santo (Romanos 8:26-27):
Paulo afirma que o Espírito Santo ora por nós com gemidos inexprimíveis (Romanos 8:26). Ele explica que o Espírito Santo conhece a mente de Deus e ora segundo a vontade de Deus (Romanos 8:27).

VIII. A Vitória em Cristo (Romanos 8:28-39):
Paulo apresenta a ideia de que todos os acontecimentos trabalham juntos para o bem dos que amam a Deus (Romanos 8:28). Ele explica que Deus predestinou os crentes em Cristo para serem conformes à imagem de seu Filho (Romanos 8:29-30). Paulo conclui o capítulo afirmando que nada pode nos separar do amor de Cristo (Romanos 8:31-39).

Conclusão:
Romanos 8 é um capítulo que apresenta a ideia de que os crentes em Cristo são libertos do poder do pecado e da morte e são chamados a viver uma vida de obediência ao Espírito Santo. Paulo enfatiza a importância da vida no Espírito Santo e a vitória em Cristo.

O que é o Instituto Teológico Theopneustos.

O Instituto Teológico Theopneustos!

O Instituto de Teologia Theopneustos é uma instituição de ensino teológico que busca formar líderes e pastores para o ministério cristão. Aqui estão algumas informações sobre o instituto:

Missão:
A missão do Instituto de Teologia Theopneustos é formar líderes e pastores que sejam capacitados para proclamar a Palavra de Deus e edificar a igreja de Cristo.

Visão:
A visão do instituto é ser uma instituição de ensino teológico de excelência, que forme líderes e pastores que sejam comprometidos com a autoridade da Bíblia e com a grande comissão de Jesus Cristo.

Valores:
Os valores do Instituto de Teologia Theopneustos incluem:

- A autoridade da Bíblia como a Palavra inspirada de Deus
- A importância da formação teológica para o ministério cristão
- A necessidade de liderança e pastoreio eficazes na igreja de Cristo
- A importância da comunhão e do serviço na igreja de Cristo

Cursos:
O Instituto de Teologia Theopneustos oferece uma variedade de cursos, incluindo:

- Teologia Sistemática
- Exegese Bíblica
- História da Igreja
- Pastoreio e Liderança
- Missiologia

Certificações:
O instituto oferece certificações em diferentes níveis, incluindo:

- Certificado em Teologia
- Diploma em Teologia
- Grau de Bacharel em Teologia

Conclusão:
O Instituto de Teologia Theopneustos é uma instituição de ensino teológico que busca formar líderes e pastores para o ministério cristão. Com uma missão clara e valores sólidos, o instituto oferece uma variedade de cursos e certificações para ajudar os estudantes a alcançar seus objetivos. 
Em breve, estaremos atuando no ensino presencial e EAD e você será bem vindo ao nosso instituto e teremos prazer em te-lo como aluno.