sexta-feira, 3 de abril de 2015

ESTRUTURA FÍSICA E A PROVA DA INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA.

TEXTO: 2 Pe 1. 21
“Porque a profecia (Biblia) nunca foi produzida por vontade dos homens, mas homens santos de Deus falaram movidos pelo Espirito Santo”



1. ESTRUTURA FÍSICA DA BÍBLIA.
1.1 – A UNIDADE FISICA DA BÍBLIA.
A Bíblia é dividida em duas partes, o A.T e N.T, estes em só volume possuem 66 livros; contendo 1.189 capítulos, sendo 929 no A.T, 260 no N.T; contendo 31.173 versículos no total, sendo 23.214 no A.T e 7.959 no N.T.
1.1.1 - ALGUNS FATOS E PARTICULARIDADES DA BÍBLIA.
Antes, a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos. A divisão em capítulos foi feita no ano de 1250, pelo cardeal Hugo de Saint Cher, abade dominicano e estudioso das Escrituras. A divisão em versículos foi feita de duas vezes. O AT em 1445, pelo Rabi Nathan; o NT em 1551, por Robert Stevens, um impressor de Paris. Stevens publicou a primeira Bíblia (Vulgata Latina) dividida em capítulos e versículos em 1555. O número de palavras e letras depende do idioma e da versão. O maior capítulo é o Salmo 119, e o menor o Salmo 117. O maior versículo está em Ester 8.9; o menor, em Êxodo 20.30. (Isso, nas versões portuguesas e com exceção da chamada Tradução Brasileira).
1.2 – A BÍBLIA, PALAVRA DE DEUS.
A Bíblia é a infalível palavra de Deus á humanidade. Seu Autor é Deus, o real intérprete é o Espírito Santo, o assunto central é o Senhor Jesus Cristo. Na lição anterior nos prendemos ao assunto que trata da Bíblia como um livro, embora reconheçamos que ela é a palavra de Deus; porém no assunto que enfocaremos aqui, procuraremos mostrar a Bíblia, não apenas como livro, mas como a real palavra de Deus. Antes, vimos a sua estrutura física e como utilizá-la, etc. Todavia, aqui a analisaremos como “a boca de Deus falando ao mundo”.
2. A PROVA DA INSPIRAÇÃO
2.1. A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA.
Inspiração divina – É a influencia sobrenatural do Espirito Santo sobre os escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura de erro. Encontramos na Bíblia, principalmente em alguns livros proféticos, o seguinte termo: “Assim diz o Senhor...”. Como um carimbo da autenticidade divina. Este termo é encontrado na Bíblia por mais de 2.600 vezes. Foi o Espirito Santo de Deus quem falou através dos escritores da Bíblia (Ez 11.5; 2Cr. 20.14; 24.20).
2.1.1. Que vem a ser "inspiração divina"?
Para melhor compreensão, vejamos primeiro o que é inspiração. No sentido fisiológico, é a inspiração do ar para dentro dos pulmões. É pela inspiração do ar que temos fôlego para falar. Daí o ditado "Falar é fôlego". Quando estamos falando, o ar é expelido dos pulmões: é o que chamamos de expiração. Pois bem, Deus, para falar a sua Palavra através dos escritores da Bíblia, inspirou neles o seu Espírito! Portanto, inspiração divina é a influência sobrenatural do Espírito Santo como um sopro, sobre os escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura de erro.
2.2 – A harmonia e a unidade da Bíblia.
A existência da Bíblia até nós, só pode ser explicada como milagre. Há nela 66 livros, escrito por cerca de 40 escritores, num período de 16 séculos. Esses homens em sua maioria não se conheceram, nem viveram na mesma época, e viviam em lugares diferentes, escrevendo em duas línguas principais: grego e hebraico. Muitas vezes um escritor iniciava o assunto, e séculos depois, um outro completava-o com tanta riqueza de detalhes, que somente um livro vindo de Deus poderia ser assim.
2.3. PROVAS DA INSPIRAÇÃO DIVINA.
2.3.1 – JESUS APROVOU A BÍBLIA.
Aqueles que creem em Jesus e não na Bíblia, precisam saber que:
* Jesus LEU a Bíblia (Lc 4.16-20). cf. Isaías 61.1,2.
* Jesus ENSINOU a Bíblia. (Lc 24.27).
* Jesus CUMPRIU a Bíblia (Lc 24.44).
* Jesus a CHAMOU de “A Palavra de Deus” (Mc 7.13)
Em Lc 24.44, encontramos Jesus pondo a sua aprovação em todas as Escrituras do Antigo Testamento, pois, Lei, Salmos e Profetas eram as três divisões das Escrituras, nos dias em que o Novo Testamento ainda estava sendo formado.
Jesus afirmou ser as Escrituras “A Verdade” (Jo 17.17). Ele procedeu e viveu de acordo com elas ( Lc 18.31). Declarou que o escritor Davi falou pelo Espirito Santo (Mc 12.35,36). No deserto, ao derrotar o inimigo de nossas almas, utilizou a palavra de Deus encontrada no A.T. (confira Mt 4.4 com Dt 8.3; Mt 4.7 com Dt 6.16; Mt 4.10 com Dt 6.13).
Quanto ao N.T, Jesus antecipadamente pôs nele o selo de Sua aprovação divina (ver Jo 14.26). Ainda no Evangelho de João, Jesus diz aos seus discipulos que o Espirito Santo os guiaria em “toda verdade”. Portanto, temos no Novo Testamento, a essência da Revelação Divina.
2.3.2- O CUMPRIMENTO FIEL DAS PROFECIAS DA BÍBLIA.
Tanto no A.T como no N.T, encontramos inúmeras profecias que se cumpriram no passado, no sentido total ou parcial; e muitas, que se cumprirão totalmente num futuro próximo. Exemplos de profecias que se cumpriram:
* TOTALMENTE: As profecias acerca da vinda do Messias para a nação de Israel. (Gn 49.10 confira Lc 1.32,33; Isaías 7.14 e veja Mt 1.23; Miq. 5.2 e confira Mt 2.6
*PARCIALMENTE:
A parcialidade de algumas profecias, pode ser considerada pelo o fato delas terem se cumprido em parte, mas que em breve se cumprirão totalmente. Podemos citar algumas como:
a) A DISPENSÃO – (Lv26.14,32,33; Dt 4.25-27; 28.15,64 confira com Daniel 1.1,2);
b) O RETORNO E O PROGRESSO DE ISRAEL – Tanto material como espiritual na nação. (IS. 60.9; 61.6; 66.8; Jr 16.15; 23.3,4; 30.3; Ez 11.17; Ez caps. 36 e 37).
Profecias como as que foram citadas acima, sobre dispersão e retorno dos judeus, são consideradas parciais, pois, já houve o seu cumprimento, mas, parte dela ainda se cumprirá. Por exemplo, baseados, principalmente, nos capítulos 36 e 37 do livro do profeta Ezequiel, vemos esta profecia se cumprindo no presente século, mais precisamente no ano de 1948, quando a ONU (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS) reconheceu Israel como nação; onde na ocasião, quem presidia esta organização internacional, era o embaixador brasileiro Osvaldo Graça Aranha; Glórias a Deus por isso, e façamos e sigamos a orientação do Senhor (Gn 12.3).
Sobre o retorno de Israel, falamos no seu cumprimento parcial, pois, o mesmo só se totalizará com a vinda do Messias para implantar o seu Reino Milenial na terra (Lc 21.27,28; At 1.6,7; Ap 1.7), onde Israel será definitivamente resgatado para Deus, cumprindo-se totalmente todas as profecias que já analisamos acerca da dispersão e retorno do povo de Israel á sua Pátria. Muitos outros itens poderíamos aqui citar, como por exemplo:
1. O testemunho do Espirito Santo dentro do crente.
2. A influência da Bíblia nas pessoas e nas nações.
3. E como a Bíblia nos torna diferentes do mundo.
CONCLUSÃO:
Ficaremos só com estes exemplos, e finalizaremos abordando uma profecia que breve se cumprirá. “O ARREBATAMENTO DA IGREJA” (I Tess 4. 13-18). A Bíblia cita Israel como a “Figueira” (Hc 3.17 confira Lc 21.29); agora observemos o que Jesus diz acerca da Figueira Israel, e da sua vinda gloriosa (Lc 21.30-33). A Figueira já brotou e os seus ramos já fazem sombra em outras nações. Jesus disse que a geração da Figueira não passaria até que se cumprisse a sua vinda. Se a Figueira brotou neste século (1948), então a vinda de Cristo está muito perto.
REDAÇÃO E DIGITAÇÃO:
José Roberto Alves da Silva
Bacharel em Teologia, Professor de Discipulado da Congreg. Jardim Maravilha, Petrolina – PE.




quinta-feira, 1 de maio de 2014

DANDO A DEVIDA HONRA E A DEVIDA DIVINDADE A JESUS CRISTO.

TEXTO: Mateus 16.13-18

1. Jesus disse que era Filho de Deus. Por que isso é problema para tantas pessoas? Por que elas ficam menos ofendidas quando falamos em Deus do que quando falamos em Jesus?
a) Deus se encarnou em Jesus de Nazaré. (Jo 1.14).
b) O título Cristo é derivado da palavra grega Messias (do hebraico “Meshiach”, conforme Dn 9.26).
2. O Novo Testamento apresenta claramente Cristo como Deus. A maioria dos nomes que aplicam a Cristo, se aplicam a Deus.
a) Jesus é chamado de Deus na declaração...
“...aguardando a bendita esperança e a manifestação da Glória do nosso Grande Deus e Salvador. Este versículo demonstra ser realmente o Cristo Deus, pois quem se manifestará em glória? (Tt 2.13; Jo 1.1; Rm 9.5; Hb 1.8; I Jo 5.20,21).
b) As escrituras atribuem a Jesus características que só podem ser verdadeiras a respeito do próprio Deus. Descrevem como:
1.                   Preexistente (Jo 1.2; 8.58; 17.5; 17.24).
2.                  Onipresente (Mt 18.20; 28.20).
3.                  Onisciente (Mt 17.22-27; Jo 4.16-18; 6.64).
4.                  Onipotente (Mt 8.26,27; Lc 4.38-41; 7.14,15; 8.24,25; Ap 1.8).
5.                  Possuidor da Vida Eterna (I Jo 5.11,12; 20).
3. Jesus recebeu honras e adoração devidas somente a Deus.
a) Quando do seu nascimento e visita dos magos. (Mt 2.8,11)
b) Quando em confronto com o tentador (Mt 4.10).
c) Jesus adorado como Deus (Mt 14.33; 28.9).
d) Cristo chamado por Deus de seu próprio Filho (Mt 3.17).
e) Jesus alegou ser digno de honra como Deus (Jo 5.23; Hb 1.6; Ap 5.8-14).
f) Paulo reconhece a divindade de Cristo (At 20.28).
g) Pedro declara que Jesus é o Filho de Deus (Mt 16.17).
h) Marta reconhece que Jesus é o Filho de Deus, o Messias (Jo 11.27).
i) Natanael reconhece Jesus como Mestre e Filho de Deus (Jo 1.49).
j) Estevão antes de morrer viu Jesus a destra de Deus (At 7.55) e rende seu espirito a Cristo (At 7.59).
l) O escritor da carta aos Hebreus reconhece a Divindade de Cristo (Hb 1.8).
m) Tomé na sua incredulidade ao ser repreendido, chamou Cristo de “Senhor e Deus” (Jo 20.26-28).
4. Além dos outros, o próprio Cristo afirma a sua Divindade.
a) O confronto com os judeus, giram em torno da sua natureza divina (Jo 5.16-18; Jo 10.30-33).
b) Jesus demonstra ter a mesma essência e natureza de Deus (Jo 8.19; 12.45; 15.23; 5.23).
c) Jesus perdoa pecados, os judeus reconhecem que esse atributo pertence a Deus (Mc 2.5-7; Lc 7.48-50; Segundo o Antigo Testamento só Deus pode perdoar pecados (Is 43.25).
5. Situações adversas que demonstram a Divindade de Cristo.
a) Quando cristo foi levado ao Sumo sacerdote para ser julgado, declarou a sua divindade sob juramento (Mc 14.60-64), chamando a si mesmo “Filho do Homem” com referencia a Dn 7.13,14.
b) Análise do testemunho de Cristo.
1.                   Filho do Bendito Deus;
2.                  Aquele que assentaria a destra de Deus;
3.                  O Filho do Homem, que descia do céu;
c) Estas afirmativas despertaram a ira do Sumo sacerdote, ao ponto de ele rasgar suas vestes. Nenhum sacerdote podia fazer isso, mas em consideração ao pecado de blasfêmia que o sacerdote considerava (Lv 10.6; 21.10), ele reagiu dessa maneira (Mc 14.63).
d) Cristo só foi condenado por causa da sua declaração. Visto que muitos são condenados por causa de algo que fizeram, mas Cristo foi por causa daquilo que alegava ser, o Filho Unigênito de Deus (Mt 27.43; Jo 3.16; 10.30-33).


(Estes versículos e texto, mesmo tendo adaptação foram retirados do capitulo 2 do livro 'Mais que um carpinteiro” de Josh Mcdowell, págs. 19-34 – Ed. Bereia, 2014).

José Roberto Alves - Bacharel em Teologia.

sábado, 5 de abril de 2014

HISTORIA DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL



Por: José Roberto



INTRODUÇÃO.

O movimento pentecostal nasceu por ação divina no final do século passado, em pouco tempo alastrou-se por todo o planeta e chegou a ser considerado a terceira força da
igreja no mundo.
Tudo começou quando muitos imigrantes a busca de dias melhores com futuros dignos, viajavam em rumo ao ocidente, aos Estados Unidos á busca de empregos, entre esses imigrantes estavam os jovens missionários suecos e que jamais haviam se encontrados nem mesmo no próprio país de origem. É lá nos Estados Unidos que explode o Movimento Pentecostal, que ali se espalhava e já dominava a todo Chicago. Na cidade South Bend no Estado de Indiana, á uns Cem quilômetros de Chicago, nesta cidade veio um desses jovens e ali se estabelecera, que se chamava Gunnar Vingren, um Pastor Batista, este também fora atraído pelos os acontecimentos do avivamento em Chicago e para esta cidade ele fora, a fim de conhecer melhor os acontecimentos ali. Diante da demonstração do poder do alto, ele creu e foi também batizado com Espírito Santo.
Tempo depois, Vingren participou de uma convenção de igrejas batistas em Chicago. Essas igrejas haviam aceitado o Movimento Pentecostal, naquele lugar o nosso amado irmão conheceu o outro jovem compatriota seu que se chamava Daniel Berg. Este jovem também fora batizado com Espírito Santo e ambos batistas em seu país, na América não somente tomaram conhecimento desse Movimento, como também o receberam individualmente de modo glorioso.

1.A CHAMADA PARA AMÉRICA DO SUL - BRASIL.
Quando os dois pastores suecos: Gunnar Vingren e Daniel Berg se conheceram, tornaram-se amigos e juntos buscando ao Senhor Jesus receberam Dele uma revelação para a obra missionária, e segundo nos conta a história, Deus havia mostrado o lugar em sonhos, a onde os missionários iriam realizar a obra de Deus, cujo lugar com o nome de PARÁ, os quais com ajuda de um mapa, descobriram que seria na América do Sul. Então decididos e convictos da chamada, Vingren e Daniel despediram-se dos irmãos em Chicago, que com a graça de Deus foram auxiliados com as coletas que as igrejas ali fizeram. A soma das contribuições garantiu duas passagens até Nova Iorque, que chegando lá não teriam outro provimento para seguir viagens, senão a ação de Deus.
Em Nova Iorque, sem dinheiro e sem nem mesmo conhecerem alguém, os missionários caminharam pelas ruas da cidade, encontraram um jovem negociante e servo de Deus, o qual conhecia o irmão Vingren a ele devia-lhes uma quantia de dinheiro. Quando se encontraram, o irmão dissera que pela manhã lembrou-se do dinheiro que lhe devia e com propósito estava indo ao correio fazer o envio da quantia. Quando Vingren abriu o envelope, encontrou dentro a quantia exata para a compra de duas passagens para o Brasil e assim no dia 5 de Novembro de 1910, os missionários suecos deixaram Nova Iorque abordo do navio “Clement” com destino a Belém do Pará.
E então no dia 19 de Novembro de 1910, em um dia de sol causticante, os dois missionários desembarcaram em Belém. Logo quando chegaram naquela cidade, sem nem ao menos conhecerem alguém, eles foram se abrigar em um hotel, seguindo orientações de alguns passageiros. Chegando lá, obtiveram o endereço de um pastor metodista Justus Nelson, o qual o encaminhara á uma igreja batista existente alí, já que os missionários eram batistas. O responsável por aquela igreja era o Pastor Raimundo Nobre, que concedeu as dependências da igreja para aqueles servos de Deus. Este pastor tinha um primo que morava numa ilha e que era presbiteriano, cujo nome Adriano Nobre, este ao visitar seu primo naquela cidade, simpatizara com os missionários e que logo de imediato mostrou-se interessado a ensinar-lhes o Português.

2. ORIGEM DO MOVIMENTO PENTECOSTAL BRASILEIRO
Não era de assustar, pois os missionários tinham corações avivados pela a chama do Espírito Santo, que os faziam está sempre em constantes orações, dia e noite, fato que chamou muita atenção de alguns membros daquela igreja, que os consideravam fanáticos. Eles não se abalaram pelas criticas, tiveram grande desenvoltura para pregar o evangelho: salvação e batismo com o Espírito Santo e fez com muitos alí viesse a crê nesta verdade. E os que riam quiseram declarar publicamente a sua crença nas promessas divinas, como a irmã Celina de Albuquerque e Maria de Nazaré, que foram as primeiras crentes brasileiras a serem batizadas com fogo pentecostal.
Devido ao anuncio das novas de pentecostes, muitos creram porém outros nem sequer quiseram conhecer esta unção divina, até mesmo o líder daquela igreja, fez com que os que tinham simpatizados com o movimento fossem expulsos juntamente com os missionários, até mesmo o moderador. No dia 13 de Junho de 1911, passou á congregar-se na casa da irmã Celina, na Rua Siqueira Mendes, 67 pelo menos por um espaço de três meses, tendo os cultos dirigidos pelos os irmãos Vingren e o irmão Plácido, Daniel Berg ainda estava no aprendizado da língua portuguesa.

3. FUNDAÇÃO DA PRIMEIRA ASSEMBLEIA DE DEUS.
Como sabemos, devido ao fato dos irmãos serem expulsos da igreja, e a necessidade para se reunirem e adorarem a Deus, fizeram com que o trabalho fosse organizado como igreja, o que deu inicio a 18 de Junho de 1911, quando por deliberação unânime passou-se a chamar “Missão da Fé Apostólica” o que logo foi substituído por “ASSEMBLEIA DE DEUS”, o novo Movimento Pentecostal estava nascendo no Brasil, tendo a frente os Pastores Daniel Berg e Gunnar Vingren.
O nome Assembleia de Deus deu-se ao fato de que, como conta o irmão Manoel Rodrigues: “Estou perfeitamente lembrado da primeira vez que tocou nesse assunto. Tínhamos saído do culto na Vila Coroa, quando estávamos na parada do Bonde na Bermal, era próxima a Santa Casa de Misericórdia. O irmão Vingren perguntou-nos como chamaria a igreja, explicando que nos Estados Unidos usavam a denominação “Assembleia de Deus ou Igreja Pentecostal. Todos presentes concordaram com o primeiro nome”. E foi no dia 11 de Janeiro de 1918, que o título “ASSEMBLEIA DE DEUS” foi oficialmente registrado e não se tratava de uma filiação estrangeira, mas de uma igreja genuinamente nacional, com características que sempre primou em manter.

4. A EXPANSÃO DA IGREJA PARA OUTROS ESTADOS.
a) Do Belém do Pará, a obra começa a irradiar-se para todo o país. Era lá que tinha quatro igrejas evangélicas, inclusa a dos pentecostais que despontava poderosa, tinha a oportunidade de ouvir e receber a mensagem da cruz. Havia os que se interessavam. Eram poucos, mas estavam dispostos a sair das trevas da idolatria, para se inteirar da “lei dos crentes”. De repente surgem novos missionários dispostos a espalhar as sementes de salvação por outras terras, como o irmão Clímaco Bueno Aza, colombiano mas como se brasileiro fosse, se apresentara para batalhar em nome do Senhor dos Exércitos, com bravura percorrer muitas terras até chegar em Minas Gerais, isto em 1913, tendo neste mesmo ano a necessidade de consagrarem pastores para apascentar os novos rebanhos que estão a surgir.
b) Começa o envio de missionários para Portugal, em 1921 retorna a terra natal a levar a mensagem da cruz, o irmão José de Mattos. Em 1922 começam as escolas Bíblicas, sendo o missionário Nel Nelson, que se torna um gigante do Senhor nas Assembleias de Deus.
c) A Assembleia de Deus chega em muitos estados brasileiros, no Amazonas em 1917 pelo o irmão Severino de Araújo, em 1918 chega a Roraima, em 1916 chega ao Amapá pelo o irmão Clímaco Bueno Aza e em 28 de Fevereiro de 1922 a igreja é organizada pelo o Missionário Paulo Aenis, no Acre chega o evangelho em 1932 com Manoel Pirabas.
d) No Nordeste, a Assembleia de Deus toma espaço em todos os estados, entre eles: Ceará em 1914 por Maria de Nazaré, Alagoas em 1915 por Otto Nelson, Pernambuco em 1916 por Adriano Nobre, Paraíba em 1918, Rio Grande do Norte em 1918 por Adriano Nobre, Maranhão em1918 por Clímaco Bueno, Bahia em 1926 por Joaquina de Souza, Sergipe em 1927 por um Sargento do Exercito Ormídio, precedido do Pr. João Pedro, Piauí recebeu o evangelho em 1927 por Raimundo Prudente.
e) No Sudeste, as chamas pentecostais alcançam todos os estados: Espírito Santo recebe Galdino Sobrinho em 1922, Rio de Janeiro recebera o pentecostes em 1923 pelo Pr. Paulo Leivas Macalão, em Minas Gerias prega o incansável Clímaco Bueno em 1927, em São Paulo as novas do Espírito Santo chega pelo o pionerissímo Daniel Berg em 1927,.
f) No Sul, em Santa Catarina a igreja é solidificada por André Bernardino, sendo que o pentecoste ali chegara primeiro do que a Assembleia de Deus, segundo algumas fontes, já havia passados alguns pastores batistas que eram batizados com Espírito Santo por volta de 1908, Rio Grande do Sul fora visitado em 1924 pelo o missionário Gustavo Nordlund, em 1927 chega ao Paraná por Bruno Skolimowski.
g) Na Região Central, em 1923 chega á Mato Grosso por Eloi Bispo, em Goiás o evangelho de fogo chega em 1931 por Antonio Moreira. E no Distrito Federal, após a transferência da capital do Brasil que era Rio de Janeiro para Brasília, dá-se o inicio da chegada da igreja em 1956.

5. OS CREDOS
1. Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29).
2. Na inspiração verbal da Bílbia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.14-17).
3. Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9).
4. Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19).
5. Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8).
6. No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9).
7. No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12).
8. Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15).
9. No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7).
10. Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co 12.1-12).
11. Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14).
12. Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10).
13. No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15).
14. E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).

6.OS COSTUMES.
Em geral os costumes das Assembleias de Deus em algumas igrejas vêm se modificando, pois há muitos que não mais estão levando em contas alguns dos costumes, tais como:
a) Orar de joelhos, em casa, quando na chegada ao templo, nos círculos de orações.
b) Realizar sempre as leituras oficiais com toda a igreja em pé.
c) Na questão das vestimentas, as mulheres não usam trajes indecorosos, jóias, pinturas e nem mesmos as irmãs usam cabelos curtos com aparência masculina.
d) Os lideres sempre se apresentam em todos trabalhos com roupas oficiais, como paletó, gravata etc...
Há igrejas que não mais estão levando em conta aos chamados “bons costumes”, as mulheres não estão mais sendo pressionada quanto as vestimentas e o corte dos cabelos, ao os homens não estão sendo exigidos que sempre usem roupas compridas como calças e camisas e paletós, não se observa a questão de quem pratica esportes, ginásticas,etc... que era tão considerado como práticas mundanas e dignas de disciplinas (castigo).

7. ORGANIZAÇÃO DENOMINACIONAL.
As Assembleias de Deus brasileiras estão organizadas em forma de árvore, na qual cada Ministério é constituído pela igreja-sede com suas respectivas filiadas, congregações e pontos de apoio de pregação (sub congregações). O sistema de administração é um misto entre o episcopal e o sistema congregacional, por meio do qual os assuntos são previamente tratados pelo o ministério com forte influencia pastoral, e depois são levados ás assembleias para serem referendados apenas. Os pastores das Assembleias de Deus podem estar ligados ou não ás convenções estaduais, e estas se vinculam a convenção de âmbito nacional. Particularmente na América do Sul, hoje existem muitas Assembleias de Deus autônomas e independentes.
7.1.Hierarquia das Assembleias de Deus dentro de uma convenção estadual.
1.Pastores-presidentes, Pastores auxiliares e Evangelistas.
2.Presbíteros, Diáconos, Auxiliares e tendo por fim os cooperadores.
7.2. Existem outros ajudadores na obras, tais como:
1.Professores de Escolas Dominicais e Discipulados.
2.Porteiros e Zeladores.
7.3. E como divisões internas:
1.Os Círculos de Orações, dirigidas por irmãs.
2.Conjuntos de: Senhoras, Comissões, Jovens, Adolescentes, Juvenis e Crianças.
3.Dirigentes de Campanhas Evangelizadoras e Secretárias.

8.OS MEMBROS.
A principio para se tornar membro das Assembleias de Deus, é preciso em primeiro lugar aceitar a Cristo por intermédio da pregação da palavra de Deus, onde o pecador reconhece Jesus como o Único e suficiente Salvador, e por vontade decide obedecer a palavra de Deus, este após a sua decisão é convidado a participar de um discipulado, onde aprenderá como servir a Deus e conhecer melhor a denominação. Somente após o discipulado, é que o congregado tem a oportunidade de ser batizado nas águas, confirmando assim sua nova fé, mesmo sabendo que ele não é impedido antes que seja batizado, tenha recebido o batismo com/no Espírito Santo. Depois de haver decido ás águas batismais, está apto a participar da Celebração da Santa Ceia do Senhor.
Observando que, o congregado assim como os membros passa a ter direitos legais, assim como deveres diante de toda a congregação.

BIBLIOGRAFIA PESQUISADA POR: JOSÉ ROBERTO ALVES DA SILVA

1. As Assembleias de Deus no Brasil, Joanyr de Oliveira, ed. 1997 – CPAD.
2. Site: www.cpad.com.br - “história da CGADB” acessado em 03/09/2010.
3. Jornal Mensageiro da Paz, Ano 79, nº 1.484 de Janeiro de 2009, pg.6 “credo da AD no Brasil”.

quinta-feira, 6 de março de 2014

O QUÊ JESUS REALMENTE É?


Um deus, um ser criado, o Arcanjo Miguel, o Filho de Deus ou Deus?

Por: José Roberto Alves

Texto: João 1.1

Introdução:
Veja o credo das Testemunhas de Jeová:

“Cremos em Jesus Cristo, seu Único Filho, nosso Senhor. Ele é o primogênito de toda a criação, porque foi o primeiro a ser criado por Jeová; portanto, não é eterno, de eternidade a eternidade, da mesma forma que o Pai; ele é o unigênito, pois foi o único criado diretamente pelas mãos de Jeová; ele é um deus, assim como Satanás é um deus; ele é “Deus poderoso”, mas não todo-poderoso; ele é, desde que foi criado, inferior ao Pai; ele é o arcanjo Miguel que transferido para o ventre de Maria e se fez homem; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi pregado numa estaca de tortura (não numa cruz); desceu à sepultura, onde esteve inconsciente, em estado de inexistência, e ao terceiro dia ressuscitou espiritualmente (não fisicamente); subiu ao céu, está assentado à direita de Jeová e já voltou invisivelmente em 1914, esperando o momento para começar a batalha do Armagedom e instaurar o paraíso terrestre.”

Vendo a necessidade dos dias atuais, em vista a muitas especulações sobre a pessoa de Jesus Cristo, espero neste manuscrito expressar ou desvendar de maneira simples sobre quem é na realidade “o Cordeiro que tira pecado do mundo”, que é visto por muitos como um filósofo, um ser encarnado, uma anjo ou arcanjo, um ser criado que apenas veio demonstrar um certo tipo de amor. As especulações ainda são fortes quando o assunto é a DIVINDADE DE JESUS CRISTO. Há grupos que rejeita veemente esta posição do Filho de Deus, que veio ao mundo para morrer em prol do resgates de muitas vidas perdidas. Vamos esclarecer que a própria palavra de Deus é fiel e digna de aceitação, e “divinamente inspirada, é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça...” (II Tm 3.16)



1. A EXPLICAÇÃO DO TEXTO DE JO 1.1.

Notemos aqui entres estes versículos muitas concordâncias e uma discrepância, todas falando sobre a Divindade do Verbo da Vida.

Inglês: “In the beginnigs was the Word, and the Word was with God, and the Word was God.” (John 1.1 – Version King James)

Português: “Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ela estava com Deus e era Deus.” (João 1.1 – Novo Testamento na NTLH, SBB, 2002)

“No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1.1 – Edição RC João Ferreira de Almeida, IBB, 86ª Edição de 1996)

Tradução das Torre de Vigia: “No principio era a palavra, e a palavra estava com Deus, e a palavra era [um] deus.” (Tradução Novo Mundo – Revisão de 1986)

Grego: “EN ARKHÊ ÊN Ó LOGOS KAI Ó LOGÓS ÊN PROS TÔN THEÔN KAI THEÓS ÊN Ó LOGÓS.” (Texto do Original Grego)

Ao ver o texto em português, logo percebemos uma equivalência em quase todas as traduções, exceto a assustadora tradução do Novo Mundo da Sociedade de Torre de Vigia, órgão de publicação e governo das Testemunhas de Jeová. O texto da referida tradução nos mostra que Jesus era um deusinho de segunda categoria, demonstrando assim que sua divindade não existe, o texto na própria tradução está em grife e nos apresenta apenas como um acréscimo desnecessário e abusivo com o intuito de manipular o seu significado. No original grego, percebemos claramente que o texto jamais daria um sentido diferente em relação a Divindade atribuída ao Verbo (Jesus). Veja claramente a partícula final do versículo em grego: Theós ên ó Logós”, onde THEÓS é Deus, ÊN Ó LOGÓS: era a Palavra. A partícula grega Ó é um artigo masculino, nominativo, singular que significa “A”, LOGÓS: substantivo masculino, sofrendo a 2ª declinação, pois é terminado em “ÓS” de igual terminação com o artigo, nominativo, singular, portanto sem existência de um artigo locativo, pois seria escrita de forma diferente, sendo assim sua escrita: “Ó LOGÓS ÊN TÔ THEÔ” com tradução: “a palavra era um deus”.



2. A CRIAÇÃO DE OUTRO DEUS.

É difícil entender mediante as escrituras e o raciocínio dos Tjs a criação de um outro deus, já que a tradução do Novo Mundo assim afirma, embora sabendo que as escrituras expressa claramente que: “Vós sois minhas testemunhas” é a anunciação de Jeová, “sim, meu servo a quem escolhi, para que saibais e tenhais fé em mim, e para que entendais que Eu Sou o mesmo. Antes de mim não foi formado nenhum Deus e depois de mim continuou a não haver nenhum.” (Is 43.10 – TNM). Os Tjs apresentam Jesus Cristo apenas como “um deus”, como pode existir mais algum Deus? Como argumentar o texto de Isaías em contraste ao de João? Será a Bíblia a inspirada palavra de Deus ou a contraditória palavra de deus? Agora, é Jesus Deus ou não? Apesar de argumentarem ser Jesus um ser criado, o escritos sacros com respeito a sua pessoa declaram ser Ele “Deus”, Divino em toda a sua existência. O próprio Jesus afirmou ser igual ao Pai quando disse: “Eu e o Pai somos um”, não se fala em uma só pessoa, mas duas numa personalidade única e divina, um só Deus (Jo 10.30 - TNM).

2.1 – A unidade divina no Velho Testamento.

Em Gênesis, temos vários textos que expressa uma divindade pluralista, ou seja, o ser Deus está exposto como uma união de mais de uma pessoa, veja alguns versículos no texto do primeiro livro da Bíblia:

“E Deus prosseguiu dizendo: 'Façamos [o] homem a nossa imagem, segundo a nossa semelhança... (Gn 1.26 - TNM)

“E o SENHOR Deus prosseguiu dizendo: 'Eis que o homem se tem tornado como um de nós... (Gn 3.22 - TNM)

“Vamos! Desçamos e confundamos o seu idioma... (Gn 11.7 – TNM)

Como podemos perceber, encontramos aqui a pessoa de Deus expressando-se na 1ª pessoa do plural, afirmando assim a existência de mais um alguém de mesma igualdade com Ele. Deus jamais iria falar em conjunto com os anjos, serafins, querubins e até os arcanjos, pois eles não poderiam realizar obras digna de muita grandeza, que só Deus poderia fazer. A própria palavra “Elohim” já está em plural, sendo que a palavra singular seria “El” que significa “Senhor”, em Hebreus (1.2), encontramos uma referencia que afirma ser Jesus o Criador, que fez também o mundo, e João fala “que todas as coisas foram feitas por Ele...” (Jo 1.3), estabelecendo assim o vínculo divino de Jesus com o Pai.

2.2 – A Divindade de Cristo.

Segundo a teologia dos Tjs, Jesus Cristo é visto como um mero anjo - o primeiro ser criado por Deus, quando começou a criar os anjos. As testemunhas de Jeová identificam Cristo como Miguel, o arcanjo, embora elas chamem Jesus "o Filho do Homem" - "porque a primeira pessoa espiritual criada por Deus era para ele como um filho primogênito". Elas também o chamam de "o deus", e traduzem eJoão 1:1 de acordo com essa ideia em suas Bíblias, não consideram Jesus como sendo consubstancial (pertencente à mesma natureza e substância) do próprio Deus, mas uma "pessoa" diferente Dele e o mais importante depois Dele (1 Coríntios 11:3, diferente do ensino ortodoxo cristão sobre a Santíssima Trindade. Mas sabemos que as escrituras gregas (NT), apresenta em toda sua totalidade a natureza divina de Jesus Cristo, embora os Tjs tentam apresentar Jesus como um simples ser criado por Jeová, apresentando textos fora do contexto, ao analisar tais passagem veremos ser apenas uma manipulação de palavras. Devemos atentar expressamente pela veracidade exegética, buscando extrair da palavra o seu real significado. A Eisegese* é contrária a este de tipo de sentido lógico da palavra, pois ela se encarrega em introduzir ao texto um significado que o texto não expressa.

2.2.1 - Fatos encontrados no N.T que demonstram a Divindade de Jesus Cristo.

a) Segundo os Judeus, só Deus podia PERDOAR PECADOS, e Jesus o fez com um paralitico. Mc.2.5-10;

b) Declarar-se Filho de Deus absolutamente, seria uma blasfêmia considerada pelos judeus pois ao fazer assim seria tornar-se igual a Deus. João 5.17,18; (Lv. 24.16),

c) Jesus é digno de ser adorado. Heb.1.5,6; Apoc.1.6-18; 21.5-7.

d) Profetizado como o filho concebido da Virgem, e sendo chamado Deus Forte. Isaías 9.6.

e) Foi condenado a morte, devido tão somente ter aceitado a acusação que era realmente o Filho do Deus Bendito. Mc 14.60-64;

f) Reconhecido por um dos apóstolos como o Cristo o Filho do Deus vivo. Mat. 16.16;

g) Reconhecido pelo o centurião após a crucificação, como Filho de Deus. Mat. 27.54.
h) Os judeus procuravam matar Jesus por dizer "que Deus era seu próprio Pai", referindo-se ser     de igualdade com Ele, demonstrando ser Deus. João 5.18

i) Ele mesmo disse ser Um só com o Pai. João 10.30 e depois quase apedrejado, devido ao fato dos judeus reconhecerem que Jesus estava se equiparando com Deus. vv. 31-36.

2.2.2 – Jesus e o Arcanjo Miguel.

Afirmam as Tjs ser Jesus Cristo a encarnação do arcanjo Miguel, trazendo em suas interpretações farjutas os textos de Tessalonicenses e de Judas, quando os mesmo falam sobre Jesus quando de sua vinda invisível, aparecerá com alarido e com voz de arcanjo (I Ts 4.16), e Judas em seu escrito fala sobre o arcanjo Miguel (Jd vv.9).

a) Não existe nenhum versículo no NT que identifique Jesus com o arcanjo Miguel.

b) O arcanjo Miguel jamais foi introduzido no ventre de Maria, o texto bíblico diz que foi gerado por obra do Espirito Santo (Mt 1.20; Lc 1.35)

c) Em Mateus 4.10,11 fala que Jesus repreende Satanás, enquanto em Judas 9 Miguel não se atreveu a censurá-lo, mas entregou a responsabilidade a Deus.



CONCLUSÃO:



É inadmissível aceitar as afrontas e até blasfêmias contra a pessoa de Jesus Cristo. Tais pregadores seguem as heresias de Ário (sacerdote do século IV, da cidade de Alexandria, no Egito.), que negava veemente a divindade de Jesus, assim como atestava ele que Jesus era apenas uma mera criatura; tais conclusões precipitadas com base em apenas um versículo insolado e mal interpretado da tradução grega “septuaginta”, de Provérbios 8.22, que diz: “Kyriós ektisén me archén hodón autou eis erga autou – O Senhor me criou como o princípio de suas obras, antes de suas obras mais antigas.” Onde a Septuaginta traduz a palavra hebraica “qanah” (em grego: ektisén) por “criar”, sendo a palavra mais usual “possuir”, ou seja, o versículo seria: “O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.”

Trouxe para tal sacerdote uma confusão, que o fez assegurar tais heresias até o fim de sua vida. Esta heresia foi refutada pelos os apologistas e grandes teólogos pensadores daquela época, sendo o mesmo a tarefa árdua e perseverante daqueles que primas pelas bases sólidas da verdade bíblica.



José Roberto Alves da Silva – Bacharel em Teologia.







BIBLIOGRAFIA.



  • Sobre “Jesus é o arcanjo Miguel” - Revista Sentinela, 1º de Outubro de 1995, p. 8.
  • Sobre “ Jesus ser Miguel” - Livrete da Torre de Vigia, Enjoy Life on Earth Forever! [Goze a Vida na Terra Para Sempre!], p. 14, 1982.
  • Sobre a Divindade de Jesus – Livrete da Torre de Vigia, O que a Bíblia realmente ensina?, p.41, 2005.
  • Credo dos Tjs – Declaração encontrada na segunda página de qualquer revista A Sentinela.
  • Consultas á Bíblia de Estudo do Evangelista, na seção “Estudos e Históricos das seitas” - As Testemunhas de Jeová, p. 1433, 2009.