sábado, 26 de dezembro de 2020

A MENSAGEM DA CRUZ


Texto: I Co 1.18-25

O Apostolo Paulo escreve esta primeira carta aos crentes em coríntios para corrigir alguns problemas que estavam surgindo naquela igreja, embora a mesma existisse dentro de uma sociedade ímpia e corrupta. Haviam surgido entre eles problemas de ordem moral, sexual, divisões, litígios e tantos outros, que Paulo trata com minuciosidade sobre cada um dos assuntos. Paulo procurou corrigir esses problemas, e nisto logo no inicio da epistola, ele mostra como foco principal da sua mensagem “A cruz de Cristo” como sinal de sacrifício, amor, perdão, transformação, regeneração, e vida, por que a “Mensagem da Cruz é o poder de Deus”. A palavra grega que se encontra no versículo 18 é “Logos”, que significa “palavra”, embora alguns a traduzem como ‘mensagem’ ou ‘pregação’, mas se encaixa melhoro seu real significado. Paulo muitas vezes mudou seu estilo de pregação (I Co 9.22), mas nunca mudou sua mensagem (Gl 1.8). Há apenas uma mensagem. (I Co 2.2).

1.         A LOUCURA DA CRUZ.

a)        “A sabedoria humana” – O homem procura a Deus conforme o seu ideal imaginário, ou seja, conforme a sua imagem (Rm 1.23).
- A cruz era para os judeus um sinal de vergonha publica dor, sofrimento e a morte. Somente alguém ao morrer na cruz era um anátema, pois “Maldito todo aquele que morrer no madeiro “cruz” – (Gl 3.13; Dt 21.23; Jo 19.31)”.
- Os judeus perderam a mensagem da Cruz, pois eles estavam focados em receber um Rei terreno. Eles estavam querendo ver sinais de Deus acontecer, mas esqueceram do que as escrituras falavam a respeito do Messias e não viram a “glória do Pai” (Jo 1.18) e rejeitaram o Cristo que fora morto na Cruz. (Jo 1.11,12).
- Muitos atualmente estão perdendo a chance de crê na mensagem da cruz, em prol de uma remodelagem imaginária, ou seja, moldar Deus conforme seus próprios pensamentos, tentando encaixar dentro em uma imagem criada por suas próprias mentes pecadoras. (Rm 1.23-25).
b) “A sabedoria dos gentios - gregos” procura complicar a mensagem da cruz. (I Co 1.22).
- O homem carnal corrompe a simplicidade do Evangelho de Cristo pela sua mera sabedoria terrena. Os gnósticos sempre queriam explicar o evangelho de Cristo baseados na sua sabedoria terrena, às vezes deturpando-as, tirando o alvo que é Cristo, simplificando a verdadeira finalidade da mensagem da Cruz.
- Os gregos procuravam sabedoria, ou seja, sempre estavam se ensoberbecendo em suas sabedorias, ao tentar conhecer as coisas existentes no mundo, no espaço celeste, tentando evidenciar os acontecimentos futuros. ( I Co 1.22)
– Deus destroe a sabedoria do mundo, pois para Ele é loucura. (I Co 1.19,20).
c) Os judeus pediam sinal. ( I Co 1.22).
- Eram os que os fariseus haviam pedido a Jesus. (Mt 16.1-4;). Geração adultera pede um sinal. (Mt 12.39). Eles aguardavam a vinda do Messias, porém quando Cristo veio não poderiam crê nele, pois estavam debaixo da servidão da Lei. (Jo.1.11,12; 8.32-36,44).

2. A VERGONHA DA CRUZ NA ATUALIDADE.

a) Muitos ao decorrer dos séculos se veem perseguidos por causa dessa mensagem, o Evangelho de Cristo tem torturado muitas vidas, por que elas jamais se envergonharam de levar a mensagem de Cristo a quaisquer partes do mundo, mas com alegria muito foram mortos e perseguidos. Enquanto outros rejeitaram por se acharem superiores a tudo isso, achando que a sua mera altivez era importante (Tg 4.6).
- Era vergonha para um judeu, se alguém morresse na cruz, como também seria um maldito por causa da Lei, e a cruz era além da vergonha: dor, sofrimento, desprezo, ódio, e a própria morte como retribuição condenatória por um delito impugnante. E Jesus (O Messias dos Judeus) estava passando por isso. Eles queriam um Rei que os libertassem dos domínios das outras nações. Mas assim a sentença de Jesus. (Mc 15.18, 26; Lc 23.37; Jo 19.19)
b) Muitas pessoas enfrentaram escárnios, prisão, fogueiras, espadas, crucificação, não se dobraram a vergonha, mas antes com bravuras entregaram suas vidas, enfrentando a té a morte (Mc 8.34-38). Enquanto outros amaram suas vidas terrenas, seus bels prazeres, comodidade e até mesmo os bens terrenos desta vida, desprezando “o favor imerecido” de Deus, a sua graça, a sua salvação. Tudo aqui termina, mas aquele que serve a Deus até o fim será salvo. (I Jo 2.17; Ap 2.10).

CONCLUSÃO.

- A mensagem da cruz consiste de liberdade do pecado para uma vida santa, da perdição para a salvação, da morte para vida, inclusive a vida eterna, embora ela seja carregada de vergonha, vitupérios, ignomínia, dores, sofrimentos, perseguição, e até o final “trágico” a própria morte, esta no sentido físico, mas não espiritual, pois mesmo que produza uma agonia e tristeza, no fim de todas as coisas, virá o profundo gozo produzido pelos os que perseveram até o final, a entrada garantida a VIDA ETERNA. (Hb 12.1-3).
- A mensagem da Cruz é o “dynamis” de Deus para incendiar o mundo, e salvar almas para Cristo. (I Co 1.18, 24)
- A mensagem da cruz é tão real, que se ela não existisse como verdadeira a própria Bíblia seria apenas um conto de fadas e já teria se deteriorado no passar dos séculos, mas a sua mensagem continua viva e sublime, pois ela é VIVA E EFICAZ, E MAIS PENETRANTE DO QUE ESPADA DE DOIS GUMES... (Hb 4.12).
- Sem esta Cruz anunciada como prova do Amor de Deus (Jo 3.16), o cristianismo seria uma fraude, ou apenas um conjunto de crenças de autoajuda, que não afetaria a espiritualidade do homem, mas, porém, ela é REAL, POIS DEUS NÃO SÓ APENAS PERDOA, TRANSFORMA O HOMEM, TRAZ-LHE UMA NOVA REALIDADE DE VIDA. (Rm 6.4; II Co 5.17).
- Eis o tempo aceitável do Senhor, por tanto não rejeiteis esta mensagem, creia e tão somente entrega a Cristo a sua vida. (Hb 3.7; 4.7; Rm 10.9,10) e chegai-vos a Deus e Ele se chegará a vós. (Tg 4.8).
“Esboço escrito na madrugada do dia 08/11/2017 ás 00:20 hs. Pesquisa aos comentários bíblicos, apontamentos próprios, e constante consulta ao texto bíblico e a orientação direta do Espirito santo de Deus.”

JOSE ROBERTO ALVES.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

COMENTÁRIO GERAL EM RESUMO SOBRE A 1ª EPISTOLA AOS CORINTIOS.

Texto: I Co 1.10-16; 5.1-5; 6.1-8;

INTRODUÇÃO

Problemas: Litígio. Divisão. Escândalo. Tragicamente, as manchetes contemporâneas frequentemente anunciam aos quatro ventos más notícias sobre as igrejas locais. Notícias de escapadas sexuais de líderes, processos judiciais de membros desgostosos e desmoralizados, práticas fiscais não éticas e irresponsáveis, e heresias ruidosas, parecem desfilar semanalmente pelas telas de televisão. Jesus havia dito aos Doze que os seus seguidores seriam conhecidos por seu amor (Jo 13.35). Contudo, hoje, muitos dos que afirmam segui-lo estão marcados por tudo, menos o amor. Em vez de permanecer separada do mundo, a igreja assumiu a aparência de outras instituições seculares e misturou-se. 
O que Deus diria a estes crentes errados, a igrejas e indivíduos que se extraviaram da obediência aos seus mandamentos? Ele disse há aproximadamente 2.000 anos atrás, através de Paulo, aos cristãos na decadente Corinto, uma cidade semelhante a muitas comunidades hoje. Paulo escreveu cartas, agora conhecidas como 1 e 2 Coríntios, rogando que os crentes se concentrassem em Cristo, abandonassem a imoralidade, resolvessem as suas diferenças, rejeitassem os falsos mestres, se unissem, e se amassem. Ao ler estas epístolas pessoais e poderosas, escritas primeiro aos antigos gregos, saiba que as palavras e princípios também se aplicam a esta geração.

1. A CIDADE DE CORINTO

a) A CIDADE DE CORINTO – GRÉCIA

Localização:
As quatro cidades mais importantes do Império Romano eram: Roma, Corinto, Éfeso e Antioquia da Síria. Portanto, Corinto era celebre. Era uma cidade especialmente apropriada para navegação e comércio, era ligada a Grécia por uma estreita faixa terra chamada “istmo de Corinto”, tinha dois portos sendo um no norte e um no sul desta faixa e por isso se tornou uma potência no comércio entre o Ocidente, Oriente e mundo mediterrâneo. Assim, além de ser a única passagem por terra entre o norte e o sul da Grécia, era também passagem entre a Ásia, a Palestina e a Itália. Os navegantes poderiam dar a volta pelo sul da península. Porém, o mar na região era muito tempestuoso. Corinto era então um corredor de mercadorias. Além disso, suas terras eram férteis. A cidade era rica e tinha localização estratégica no cenário mundial. 
Corinto, além de ser uma cidade antiga da Grécia, era, em muitos aspectos, a metrópole grega de maior destaque nos tempos de Paulo. Assim como muitas das cidades prósperas do mundo de hoje, Corinto era intelectualmente arrogante, materialmente próspera e moralmente corrupta. O pecado, em todas as suas formas, grassava nessa cidade de má fama, pela sua licenciosidade. 

b)ALGUMAS DECLARAÇÕES SOBRE O MODO DE VIDA EM CORINTO.

1. ARISTÓFANES (450-385 a.C) – Criou o termo “KORINTHIAZESTHAI” que significa comporta-se como um corinto, isto é, fornicar. (I Co 5.1).
2. PLATÃO (421-347 a.C) dá a expressão “KORINTHIA KORÉ” (moça de corinto) um sentido de prostituta “cultual”.
3. HELIO ARISTIDES (117-180 a.C) chama Corinto de “cidade de Afrodite”. Se referindo a licenciosidade que era praticada naquela cidade.

c) História:

1.Corinto grega.

No auge da civilização grega, Corinto já ocupava lugar de destaque. Em 146 a.C., a cidade foi destruída pelo cônsul romano Mummius.

2.Corinto romana.

Devido à sua posição estratégica, a cidade foi reconstruída em 46 a.C. por Júlio César, tornando-se capital da Província Romana da Acaia. A nova Corinto possuía ruas amplas, praças, templos (Netuno, Apolo, etc), estádio (I Cor.9.24), teatros, estátuas, e o santuário de mármore branco e azul (Rostra), onde se pronunciavam discursos e sentenças.

3.A idolatria de Corinto.

A cidade de Corinto era muito idolatra, mantendo altares dedicado a POSEIDON, que tido como deus principal, HERMES, ARTEMIS, ZEUS, DIONÍSIO. Este tipo de idolatria se misturava as praticas sexuais, a prostituição como forma de cultuar seus deuses, e no templo havia pelos menos mil sacerdotisas que se entregavam a tais práticas em adoração a Afrodite, a deusa da fertilização. Então o apostolo Paulo orienta os crentes dali a fugir de toda prática promiscua e idolatra, lembrando que de fato eles deveriam se afastar de tudo que os poderiam o envolver novamente e levar a praticar os mesmos pecados da natureza pecaminosa humana.
A idolatria fazia parte da cultura grega com seus inúmeros deuses mitológicos. Ao sul de Corinto havia uma colina chamada Acrocorinto, que se elevava a 152 metros acima da cidade. Ali estava o templo de Afrodite, também chamada Astarte, Vênus ou Vésper, – deusa do amor e da fertilidade.

4.A corrupção de Corinto

Os cultos a Afrodite incluíam ritos sexuais realizados por 1000 sacerdotisas, ou seja, prostitutas cultuais. O fato de ser cidade portuária, contribuía para que umas séries de problemas se estabelecessem. Muitos viajantes que por ali passavam se entregavam à prostituição e à prática de outros delitos. O fato de estarem de passagem criava uma sensação de impunidade, o que de fato se concretizava normalmente. Estes e outros fatores contribuíam para uma corrupção generalizada na cidade. 

2. A ORIGEM DA IGREJA EM CORINTO

a)Paulo visitou Corinto em sua segunda viagem missionária.

Na época da visita de Paulo, Corinto era uma alvoroçada cidade comercial, centro do comércio mediterrâneo. Não é de admirar que Paulo tenha encontrado facilmente trabalho como fabricante de tendas (muito provavelmente trabalhando com tecido de pelos de cabra, um comércio proeminente na região natural de Paulo, a Cilícia). Em seu tempo livre, Paulo começou a falar sobre Cristo aos judeus na sinagoga local, mas ele recebeu uma fria recepção. Sem temer a oposição, Paulo começou a ensinar perto da sinagoga, na casa de Tito Justo. Isto enfureceu os judeus. A congregação de Paulo provavelmente incluía muitos gentios tementes a Deus que costumavam frequentar a sinagoga bem ao lado. Pelo fato de estes judeus coríntios odiarem a Paulo, eles apresentaram uma queixa oficial a Gálio, o governador da Acaia. Gálio, no entanto, recusou-se a ouvir o seu caso, porque ele via os primeiros cristãos simplesmente como uma outra seita do judaísmo. Ironicamente, esta percepção errônea protegeu a jovem igreja de ser rigorosamente perseguida pelos romanos. Com os seus adversários derrotados, Paulo estava livre para ficar em Corinto por um ano e meio (por volta de 50-52 d.C.), uma das estadias mais longas de Paulo em qualquer cidade durante as suas viagens missionárias. Talvez ele imaginasse Corinto como um centro de evangelismo para toda a Grécia.

b) Breve biografia sobre o autor da carta.

Autor: Saulo, também chamado Paulo após sua conversão. (At 13.9) 
Cidade Nascimento: Tarso, Capital da Cilícia e província Romana. (At 22:3).
Foi Fariseu: Saulo foi fariseu extremamente religioso. (At 26:4-5)
Ofícios: Artesão de Tendas , Grande autoridade e influência. (Fp 3:5 At 18:3 At 26:10.)
Sua Cultura: Estudou a Lei com um dos maiores rabinos da Época Gamaliel. (At 22:3.)
Atuação como Fariseu: Perseguidor de Cristãos. (At 8:1-3)
Conversão: Ocorreu quando estava indo para Damasco. (At 9:1-9)
Deus escolhe a Saulo: Ananias recebe a missão de ungir Paulo. (At 9:13-22)
Um dos mais influentes escritores do NT: Escreveu 13 livros. Rm, 1Co, 2Co, Gl, Ef, Fp, Cl, 1Ts, 2Ts, 1Tm, 2Tm, Tt, Fm.

c) A autoria da Carta.

Paulo escreveu esta carta a Corinto durante a sua visita de três anos a Éfeso, em sua terceira viagem missionária. As duas cidades situavam-se uma em frente a outra, no mar Egeu e ambas eram portos movimentados e importantes. Tito pode ter transportado esta carta de Éfeso para Corinto (2 Co 12.18). A autoria de Paulo de 1 Corintios jamais foi seriamente questionada pelos estudiosos da Bíblia Sagrada. Já no primeiro versículo de 1 Corintios, ele identificasse como o autor, e a Sóstenes, como o seu secretário. Esta evidência, juntamente com a ênfase paulina na liberdade do crente em Cristo (I Co 10.23-33), É suficiente para convencer a maioria dos estudiosos.

d. Data e Contexto.

Escrita de Éfeso, por volta de 55 d.C. Perto do final de 1 Coríntios, Paulo relatou os detalhes de seus recentes planos de viagem, e revelou que estava escrevendo da cidade de Éfeso (16.8). Em sua terceira viagem missionária, Paulo ficou em Éfeso por três anos. Éfeso, uma movimentada cidade portuária na Ásia Menor (atual Turquia), era uma cidade estratégica para a propagação da mensagem do Evangelho na Ásia Menor. Localizada no entroncamento de duas antigas rotas terrestres (a estrada costeira em direção ao norte até Troas, e a rota ocidental para Colossos, Laodiceia e além), Éfeso tornou-se um ponto de compras habitual para os navios que navegavam pelo Mar Egeu.

3. OS DESTINATÁRIOS:

a) A igreja em Corinto.

Corinto foi a última cidade que Paulo visitou em sua segunda viagem missionária (At 18.1-18). Ele ficou em Corinto por dezoito meses, estabelecendo uma igreja ali. Apoio, a quem foi ensinada a base da fé cristã por Aquila e Priscila, em Éfeso, visitou a igreja em um momento posterior, encorajando os crentes (1.12). Infelizmente, a igreja coríntia não só refletia o caráter multiétnico da cidade, mas também a sua depravação moral. As exortações de Paulo contra o incesto (5.1-5), e contra o relacionamento com prostitutas (6.9-20), indicam que membros na igreja estavam lutando para resistir à imoralidade difusa de sua cidade. Mas Paulo não iria transigir os padrões elevados da conduta cristã para a igreja em Corinto.

b) Corrupção na igreja de Corinto.

Infelizmente, a igreja coríntia não só refletia o caráter multiétnico da cidade, mas também a sua depravação moral. As exortações de Paulo contra o incesto (5.1-5), e contra o relacionamento com prostitutas (6.9-20), indicam que membros na igreja estavam lutando para resistir à imoralidade difusa de sua cidade. Mas Paulo não iria transigir os padrões elevados da conduta cristã para a igreja em Corinto. Estar cercado pela imoralidade generalizada não tornava os coríntios uma exceção. Em vez disso, ele os chamou para uma vida pura, separada para Deus. Ele até comparou seus corpos com o templo de Deus (6.18-20). Mesmo com os seus numerosos problemas, 0 corpo coríntio de crentes tornou-se uma igreja estratégica para a propagação do Evangelho. Sua localização nas principais rotas comerciais do império romano tornou-a um posto avançado chave para a divulgação do Evangelho na Acaia (atual Grécia).

4. OCASIÃO E PROPÓSITO

a) Questões adversas.

Responder algumas perguntas sobre a ordem na igreja, identificar alguns problemas na igreja de Corinto, e ensinar os crentes como viver para Cristo em uma sociedade corrompida.
Em suas viagens por todo o mundo mediterrâneo, Paulo visitou várias cidades e portos, estabelecendo pequenas células de crentes comprometidos em quase todo lugar que ele visitou. Durante as suas viagens, Paulo lidou com uma grande variedade de pessoas — desde uma multidão enfurecida até filósofos sutis - e com várias situações - desde uma perseguição feroz até a complacência moral. Em tudo isto, ele demonstrou um profundo interesse pelo bem-estar espiritual de cada pessoa com a qual ele entrou em contato. Suas cartas frequentemente relatam como ele lutou em oração por uma igreja ou por um indivíduo (2 Co 13.7; 1 Ts 3.10).

b) Epístolas perdidas.

A primeira carta que Paulo escreveu aos crentes coríntios se perdeu. O texto em 1 Coríntios 5.9 menciona esta carta anterior. Obviamente, ela não poderia ter sido 1 Coríntios. O conteúdo exato desta carta é desconhecido. 1 Coríntios 5 sugere que Paulo havia advertido aos coríntios, naquela carta, para não se associarem com aqueles que, denominando-se cristãos, se envolviam com a imoralidade sexual.
Os problemas em Corinto. Perto do final de sua estadia em Éfeso, Paulo escreveu uma segunda carta, a epístola denominada 1 Coríntios. Ele escreveu esta carta em resposta a uma mensagem entregue por Estéfanas, Fortunato e Acaico (16.17). Estéfanas e seus companheiros tinham feito a Paulo uma série de perguntas, em sua maioria com relação à ordem na igreja.

c) A influencia cultural de Corinto.

A primeira carta aos Coríntios mostra claramente que algumas das filosofias do mundo grego e romano estavam dissimulando a percepção dos coríntios quanto à sua recém-descoberta fé em Jesus. Esta carta foi escrita a um grupo de crentes que ainda estavam influenciados pelo dualismo filosófico. Desde Platão, boa parte da filosofia grega vinha se baseando na crença de que o espiritual e o material eram esferas completamente separadas da existência humana. De acordo com este ponto de vista, o lado material ou físico da natureza humana era inerentemente corrupto e destinado à destruição. Em contraste, o lado espiritual poderia gradualmente perder a sua ligação com o material e subir a Deus, o Espírito puro. Este tipo de raciocínio foi absorvido pelos gnósticos no século II e provavelmente formou a base da negação dos coríntios de uma ressurreição corpórea (veja a defesa de Paulo da ressurreição de Jesus em 15-12-34).

5. MENSAGEM.

a)Após a sua saudação habitual (1.1-3).

Paulo começa afirmando as grandes verdades do Evangelho:
Deus havia dado graça aos crentes coríntios através de Jesus Cristo (1.4); 
Deus os havia enriquecido grandemente (1.5); 
Deus havia lhes dado todos os dons espirituais (1.7); 
O Senhor Jesus Cristo logo voltaria (1.7); 
Deus lhes daria o poder de serem fortes e irrepreensíveis (1.8); 
Deus é fiel (1.9). 
Mas então Paulo conduz o resto da história, começando por uma discussão sobre as divisões entre os crentes e um grande apelo pela unidade (1.10-4.21). 
Em seguida, ele move-se rapidamente para condenar um relacionamento específico e ilícito na igreja (5.1,2). 
Litígios entre cristãos (6.1-11). 
E imoralidade sexual (6.12-20). 

b) A suavidade de Paulo.

Então, Paulo suaviza um pouco ao ensinar sobre o casamento e a vida de solteiro (7.1-40). 
A relação entre a consciência e a liberdade em Cristo (8.1-10.33). 
A ordem nos cultos de adoração a Deus (11.1-34). Os dons espirituais (12.1-14.40), e a realidade e o poder da ressurreição (15.1-58). 
Cada um destes ensinos, porém, traz a implicação de um problema. Evidentemente, os casamentos estavam em dificuldades; cristãos fortes e fracos estavam em conflito; a adoração, a Santa Ceia e os dons espirituais estavam sofrendo abusos; e uma doutrina errada estava sendo introduzida. Então, Paulo diz: “Vigiai justamente” (15.34). 
Paulo encerra com um lembrete da coleta para a igreja em Jerusalém (16.1-4), seus planos de visitar os coríntios (16.5-9). 
Além de comentários e incentivos variados (16.10-24).

6. OS TEMAS PRINCIPAIS DE  I CORINTIOS.

Os temas principais na carta de 1 Coríntios incluem: Lealdades; Imoralidade; Liberdade;
Adoração; Corpo de Cristo; Ressurreição.

a)LEALDADES. (1.10-31; 2.1-5; 3.1-15; 4.1-21; 9.1-27). 

Os coríntios estavam se reunindo em torno de vários líderes e instrutores da igreja — Pedro, Paulo e Apoio. Outros, na tentativa de alcançar a superioridade espiritual, estavam afirmando “seguir a Cristo”. Estas lealdades levaram a um orgulho intelectual e criaram um
espírito de divisão na igreja.

-IM PORTÂNCIA PARA H O JE.

 A lealdade pessoal aos líderes humanos ou à sabedoria humana jamais deve dividir os cristãos em grupos. Os crentes devem cuidar uns dos outros, e não competir pela proeminência. Cristo une aqueles que confiam nele; Ele não traz uma divisão entre os crentes. Como os cristãos em Corinto, os crentes contemporâneos frequentemente se juntam em torno de pregadores e professores populares. E o resultado é tão divisor quanto no século I. Em vez de nos dividirmos em relação a personalidades, estilos de adoração, e pormenores teológicos, precisamos nos concentrar em Cristo. Ele nos unirá. Seja leal, porém lembre-se de que o único que tem direito à nossa lealdade absoluta é Cristo. Deixe que ele dirija a sua vida.

b)Imoralidade (1.8; 5.1-13; 6.1-20; 7.1-40; 9.24-27; 10.1-13; 16.13). 

Paulo tinha recebido um relatório que informava a presença de grande imoralidade na igreja de Corinto: pecados sexuais não corrigidos e litígios entre crentes. As pessoas estavam indiferentes à imoralidade em sua comunidade e em sua igreja, e só estavam pensando em si mesmas. Isto enfraqueceu o testemunho da igreja e levou a erros de conceito sobre a vida cristã, especialmente no tocante à liberdade sexual e ao casamento. Destacando a necessidade de uma vida moral íntegra e de corpos dedicados a servir a Deus, Paulo confrontou os coríntios com seus pecados, e os chamou de volta a uma vida e a um casamento centralizados em Cristo.

-IMPORTÂNCIA PARA H O JE.
 Embora a cultura contemporânea denigra o casamento e promova a promiscuidade sexual e os litígios frívolos, os cristãos devem manter o seu foco em Deus e na sua Palavra, e nunca transigir com ideias e práticas pecadoras. Os crentes não devem se misturar com a sociedade. Noá será fácil ir contra a correnteza, mas você deve determinar viver à altura do padrão de moralidade de Deus. Recuse-se a tolerar o comportamento imoral, especialmente entre crentes.

c)Liberdade (8.1-13; 9.19-27; 10.23-33; 11.1).

Paulo ensinou a liberdade de escolha sobre práticas não expressamente proibidas nas Escrituras. Alguns crentes acharam que certas ações, como comprar carne proveniente de animais usados em rituais pagá os, eram pecaminosas por associação. Outros sentiram-se livres da lei para praticarem tais ações. Paulo ensinou que aqueles que eram mais fortes, que se sentiam livres para comer a carne que tinha sido oferecida aos ídolos, deveriam evitar comê-la, para que não escandalizassem os crentes mais fracos. Porém, Ele também ensinou que aqueles que tinham uma consciência mais sensível não deveriam julgar os outros e obrigá-los a entrar em um estilo de vida rígido “sem comer carne”

-IMPORTÂNCIA PARA H O JE. 

Embora comer carne geralmente não seja um tema controverso entre os crentes hoje, outras práticas dividem as nossas igrejas. Paulo ensina claramente que somos livres em Cristo, contudo não devemos abusar de nossa liberdade cristã, sendo desatenciosos e insensíveis para com os outros. Jamais devemos encorajar os outros a fazerem o que é errado por qualquer coisa que façamos. Seja qual for a controvérsia de comportamento em sua igreja e comunidade, deixe que o amor seja o seu guia. Evite julgar outros crentes, e seja amável em relação àqueles que possuem uma consciência mais sensível. 

d)Adoração (11.2-34; 14.1-40).

 Paulo citou a desordem no culto. As pessoas estavam tomando a Ceia do Senhor sem primeiro confessarem os seus pecados. E muitos a estavam usando como uma ocasião para comer e beber em excesso. Além disso, havia erros no uso dos dons espirituais, e uma confusão sobre o papel das mulheres na igreja. Paulo deu instruções explícitas que tinham a finalidade de  trazer a ordem, e também o enfiaque correto aos seus cultos de louvor e adoração ao Senhor. Estas instruções dizem respeito a levar a presença de Deus a sério.

-IMPORTÂNCIA PARA HOJE.
 Certamente, não há maior privilégio do que permanecer na presença do Deus todo-poderoso. Portanto, a adoração é uma tarefa admirável e sagrada, e deve ser executada adequadamente e de um modo ordeiro. Embora os estilos de culto e adoração possam variar de cultura para cultura e de igreja para igreja, toda adoração a Deus deve ser feita de uma maneira digna de sua elevada honra. Certifique-se de que o culto em sua igreja seja centrado em Cristo, harmonioso, útil, e que edifique a todos os crentes.

e)Corpo de Cristo (12.1-31; 13.1-13; 16.1-3). 

Os crentes coríntios estavam confusos sobre o seu papel na igreja. E, evidentemente, muitos estavam procurando possuir os dons mais notáveis e públicos (por exemplo, pregar, ensinar, falar em línguas). Mas Paulo enfatizou que cada membro e cada dom são essenciais para a vida do corpo de Cristo. Assim como no corpo físico, a igreja tem muitas partes, e cada parte tem um papel especial a desempenhar. Dessa forma. Deus deu a cada membro do corpo um conjunto inigualável de dons espirituais. Em vez de diminuir o próprio papel e utilidade, ou invejar os dons mais excelentes que os outros possam ter, cada membro deve descobrir e usar os seus próprios dons espirituais que lhe foram concedidos por Deus. Embora exista uma grande diversidade no corpo, expressa na grande variedade de personalidades e dons, a igreja encontra a sua unidade em Cristo. E o maior dom de todos é o amor.

f)Ressurreição (15.1-58).

Algumas pessoas estavam negando que Cristo tinha ressuscitado dos mortos. Outros ensinavam que as pessoas não seriam ressuscitadas fisicamente. Refutando estas ideias, Paulo proclamou a realidade da ressurreição. Na verdade, a ressurreição de Cristo garante aos crentes que eles terão corpos novos e vivificados depois que morrerem. A esperança da ressurreição dá aos cristãos segurança e confiança para viverem diariamente para Cristo. 

-IMPORTÂNCIA PARA HOJE.
Visto que seremos ressuscitados para a vida depois que morrermos, a nossa vida não é vã. Devemos permanecer fiéis a Deus em nossa moralidade e em nosso serviço. Devemos viver hoje sabendo que passaremos a eternidade com Cristo. Quando você estiver ao lado do túmulo de uma pessoa amada, ou quando você lutar com a sua própria mortalidade, lembre-se da ressurreição. Porque Ele vive, você também viverá, e se unirá a todos os outros crentes que partiram antes de você.

7.ESBOÇO DE  I CORÍNTIOS

I. Paulo Cita os Problemas da Igreja (1.1-6.20)

A. Divisões na igreja
B. Desordem na igreja

II. Paulo Responde às Perguntas da Igreja (7.1-16.24)

A. Instrução sobre o casamento cristão
B. Instrução sobre a liberdade cristã
C. Instrução sobre o culto público
D. Instrução sobre a ressurreição

BIBLIOLOGIA:

Bíblia de Estudo Pentecostal – (CPAD) SBB – Revista e Corrigida, 1995.
Revista Periódica Pentecostes – A doutrina da Santificação em I Corintios – Pr. Roberto Carlos Cruvinel, pág. 3,4 – CPAD, Julho de 2001.
Comentários do Novo Testamento de Aplicação Pessoal – CPAD, Comentário em I Corintios, pág.100-110 – Consultas e Cópias. -1ª Edição de 2009.

DIGITAÇÃO E PESQUISAS:

JOSÉ ROBERTO ALVES DA SILVA

Professor/ Músico e Teólogo e Membro da AD SEARA Petrolina - Congregação em Dom Avelar - Petrolina/PE.

“Glórias seja dada ao Nosso Deus, ao Senhor Jesus Cristo”

“Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” Efésios 2.10

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Afinal, Jesus era de direita ou de esquerda?

Nós cristãos precisamos nos posicionar do lado de Jesus.

Um tempo atrás o sempre polêmico grupo “Porta dos fundos” fez mais um vídeo falando de religião, desta feita a encenação mostrava um Jesus que era confrontado em seus discursos sendo chamado de Esquerdista pelos seus ouvintes.
No vídeo as falas de Jesus eram todas citações bíblicas tiradas do contexto em que foram proferidas pelo Mestre, mas ainda assim algo chamou bastante atenção, o desejo de posicionar Jesus à uma corrente ideológica política.
O problema é que o “Porta dos fundos” cai no grande mal dos nossos tempos, a síntese exagerada de ideias. Dizer que Jesus seria marxista com base em falas soltas espalhadas pelos evangelhos e afirmar que isso corresponde a todo o pensamento esquerdista é no mínimo incoerência para não dizer leviandade.
Em sua totalidade o pensamento Marxista jamais corresponderá aos ensinamentos de Jesus se estes forem vistos em profundidade. A questão é que o reducionismo tem sido o grande mal da nossa atual sociedade no que diz respeito à análise das ideologias sejam elas quais forem.
A tentativa do grupo “Porta dos fundos” em colocar Jesus em uma assumida posição de Esquerda política não visava usar a autoridade dele para reafirmar tal posicionamento – como faz os defensores da Teologia da Libertação ou da TMI por exemplo –  a ideia ao meu ver era debochar do pessoal de Direita que confere a Jesus a base de seu discurso.
Mas afinal, Jesus se posicionaria de que lado? Ao que corresponde na realidade os ensinamentos de Jesus?
O pastor e teólogo anglicano, o britânico John Stott, falecido em 2011, falando sobre o posicionamento político de Jesus dizia que: “Ele (Jesus) tem uma posição política que não pode ser encontrada em nenhuma das que os homens criaram. É algo além, fora dos parâmetros humanos”. Os ideais de Jesus são elevados, mas, ao mesmo tempo que podem parecer utópicos, são plenamente passíveis de serem realizados.
Seus ensinos valorizam o ser humano como obra prima da criação, e ao mesmo tempo colocam Deus como centro da existência humana. Isso faz com que Esquerda e Direita política tentem usurpar sua fala para si, cada qual dando ênfase a apenas um desses aspectos, que para Cristo se harmonizavam. Como bem disse Stott a posição sócio-política de Jesus é algo além.
Nós cristãos precisamos nos posicionar do lado de Jesus. É triste vermos nossos irmãos em Cristo tomando posições políticas opostas ao de nosso Senhor, trazendo-o supostamente para seu lado ao mesmo tempo em que, de certa forma, demonizam o lado oposto dos seus.
Um cristão tem um único posicionamento político, o de atentar para a dignidade humana e priorizar a glória de Deus como Jesus o fez. Isso significa, dentre outras coisas, não idolatrar posições políticas sejam elas quais forem.
Aristóteles disse que o Homem é um animal político, ou seja, queira ou não, estamos inseridos em uma sociedade e devemos ter uma participação ativa na mesma. Mas é bom que não esqueçamos que antes de sermos cidadãos de uma pátria terrena, somos cidadãos do Céu.


quinta-feira, 25 de julho de 2019

APRENDENDO COM A VIÚVA DE NAIM.


Texto: Lucas 7. 11-16.
Introdução:
- Naim, era uma cidade que ficava ao norte de Israel, na subida do Monte More (chamado de Givat haMoreh em hebraico) e foi o local em que morava uma mulher que ganhou destaque no Evangelho de Lucas. A localização exata da cidade fica a 50 km de Cafarnaum, que fica a beira do mar da Galileia do lado norte. Naim, o nome significa “prazerosa” e “agradável”, até hoje, quando os Israelenses conhecem uma pessoa nova, para demonstrar cordialidade, usam a expressão hebraica “Naim meod“, que corresponde às palavras “muito prazer (em te conhecer)”. Esta cidade ainda existe nos dias atuais e serve de ponto turístico.
- Outra personagem que possui também o seu nome derivado da mesma raiz, chama-se “Noemi” que vem da raiz “Naim”, ela era esposa de Elimeleque e mãe de Malom e Quiliom. Eles eram uma família de Efrata, de Belém de Judá. Assim como aquela viúva de Naim, perdera seu marido e filho, acontecera também com Noemi, restando apenas duas noras (Rute 1.5). Ela depois de experimentar a mais completa miséria, por meio de sua nora que não a abandonou cujo nome era Rute, ela veio reviver a mais completa alegria, e muitas bênçãos, pois sua nora casou com Boaz, de onde nasceu Obede que gerou Jessé e de Jessé veio Davi, depois Salomão, cuja genealogia levou até Cristo, o nosso Salvador.
- Lucas foi o único que registrou este episodio do milagre, e isto se deve ao fato de que ele se preocupou narrar fatos acerca de Jesus da melhor forma possível. “Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; (Lucas 1:3)”. Quando Lucas relata o episódio da morte do rapaz, Jesus ainda se encontrava em Cafarnaum e que sua viagem a Naim seria feita no dia seguinte e demoraria muito a chegar.
1. JESUS CHEGA NA HORA CERTA. (v. 12).
- Segundo alguns, a caminhada de Jesus, saindo de Cafarnaum até Naim demoraria aproximadamente umas 10 horas. Alguns dizem que o menino ainda estava sentindo dores da morte quando Jesus saiu de sua cidade.
- Outro fato inusitado, talvez Jesus não estivesse indo para Naim, apenas estava passando lá, pois o milagre acontece na entrada da cidade e possivelmente do lado de fora. “A certeza é que Jesus não se atrasa e nem adianta, mas chega na hora certa”. O salmista nos diz: “Deus é nosso refugio e fortaleza, socorro bem presente na ora da angustia.” Salmos 46.1.
- Assim acontecera, quando Jesus ressuscitou a Lazaro, após 4 dias de morto, que fez o milagre para glorificar a Deus, na logica humana, ele tinha se atrasado, como disse uma de suas irmãs, mas ele estava no tempo certo (Jo 11.23-26).
- Às vezes podemos pensar que tudo está perdido, que Deus talvez não esteja vendo a nossa situação, devemos entender que o nosso tempo (kronos) não o mesmo tempo de Deus (kairós); “O tempo de Deus (kairós) deve ser entendido como a oportunidade em que Ele resolve agir. Portanto, o kairós é bem diferente do tempo cronológico – a Bíblia explica isso afirmando que, para Deus, mil anos são como um dia e um dia como mil anos”.
2. JESUS ENTENDE AS SUAS LÁGRIMAS. (v.13).
- Quando Jesus chega à cidade, Ele encontra na porta da mesma um cortejo fúnebre. E logo ele já sabe quem é a viúva que havia perdido o seu filho, e nos diz a passagem bíblica que Ele “moveu-se de intima compaixão”. Era também na porta da cidade que se comprava o óbito, ali era o limite e Jesus chega à porta, no limite daquela mulher. “Jesus está chegando ai no seu limite, Ele não deixa extravasar, mais vai fazer algo extraordinário no seu viver”.
- Essa viúva não chorava apenas por que o seu filho estava morto. Mas chorava também porque o seu marido estava morto, ela chorava porque sabia que agora estaria sozinha, ela chorava porque já tinha enterrado o marido e já sabia exatamente como esse velório iria terminar. Ela chorava por antecipação da dor que ainda iria sentir; chorava quando pensava no dia de amanhã, chorava quando pensava que um dia a vida dela era perfeita… Já que para o Judeu, se casar e ter um filho homem é o maior sonho de todos, e essa mulher conseguiu isso, achou um bom marido, foi abençoada com um filho e agora… Estava sozinha de novo.
- A cultura na época era desfavorável a quem fosse viúva, visto que a mulher era menosprezada por vários fatores dentro daquela sociedade, e, além disso, a mesma ainda perdera a única pessoa que poderia lhe dar provisão e sustento. E isso seria um desespero extremo, pois ser viúva e sem filhos, era preconceito pelo resto da sua vida.
- “Não Chores” – Jesus vê as suas lagrimas e contempla os seus problemas, e na hora certa, neste momento Ele está entrando com providencia na sua vida. “Não pense que tudo em sua vida acabou Jesus ainda enxuga suas lagrimas”.
3. O MILAGRE ACONTECEU. (v.14,15).

- Jesus viu o choro da pobre viúva e a socorreu, restaurando e provendo a vida ao seu filho. (v.14). Estava comprovada que o filho dela estava morto, a certidão do óbito foi entregue na saída da cidade, mas Jesus foi lá e rasgou a certidão e ressuscitou aquele jovem e entregou a sua mãe. Não há nada difícil para Deus.  “E disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te”. “E defunto assentou-se, e começou a falar, e Jesus o entregou á mãe dele”.

- A viúva não precisou dizer palavras para expressar a sua dor, a sua vida e sua situação, que até aquele momento estava difícil, não somente pela perca do filho, mas por sua posição de viúva e sem filhos. Mas Jesus conhecia as suas necessidades. Às vezes não conseguimos expressar em palavras a nossa situação, dor e necessidade, mas Deus nos conhece o profundo do nosso ser e nos concede a vitória. (Rm 8.26-28).

- Estamos num mundo cheios de problemas vários, na área financeira, familiar, onde muitos acabam por deixarem ao Senhor, pois perdem a esperança. Talvez a viúva tivesse perdida as suas esperanças, mas Deus está disposto a resolver as nossas causas e nossos problemas. Bastamos está apenas permanecer firmes em nossa certeza e convicção de fé diante Dele.

- Jesus nos disse: “No mundo tereis aflições...” (Jo 16.33).

CONCLUSÃO:

- "Que o Senhor Jesus possa verdadeiramente resolver as suas causas e seus problemas, pois Ele jamais nos deixará abandonados, mas sempre estará conosco, em qualquer situação de nossas vidas. Paulo diz: Posso todas as coisas em Cristo, que me fortalece" Filipenses 4.13.
- Assim como Ele chegou na hora certa para aquela viúva, Ele está chegando à sua vida, enxuga suas lágrimas, resolve o seu problema e faz o milagre tão grande que muitos irão ver e glorificarão o nome do Senhor.

Esboço e Comentário: José Roberto Alves

sábado, 1 de junho de 2019

DOXOLOGIA PAULINA

Texto: Romanos 11.33-36.

Aqui está uma doxologia excelsa (dos termos gregos doxa, «louvor», «honra», «glória», e logos, «palavra», ou seja, algo dito que expressa louvor, atribuindo glória e honra a alguém, a alguma circunstância ou a algum estado.), em que o apostolo Paulo, creio eu, que ao comtemplar as magnitudes das grandezas infinitas de Deus, ele cai em êxtase, mediante as incalculáveis e incomensuráveis sabedoria de Deus, ao estabelecer e criar todas as coisas. Nesta epistola o apostolo explana com toda firmeza e vigor o plano maravilhoso de Deus em relação a sua criatura: O Homem.
A epistola aos Romanos é mais que uma carta, é um tratado teológico de profunda sabedoria que pelo Espirito Santo de Deus as foram reveladas ao apóstolo Paulo. Nesta epistola, Paulo trata sobre os mais variados temas teológicos, tais como: 1. Antropologia – Onde ele fala sobre a situação caótica do homem (humanidade) diante do seu Criador, o seu relacionamento com Deus, visto como ele poderá tratar aqueles que com veemência iníqua queira prosseguir provocando a ira do Criador. 2. Hamartiologia – Trata sobre o pecado e as suas devassidões, e a consequente trajetória final que desfecha em castigo eterno. Paulo também comenta sobre a origem do mesmo, apontando para a criatura primaria humana, da qual todos os homens são acometidos hereditariamente. 3. Soteriologia – Paulo fala com categoria sobre a maravilhosa misericórdia de Deus, de planejar e executar a obra de redenção, justificação, regeneração e salvação do homem, que de fato se volta para seu Criador e busca Dele o favor imerecido, a sua graça imensurável, como descrita dentro da epistola.
Nestes versículos, Paulo vislumbra o desenrolar de todos meios que Deus realizou para resgatar a sua criatura, e então começa estremecer diante da majestade de Deus ao ponto de expressar com toda a alma sobre a excelência magnifica da Sabedoria Divina. “O apostolo Paulo dentro das suas conclusões acerca do reinado do pecado e da sua ruína, ele ver a ação divina de produzir um resultado benéfico para a humanidade, que impelido pela percepção desse fato, e de que se trata de uma grande esperança para o mundo, revertendo a desgraça em graça, a perdição em salvação, Paulo se deixa ser guiado por este sentimento ao ponto de glorificar a Deus, como conclusão do seu argumento sobre a esperança de salvação tanto para os gentios como para a nação de Israel. E por isso Paulo expressou a profundidade da sabedoria e graça divina por meio de Cristo, que se expressa conforme estes versículos doxológicos.
      1.Oh profundidade... (v.33) Ecoa ao ponto de nosso ser humano frágil estremecer ao contemplar pelo menos em parte sobre as excelências de Deus. Deus é infinito e Soberano, sem inicio e sem fim e é incompreensível a mente humana, o seu agir. Faz-nos lembrar, que seria em comparação a um poço profundo, infinito, da qual podemos desfrutar o mais salutar entendimento e conhecimento das grandezas de Deus, que são infindas e inesgotáveis. É uma palavra que indica “as riquezas inexauríveis” de Deus, de sentido universal, que o apostolo usou para mostrar a incomensurabilidade do conhecimento e sabedoria de Deus, onde se alicerça a sua sublime misericórdia. E logo a seguir ele emprega três características de Deus: suas riquezas, sua sabedoria e seu conhecimento.

a)         Riquezas. – Com certeza Paulo tinha em mente, o conjunto de tudo o quanto Deus possui, criou e tudo o que Ele é e que fez e executou como em prol da humanidade, beneficiando sua criação. Inclusive, tudo aquilo que Paulo fala, a situação pecaminosa do homem, a sua oportunidade de se achegar a Deus e receber Dele o seu perdão, sua regeneração e salvação. Tudo isso é uma riqueza infinita.
b)        Sabedoria. Eu diria que Deus é a própria sabedoria (grego: Sophia), e quem poderá comparar a intelectualidade humana em vista a vasta e imensa insondável sabedoria divina? Certamente o que se pode contemplar ou galgar em sabedoria, são meras e efêmeras sabedorias que jamais fará com que Deus fique maravilhado, por que tudo vem Dele, o que o homem possui, vem Dele, até a sua mera sabedoria. E Deus usou-a para que pudesse na sua infinita misericórdia alcançar o homem em meios aos seus pecados e de maneira benevolente pudesse garantir-lhe salvação. “O vocábulo Sabedoria denota o exercício dos decretos determinadores de Deus, os quais possuem resultados benéficos em cada oportunidades, este termo “sabedoria” é atribuído somente a Deus, ou a homens piedosos...”
c)         Conhecimento (Ciência) – no original grego é “gnosis” que aponta para o autoconhecimento se tratando na intelectualidade investigativa, especulativa para se entender as coisas neste mundo, onde os gregos se consideravam homens de grandes conhecimentos, que geralmente tentam usar a lógica para definir o que são as coisas. Paulo dá a ideia de que a perfeita compreensão sobre todas as coisas, as decisões e ações de Deus são fundamentadas na sua sabedoria. Quem pode ter perfeito conhecimento sobre tudo e todos? É somente Deus...
d)        “Quão insondáveis os seus juízos...” Ninguém jamais poderá entender os julgamentos de Deus, as nossas mentes frágeis jamais poderia julgar algo de maneira justa e perfeita, a mente do Criador é insondável, não se pode de maneira nenhuma sondá-Lo, pois seus pensamentos são altíssimos e não como os nossos pensamentos, somos terrenos, Ele é Espirito, Santo, Justo, Verdadeiro e Excelentissimamente Juiz, por isso Paulo cita Isaias 40.13 na sua entusiasmada admiração sobre a infinita sabedoria divina, que planejou todas as coisas antes que elas mesmas existissem.
e)        “Inescrutáveis os seus caminhos.” Quem poderá indagar a Deus sobre os seus caminhos, o seu agir, as veredas por onde Ele passa isso também foge da incompreensibilidade humana. Seus projetos, detalhes infindos, passo a passo, tudo arquitetado, planejado minuciosamente, ele fez em prol da sua criatura, para que pudesse de fato dentro do seu maravilhoso plano mostrar que mesmo sendo o que Ele é, como Deus, não nos desampara, mas faz tudo como que lhe apraz, pois desejou assim fazer e fez com amor profundo beneficiando ao homem que jamais por si mesmo saberia fazer algo para si. Deus seja sempre louvado e glorificado. E Paulo novamente diz: “Ou quem deu primeiro a Ele para que lhe venha ser recompensado? Ele usa a passagem em Jó 41.11 na versão Septuaginta. Quando nesta situação, a mesma pergunta que o próprio Deus falou quando respondeu os questionamentos daquele homem”, ou seja, quem foi outro ser que pudesse dar a Deus essa sabedoria? Com certeza ninguém. Jó também pergunta se haveria outro Mestre tal como Deus? (Jó 36.22).
          2.  Porque tudo é Dele, veio por meio Dele e são feitas e destinadas para Ele, e isso é a resposta que Paulo dar a própria pergunta que fez anteriormente, usando passagens do A.T.
a)         Porque Dele... Deus é a origem, e todas as coisas que existe é Dele, Ele é a causa primaria, a causa material de onde tudo se deriva. Deus é a causa formal, pois nele começa o plano inteiro do Universo, Deus é a causa eficiente, pois por meio dele, tudo foi produzido e posto em Ordem.
b)        Por Ele... Todas as coisas como vieram da causa primaria, passa a existir e de continuo até o final, pois também Deus é a causa final de todas as coisas, a qual tudo tem seus meios e finalidades através Dele, onde todas as coisas se dirigem a Ele, a fim de terem cumprimento e realização e por fim...
c)         Para Ele são todas as coisas... E não por mera satisfação egoísta ou orgulho de si mesmo, que Deus o fez apenas pelo o bel prazer, mas com o intuito de que não é apenas uma mera existência eterna, mas que em uma espécie de vida, a vida espiritual que advinda da vida e existência de Deus pudesse ser partilhada a sua criatura, o homem e este ter um sentido de existência por participar da vida de Deus. Pois mesmo que no mundo, o homem corrompido pelo o pecado, pudesse em Deus dentro do magnifico plano, ser restituído para Deus de maneira sublime e pudesse na eternidade, viver para sempre junto com Deus, tendo essa vida como participativa da vida de Deus. Por isso, Paulo admirado, exclama... ”A Ele, pois, seja a Glória eternamente... Amém! Por que Deus é esse Ser Maravilhoso, Glorioso, Magnifico, Inexaurível, Manancial profundo, amém! Toda honra gloria e louvor seja dado a Ele para todo sempre, inclusive me rendo integralmente e inteiramente a sua presença, mesmo sabendo o “quão indigno sou”, Sei que Ele é misericordioso, Te amo Eterno Senhor e Criador de todo o Universo e tudo que possa existir. AMÉM!!!!

Meditações, reflexões sobre a grandeza de Deus, nos mesmos pensamentos do apostolo Paulo, que extasiado, exclamou este verso poético e doxologia esplendida, que me fez refleti, quão Grande é o Deus a qual se rendemos aos seus pés, só tenho que enaltece-Lo com a minha vida e para sempre e assim irei fazer até por toda a eternidade, pois minha vida é existência por causa Dele...

JOSE ROBERTO ALVES – Madrugada do dia 03.11.2017, 01:29 da manhã.

terça-feira, 16 de abril de 2019

QUEM CRÊ NO QUE PREGAMOS?

Isaias 53.1-12.

INTRODUÇÃO:

-  Isaías foi considerado um dos maiores profetas do A.T que falou profetizou acerca do Messias, seus escritos proféticos contém uma miniatura da Bíblia Sagrada, pois possui 66 capítulos que são divididos em duas partes: 39 capítulos na 1ª parte e 27 capítulos na 2ª parte. Sendo que as primeiras falam sobre profecias de Juízos sobre Israel e demais nações e na segunda abrange grande parte de profecias messiânicas.

-    Ele exerceu seu chamado profético durante o reinado de 5 reis, segundos estudiosos, ele não tinha intenção de ser profeta, cujo chamado acontece após a morte do rei Uzias, ele era escriba no palácio do rei em Jerusalém. (Is 6.1-8).

-       Suas profecias aconteceram no período de 700 a.C á 681 a.C, sendo como profeta em Judá foi no período de 740 á 681 a.C.

1.           QUEM       CREU       NA       NOSSA PREGAÇÃO?(v.1)


- Desde quando Israel tornou-se a nação escolhida por Deus (Ex 19.5,6), Deus tem se revelado de varias maneiras e formas para com o seu povo. (Hb 1.1).

-   Deus escolhe do meio do povo um libertador, pois a nação de Israel estava sendo escravizada no Egito, e precisava ser libertos, Deus levanta Moisés. (Ex2.1-10), e por meio de Moisés, Deus anuncia, que dias posteriores, Ele levantaria um Grande Profeta. (Dt 18.15-22; At. 3.22,23).

-    Após Moisés, se levantaram juízes, profetas, onde alguns deles apontavam para o Messias, provar de fato que iria cumprir com sua palavra. Mas, a nação endurece o coração, a mesma dura cerviz quando estavam no deserto (Hb 3.7; 4.7).

2.     O PROFETA NA PLENITUDE DOS TEMPOS. (Gl 4.4).


-  Neste cap. 53, o profeta dar detalhes sobre o Messias “servo sofredor” e seu sofrimento, onde padeceu para “curar as nossas feridas e nossas dores levou sobre si” (v4,5), tudo isso sofreu para perdoar os nossos pecados (v.10), tudo isso para ver a satisfação da alma (v.11).

-     Quem poderia imaginar que este “servo sofredor” nasceria em uma família humilde da Galileia, ao invés de nascer de algum rei, pois o povo israelita almejava uma libertação dos povos das nações, uma libertação mais politica do que espiritual. Cristo “ forma grega” de Messias, estava vendo as necessidades existente entre o povo de Deus e mostra que sua própria nação rejeitou o Messias. Veja algumas profecias  messiânicas.  (Is  7.14; 9.6; Mt 1.23; Is 53.1-12).

-  Profecias Messiânicas: (Sl 110.2,8, 16,22, 40, 41, 45, 68, 69, 89, 102, 109,118). Fala sobre vinda, seu reinado, sua morte e ressureição, tanto Jeremias (Jr 23.5,6); como Daniel (Dn 7.27), Oseias, Joel, Amós, Jonas, Miqueias e Zacarias, (Zc 9.9). Paulo fala que todas as profecias referente a vinda do Messias já havia cumprido, exceto aquelas de natureza futura e espiritual.  Então nasce Jesus na plenitude do tempo.( Gl 4.4)

3.  O PROFETA REJEITADO. (Jo 1.11,12).


-   João nos lembra que Jesus veio ao mundo para salvar o seu povo, e os mesmo rejeitaram veemente. (Jo 1.12, Mt 1.21).

-     Israel quando antes do cativeiro, foram repreendidos, advertidos sobre sua conduta, pois Deus nos ama (Jo 3.16; Rm 5.8), Ele nos livrou da morte, nos concedendo vida (Rm 8.31,32). Israel não quis receber Jesus como Messias, e sabemos que este foi o motivo pelo o qual se tornamos filhos por adoção a Deus (Ef 1.5), pois a sua rejeição abriu caminho para os gentios (Rm 11.15-20).

-  Agora Paulo nos ensina a pregarmos a palavra o Evangelho a todas as pessoas, independentemente qual a sua situação diante dele, pois Ele não faz acepção de pessoas. (At 10.34; Rm2.11). E quer que todos se salvem (1 Tm 2.3,4;) Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19.10), pois Ele não veio condenar o mundo, mas que mundo seja salvo por Ele. (Jo 3.17).

CONCLUSÃO:


-  Quem creu? A quem se manifestou o seu braço...? ou seja, “manifestou a sua providencia”? É triste ver pessoas transferindo a sua capacidade de crê  em Cristo a outras coisas, deuses ou objetos.

-    Somos privilegiados? Sim, por que Deus nos dar a oportunidade de servi- Lo com Alegria. Pois ao homem Deus o outorgou com livre arbítrio, o direito de escolha. Portanto é hora de meditar na palavra: A vinda do Messias foi anunciada desde primórdios da terra, e esse livre arbitro veio desde o primeiro homem. Portanto, Deus nunca esqueceu ou deixou em cumpri a sua palavra, mas enviou o seu Filho para  nos salvar. Reconheçamos que foi Deus primeiro que quis se reconciliar com o homem, e operar esta  gloriosa salvação! (2 Co 5.19,20; Tg 4.8). E o homem precisa corresponder o seu chamado!

- "Oh terra, terra, terra, ouve a palavra do Senhor..." Jeremias 22.29



Aleluias, oh Glórias a Deus! 


Consulta a Biblia Sagrada; E apontamentos próprios!

José Roberto Alves - Bacharel em Teologia - EETAD.