sexta-feira, 8 de setembro de 2017

AS BODAS DO CORDEIRO

Texto:  Apocalipse  19.  1-9.
INTRODUÇÃO.
As  Bodas  do  Cordeiro,  é  um  dos assuntos que quase não se discute em uma sala de aula, visto que a mesma faz parte de um ramo da teologia: A  Escatologia -  é  a  doutrina  das  ultimas  coisas, e faz parte do ensino  de  linha  teológica  dispensacionalista, onde por meio de uma cronologia  ou  a  sistematização  dos  eventos, define o  que  ocorrerá  no  tempo  do  fim,  precisamente  entre  a sexta  e  a  sétima  dispensação.  Tendo  em  vista  o  tempo  da  igreja  gentílica,  cruzando  já  a  quase 2.000   anos  de  história,   que  finalmente   culminará  nos  cumprimentos  proféticos   finais  e consequentemente  a  esperada  Vinda  do  Rei  Jesus,  vindo  buscar  a  sua  igreja,  tal  qual  noivo  a buscar  a  noiva.  Sinais  precedidos  com  o  Arrebatamento,  e  o  Tribunal  de  Cristo  e  posteriormente  as Bodas,  que  na  verdade  é  a  festa  de  Casamento.  Muitas  referencias  biblicas  proporcionam variedades  riquíssimas  em  detalhes  e  complementação  do  assunto.  Iremos  sequencialmente  tentar abordar  de  maneira  clara  e  concisa,  sintetizando  cada  particularidade  do  assunto.
1-  REFERENCIAS  SOBRE  O  ASSUNTO  NAS  ESCRITURAS. 
a)  Encontramos  basicamente,  utilizando  a  JFA-RC,  aproximadamente  15  referencias  sobre bodas,  de  forma  literal  nas  escrituras,  vejamos. 
1-Quando  Sansão  celebra  a  própria  festa  de  casamento  –  Jz  14.12,17. 2-  Quando  Jesus  fala  sobre  a  prática  do  Jejum,  em  que  os  convidados  não  deveria  jejuar, enquanto  o  noivo  estivesse  com  eles  –  Mt  9.15;  Mc  2.19;  Lc  5.34.
3-  Jesus  conta  a  Parábolas  das  Bodas  –  Mt  22.1-9.
4-  A parábolas  das  Dez  Virgens  –  Mt  25.10  (1-13). 
5-  Parábola  do  Servo  Vigilante  –  Lc  12.36;  (Ap.  19.11-21) 
6-  Parábola  dos  primeiros  assentos  –  Lc  14.8.
7- Jesus nas Bodas em Caná da Galileia – João 2.1-2. 8-  A  BODAS  DO  CORDEIRO  –  Ap  19.7,9;  -  Apenas  especificamente  nestas  passagens  é  que falam  sobre  o  Casamento  ou  Bodas  do  Cordeiro. 
b)    Referencias  sobre  as  Bodas  do  Cordeiro. 
1.  Como  foi  explicado  anteriormente,  apenas  nestes  dois  versículos  do  Apocalipse  é  que encontramos  a  expressão   Bodas  do  Cordeiro,  que  em  grego  é   “Gámos  toû  Arniou  –  v.7”  e “deîpinon  toû  Gámos  tou  Arniou  –  v.9”,  que  segundo  a  interpretação  da  teologia  das  dispensações, dentro  da  cronologia  escatológica  do  tempo,  se  trata  da  Festa  de  casamento  de  Cristo  com  a  sua igreja,  tomando  por  bases  outras  referencias  biblicas,  dentre  elas  as  mais  conhecidas,  como:  Samo 45;  Mt  22;  Mt  25.1-13;  etc...  (Fonte:  Biblia  de  Estudo  Dake). 
2. Alguns  explicam  que  as  Bodas  do  Cordeiro  nestas  passagens  seria  que:  “o  simbolismo  do 
casamento  expressa  intimidade,  amor  e  alegria  entre  Cristo  e  seu  povo,  consumando  assim,  os compromissos  expressos  anteriormente  nas  escrituras.  (Is  54.5-8;  Os  2.19-20;  Ef  5.26-27;) (Fonte:  Biblia  de  Estudo  de  Genebra).

2. O QUE SIGNIFICA A PALAVRA “BODAS”? Em  João  2.1-2,  encontramos  as  seguintes  palavras  em  grego  -  “Gámous  e  Gamon”;  em  Mt 22.2-4,9  “Gámous,  Gámous  e  Gámous”;  vs.  10-12  as  palavras  “Gámos,  Gámou  e  Gámou”;  Mt 25.10  “Gámous”;  e  em  Ap  19.7  “Gámos  toû  Arniou”  -  Bodas  do  Cordeiro  e  no  versículo  9  a expressão  “deîpinon  toû  Gámos  toû  Arniou”.  Que  já  foi  exposto  anteriormente  como  referencias, que  aqui  pretendemos  dar  uma  explicação  detalhada  sobre  estes  vocábulos.  A  palavra  grega 'Gámos,  ou  –  s.m  (substantivo  masculino)  que  significa  –  união  legitima,  matrimonio  //  bodas, festas  nupciais;  nupcias;  etc...
3. O CASAMENTO NA CULTURA JUDAICA. 
Conforme  os  texto  lidos  e  relidos  do  Evangelho  de  Mateus  e  outros,  como  nos  capítulos  22  e  25, encontramos  um  fundo  histórico-cultural  judaico,  tratando  cada  detalhe  o  casamento. 
a)  O  NOIVADO  –  Esse  era  e  é  o  primeiro  passo  a  ser  dado  para  se  contrair  contrato  de casamento,  era  um  compromisso  assumido  normalmente  entres  os  pais  dos  noivos.  Em  que  os noivos  ficavam  prometidos  até  que  se  realiza-se  o  casamento. 
b)  OS  PRESENTES  –  O  noivo  ou  a  família  estavam  na  obrigação  de  dar  presentes  a  noiva.  Vemos isso  em  Gn  24.52,53  de  Isaac  e  Rebeca  e  em  Gn  29.19,20  no  caso  de  Jacó. c) TEMPO  DE  ESPERA  –  Os  noivos  deviam  ser  fiéis  um  ao  outro  como  se  fossem  já  casados. Caso  houvessem  infidelidade,  haveria  dissolução  do  noivado,  sendo  anulado  o  mesmo. 
d) O CASAMENTO  – Iniciava  com  a  ida  do  noivo  a  casa  da  noiva,  indo  buscá-la  para  levá-la a  sua  festa  nupcial  e  logo  após  a  lua  de  mel.  A  noiva  esperava  ansiosamente  pelo  o  noivo,  vestindo roupas  e  joias  guardadas  para  o  evento,  seguindo  com  o  noivo  e  as  damas  de  honra  e  convidados para  o  banquete. 
e)  O  SIGINIFICADO  –  Cristo  nos  fez  promessas  quando  veio  a  2.000  anos  atrás,  e  a  sua  igreja, nós,  o  aceitamos  e  prometemos  fidelidade  a  Ele,  portanto  devemos  permanecer  virgem  e  pura espiritualmente.  O  seu  maior  presente  ou  dote  que  Ele  nos  deu,  foi  a  sua  morte  vicária,  em  favor das  nossas  pobres  almas  que  estavam  afastadas  de  Deus,  e  nos  comprou  com  seu  sangue,  dando sua  vida.  Veja:  Ef  5.25  e  At  2028.

4. O SIGNICADO HISTORICO DAS BODAS. 
É  sugerido  que  quando  Cristo  proferiu  a  parábolas  das  bodas  em  Mateus  25:  1-12,  ele estivesse  assentado  no  Monte  das  Oliveiras,  já  na  declinação  do  sol  sobre  os  montes  e  quando  a noite  se  aproximava,  estando  com  seus  discipulos,  entre  as  sombras  da  noite  que  enegrecem  com  a saída  do  sol,  ele  avista  uma  moradia  com  esplendorosa  luz  de  uma  festa,  que  tudo  indica  ser  uma celebração  nupcial.  Isto  indica  que  as  festividades  no  oriente  sobre  as  bodas  sempre  acontecia  á noite.  E  era  de  costume  que  o  noivo  partisse  ao  encontro  de  sua  noiva,  trazendo  consigo  até  a  sua casa,  á  luz  de  tocas,  o  séquito  dos  nubentes  sai  da  casa  paterna  para  seu  próprio  lar,  onde  estava preparado  um  banquete,  que  era  oferecido  aos  convidados.  Era  uma  cena  contemplativa  aos  olhos de Cristo, onde um grupo espera o aparecimento do séquito nupcial para a ele se ajuntar.
a)  Cristo  é  o  noivo  que  ansioso  aguarda  a  encontrar-se  com  a  sua  noiva  amada  -igreja-  na parábola  que  é  representadas  pelas  virgens.  (Mt  25.1).
b)  Prudentes  e  néscias  –  tratasse  do  retrato  da  igreja,  onde  sua  constituição  ainda  é  mantida  de fieis  íntegros  e  infiéis  que  levavam  consigo  suas  lamparinas  com  azeite,  onde  uns  puderam  poupar o  que  tinha  e  outros  deixaram  esgotar  o  que  tinha  de  maneira  relaxada.  Mt  25.2-4) 
c)  As  lamparinas  significam  a  palavra  de  Deus  e  o  azeite  o  Espirito  Santo.  (Sl  119.105;  o  azeite da  unção  –  Ex  25.6;  Nm  35.25;  2  Sm  1.21;  Sl  133.2;  Jl  2.28. d) A  demora  do  aparecimento  do  noivo,  que  fala  declinação  temporária  do  dia  á  noite, fazendo com que as virgens se acomodassem e viesses tosquenejar. (Mt 25.5).

5- A EXPLICITAÇÃO DO ENSINO SOBRE ESTA VERDADE – AS BODAS DO CORDEIRO. 
a)  Embora  existam  várias  interpretações  escatológicas  hodiernamente,  várias  escolas  tentam explanar  com  precisão  os  acontecimentos  dos  eventos  finais  na  trajetória  da  igreja,  fica  claro  que o  assunto  embora  visto  por  alguns  como  apenas  um  simbolo,  precisamos  de  fato  mostrar  a literalidade  dessa  doutrina,  procurando  ligar  e  entrelaçar  algumas  verdades  biblicas  para  um melhor  entendimento.  Cristo  em  várias  passagens  do  N.T,  em  parábolas  explicou  que  na  realidade haverá  de  fato  uma  grande  celebração  nas  regiões  celestiais,  como  em  passagens  de  Mt  22.2-9; 25;  Lc  12.36;  14.15-24;  e  quando  na  celebração  da  instituição  da  Santa  Ceia,  junto  aos  seus apóstolos,  o  Senhor  revelou  a  sua  ansiedade  de  realizar  a  “Grande  Ceia  nos  céus”  em  Mt  26.29. Veja  outras  referencias:  Mc  14.25;  Lc  22.16,18,30;  e  que  o  Apostolo  Paulo  também  faz  menção  a este assunto, quando doutrina sobre a celebração da ceia do Senhor em I Co 11.26). 
b)  É  chamado  de  Casamento  de  Cristo  com  a  sua  Igreja,  tal  qual  o  apostolo  Paulo  chama  de virgem  pura  em  2  Co  11.2,  e  chama  como  alguém  que  anela  vê-la.  (Ct.  2.13).
c) A  igreja  deve  ser  lavada  e  redimida  no  sangue  do  Cordeiro,  constituída  de  fiéis  salvos em  todo  o  mundo  e  de  todas  as  tribos  e  nações  em  todos  os  tempos,  tanto  judeus  como  gentios, cujas  vestes  nupciais  são  brancas  e  puras.  (Ap  3.5;  7.9;  19.8)  que  são  adquiridas  e  conquistadas ainda  na  terra,  antes  do  arrebatamento,  será  a  justiça  dos  santos  (Lv  19.35,  36)  e  esse  evento  ainda é  comparado  á:  
1-  José  no  Egito  que  se  casa  com  uma  gentia  –  Gn  41.45;  
2-  Moisés  que  se  casa com  Zípora.  -  Ex  2.21;

6-  O SENTIDO  DA PALAVRA “CORDEIRO”.
Em  relação  a  Cristo,  a  palavra  “Cordeiro”  fortalece  a  ideia  de  que  a  igreja  foi  comprada  por  um alto  preço,  o  sangue  do  Cordeiro  de  Deus  (I  Pe  1.18,19;  Ap  5.6-9).  Existem  aproximadamente  2 referencias  diretas  sobre  o  “Cordeiro  no  Apocalipse”,  são  elas: Ap 19.7 e 9. Veja outras referências: Ap  5.6,8,12;  6.1,16;  7.9,10,14,17; 12.11;  13.8,11;  14.1,4,10;  15.3;  17.14;  19.7,9;  21.9,14,22,23,27;  22.1,3);  Há  outra  referencias  no N.T,  que  e  um  sentido  etimológico  diferentes  quanto  a  situação  e  descrição  bíblica,  vejamos:
a)  “amnós,  ou  –  cordeiro  –  usado  somente  com  referencia  a  Jesus,  conforme:  Jo  1.29,36;  At  8.32; I  Pe  1.19;
b)  “arén,  arnós”  -  cordeiro  –  referindo  ao  próprio  animal  em  comparação  aos  discipulos  de Jesus,  sendo  enviados  como  “cordeiros  no  meio  dos  lobos”  -  Lc  10.3. 
c) “Arnion,  ou  tó”  -  cordeiro  –  conforme  passagens  em:  Jo  21.15;  Ap  5.6,8,12; 
d) “Tremma,  atós,  tó”  -  se  refere  a  animal  domesticado,  especialmente  cordeiro  ou  bode  –  Jo 4.12;

CONCLUSÃO:
Este  é  o  evento  muito  esperado  pela  igreja,  saber  que  seu  noivo  amado  esta  vindo  buscá-la,  para enfim  morar  eternamente  com  Ele  na  eternidade.  É  uma  promessa  que  ele  fez  9Jo  14.1-3)  e  que breve  Ele  cumprirá  (At  1.11),  vindo  sobre  as  nuvens  e  chamar  sua  noiva  querida  (I  Ts  4.13-18;)  e ela  deve  sim  está  ataviada  e  bem  preparada  para  está  com  seu  amado  nas  mansões  celestiais  (Sl 45;  Mt  22.1-9;  25,10).  Prepara-te  ó  igreja  querida,  para  subir  e  encontrar  com  seu  noivo  que  vem com  suas  tochas  acesas  ao  seu  encontro  saltitando  de  alegrias.
Esboço e estudos realizado mediante consultas bíblicas e fontes de alguns autores renomados. (Subsídios para usar em sala de aula da EBD,  em 14 de Fevereiro de 2016.)
Teólogo José Roberto Alves da Silva

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A SEGUNDA DE VINDA DE CRISTO.

(Entendendo algumas questões sobre “A vinda de Cristo”)

1. A doutrina dispensacionalista.

- As setes dispensações:
a) Dispensação da Criação. Compreende da criação do universo até a criação do ser humano. (Gn 1.1 – 1.25)
b) Dispensação do Éden.  Da criação do ser humano até a sua queda “pecado”. (Gn 1.26 – 3.6).
c) Dispensação - Antes do Dilúvio. Compreende o tempo da consciência e sua expulsão do jardim do Éden até o dilúvio. (Gn 3.7 – 10.32)
d) Dispensação depois do Dilúvio. Tempo da responsabilidade humana, do diluvio até dispersão da Torre de Babel. (Gn 11.1-32)
e) Dispensação dos Patriarcas. Que compreende ao tempo da promessa de Abraão e seu chamado até a condução dos seus descendentes e escravidão dos mesmos no Egito. (Gn 12.1 – Ex 12.36).
f) Dispensação da Lei. Compreende o período da saída de Israel do Egito até Salomão, a divisão de Israel e sua entrada no cativeiro babilônico, sua restauração no A.T até a vinda Cristo como Messias e sua crucificação. (Ex 12.37 – Jo 19.30).
g) Dispensação Escatológica. Inicia na Era da Igreja Primitiva após a ressusrreição de Cristo, no Pentecoste até a vinda do Senhor Jesus para buscar os escolhidos. (tempo da graça e tempo da tribulação) (Jo 19.31 – Ap 19.10)
g) Dispensação Gloriosa (Futura). A perfeição – Compreende o período do domínio de Cristo como ‘Rei e Senhor’ sobre o mundo regenerado, aqui inclui o arrebatamento da igreja e sua manifestação gloriosa para buscar os redimidos, julgar os ímpios e Satanas e cerra-los na condenação eterna e estado eterno glorioso dos redimidos com o Senhor na Eternidade. (Ap 19.11 – 22.21)

2. A doutrina do “Arrebatamento”.

- Paulo é o único com conhecimento profundo que fala a respeito do Arrebatamento.
a) Arrebatamento – Vem do grego “Harpazo” e do latim “Raptus”, em que tem o significado de “retirar com força, ou, transportar algo de um lugar para outro”, dando a ideia de “regaste rápido e veloz” com finalidade de livrar algo, que neste caso, a igreja de Cristo.
b) Paulo ensina aos irmãos de Tessalônica, que a morte não o fim de todas as coisas, mas o começo real de uma nova jornada, que neste caso,  é a salvação, a “Vida Eterna”. E então Paulo fala sobre o arrebatamento, explicando que este acontecerá da seguinte maneira “...Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemos-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor...” (I Ts 4.14-17) e assim consola aquela igreja e exorta que os demais façam o mesmo. (I Ts 4.18).
c) É próprio apostolo que ensina com detalhes pormenores sobre a doutrina da ressurreição, quando se dirige a igreja em Corinto. E dentro desta visão da imortalidade e incorruptibilidade que Paulo novamente explica como acontecerá o arrebatamento, que será “...num abrir e fechar de olhos, antes o toque da ultima trombeta, por que os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. (I Co 15.52).

3. Provando a veracidade da Ressurreição. (I Co 15.35-58; I Ts 4.14)

- Paulo dar provas de como pode haver ressurreição, com exemplos práticos da vida.
a) Ele se utiliza da “Semente” – que assim como um grão necessita morrer “perecer para germinar a planta”, assim tal é a ressurreição, em o corpo será mortificado e desfeito ao pó da terra, para poder ressurgir no dia do arrebatamento “um corpo incorruptível e glorioso”. (v.35-38).
b) Depois Paulo explica que há diferenças entre corpos: Sendo que um é o corpo humano e os demais de animais, assim como os corpos celestes, que neste caso seriam: O sol, a lua e as estrelas, cada um dentro da sua existência, mas em especial, Paulo explica que é o “corpo carnal humano” o especifico para esse acontecimento na era final. (v.39-41).
c) A distinção dos corpos. (v. 42-49).
- Paulo explica que como existe o corpo “animal” carnal, também existe o corpo espiritual. Assim com Adão foi feito “alma vivente” para explicar que a matéria humana é o corpo carnal caído no pecado, assim como também explica que Cristo (o segundo Adão) é “espirito vivificante” que dar vida “espiritual” ao homem que pode ser regenerado.
- Por isso o homem é o único ser vivente que possuem três constituições importantes, que são: corpo, alma e espirito. Sendo que o homem carnal possuem os três, mas estado espiritual ainda está mortificado pelo pecado, que só será ativado, ou seja, passará reviver quando este aceita o proposito de Deus na vida, que receber Cristo como Salvador, só Ele como “espirito vivificante” poderá reativar a vida no espirito humano, através do Espirito Santo.
- E para então chegar ao cerne do entendimento da ressurreição, Paulo ensina que Cristo virá buscar os seus escolhidos assim como prometeu. (Jo 14.1-3).

4. Algumas particularidades sobre os momentos finais.

a) Paulo ensina com veemência que “nem todos dormiremos (morte)” mas teremos a oportunidade de sermos arrebatados em vida e que naquele dia os que já morreram ressuscitarão primeiro e juntamente com eles seremos arrebatados. (I Co 15.51-54; I Ts 4.15).
b) Que todos “tantos os mortos como os vivos” serão transformados de um estado físico material para um estado espiritual glorioso. (I Co 15.52; I Ts 4.16,17).
c) E outra coisa muitíssimo importante e bem peculiar: Tudo acontecerá “ante o toque da ultima trombeta”. (I Co 15.52).

5. As trombetas escatológicas.

a) João descreve em sua visão, que nos acontecimentos finais haverá “sete trombetas” (Ap 8.6 ao 10.10; 11.15-19). Tendo por base esta descrição, não seria o evento escatológico de o arrebatamento acontecer só depois das seis trombetas do apocalipse?
b) E Paulo fala declaradamente que o arrebatamento acontecerá “ante o estrugir da ultima trombeta”. (I Co 15.52; I Ts 4.16).
c) Também Jesus fala sobre o ajuntamento dos escolhidos com “rijo clamor de trombeta”. (Mt 24.31).

6. A Grande Tribulação “o derramar das 'taças' da ira de Deus” - (Ap 16.1-21).

a) Sabemos que a expressão “Grande Tribulação” se refere a punição que Deus dará para aqueles que rejeitaram o seu amor, será um modo de demonstrar que Ele foi misericordioso e mesmo muitos o rejeitaram, e esta ira é descrita no Apocalipse como “O derramar da ira de Deus” sobre o mundo. (Ap 3.10; 6.17; 9.1-6, 18-21; 14.9-11; 16.1-21; 19.15).
b) Este será um castigo repentino que Deus fará com os ímpios. (Jd 14-19).

Escrito por: José Roberto Alves.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Não te espantes!!! Tu és também um TEÓLOGO!!!

"Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,"  (I Pedro 3 : 15)

 
    TEOLOGIA, O QUE É? Prefixo “Theo” vem do grego e significa “Deus” referindo-se a uma divindade, e o sufixo “logos” se refere ao estudo e compreensão dessa divindade. O termo “teologia ou teólogo” não se aplica somente aqueles que estudam tudo sobre o Deus do Cristianismo, mas aqueles que explanam a sua crença em qualquer divindade. Estarei usando estas palavras, para referir aqueles que estudam e aprendem sobre o Deus Todo Poderoso do Cristianismo, por que não dizer, do Cristão? Ao perguntar o que é teologia ou teólogo, muitos procuram fazer uma bela formulação de respostas ou simplesmente falam aquilo que sabem em poucas palavras. Mas o que podemos extrair desse termo, é que tudo aquilo que envolve uma divindade, a busca por respostas baseadas em estudos, compreensão, faz daquele que procura conhecer mais de sua divindade um teólogo. Em termos cristãos, o teólogo é aquele que procura perscrutar mais no conhecimento  das sagradas escrituras, é conhecer mais o Deus Todo Poderoso, que a bíblia descreve e ensina. Este termo não se limita apenas aquele que estuda em uma universidade e se gradua especificamente como bacharel! Mas no momento que o cristão compreende a palavra de Deus, lendo, observando, vivenciando  e professando aquilo que crê este tal já é um Teólogo, por que ninguém poderá ser, se assim não andar na vontade de Deus!


    VOCÊ é um Teólogo! Você já se preocupa em examinar e viver a palavra de Deus! Você já mostra a razão através do conhecimento adquirido e a experiência vivida ao lado do Criador e Salvador da sua vida! Você sabe defender aquilo que acredita, és um apologista da fé viva dentro de você. Muitos ficam estranhos quando alguém procura um conhecimento mais apurado e de metodologia cientifica através de uma universidade, adquirindo um grau de “bacharel em teologia”, pensam logo que tal conhecimento pode produzir noções contrárias à fé e à forma de doutrinas que elas observam desde o inicio quando através destes mesmos dogmas creram em Deus.


  NÃO seja indiferente com aqueles que através do conhecimento, procuram dar respostas ás mais variada perguntas, e que tentam descrever através do estudo, tudo aquilo que é referente a Deus. É bem verdade que, tudo que podemos entender compreender, e repassar, aquilo que aprendemos, estes tais conhecimentos vieram a nós através do estudo sistemático e cuidadoso de muitos teólogos desde a antiguidade, dos pais da igreja nos primeiros séculos. A eles somos gratos, pois todos tentaram assim alavancar o conhecimento de Deus no coração daqueles que o conhecia empiricamente, tentando com a sua própria sabedoria e entendimento expressar suas explanações a respeito de Deus baseado nas santas escrituras.


  FORAM eles, os primeiros estudiosos e teólogos que abriram grandes leques de entendimento sobre Deus e a sua palavra. Foram eles que sistematizaram muitas de nossas doutrinas e por que não! Os nossos costumes, o procedimento na praticidade cristã, temos em nossas mãos sem obscuridade a compreensão de fatos bíblicos, com a poderosa manifestação do Deus Trino, o Divino Espirito Santo que trabalha e interpreta e faz tornar clara a palavra de Deus. Não te espantes você é um vaso escolhido para propagar as boas novas do reino, tu és um teólogo prático naquilo que acredita. Deixa Deus trabalhar em tua vida e vá à frente a busca da fonte de sabedoria que emana do trono da glória de Deus, se és praticante da verdade, és também um Verdadeiro Teólogo.

JOSÉ ROBERTO ALVES – Teólogo

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Entendendo as causas da Reforma Protestante

Nicholas Needham




Algumas pessoas consideram a Reforma Protestante como uma restauração milagrosa do Cristianismo apostólico que Deus fez ocorrer na história diretamente do céu. Esse ponto de vista já dominou particularmente a mentalidade protestante americana. Contudo, essa visão foi desafiada de modo eficaz em meados do século dezenove por dois gigantes do pensamento histórico-teológico, John Williamson Nevin e Philip Schaff, do seminário Mercersburg, na Pensilvânia. Desde então, não houve retorno algum para a visão mais antiga. Embora seja verdade que Deus agiu poderosamente no século dezesseis, ele não o fez sem a história ou causas humanas (A propósito, a obra em oito volumes “A história da igreja cristã”, de Schaff, ainda é uma obra-prima digna da nossa afeição e atenção).

A influência do renascimento

Em muitos aspectos, a Reforma foi o lado espiritual do renascimento. Os pensadores renascentistas no século quinze reagiram contra grandes influências da cultura medieval, solicitando um retorno à cultura mais antiga e, criam, mais saudável encontrada nas clássicas Grécia e Roma. Seu moto bem conhecido era ad fontes – “às fontes”. Para alguns, isso incluía a rejeição de quase toda a teologia e espiritualidade medievais e o retorno às fontes originais do Cristianismo, ou seja, à Bíblia e aos pais da igreja primitiva. Os pais eram vistos como melhores intérpretes do evangelho do que os teólogos escolásticos medievais.
Esse retorno à Bíblia e aos pais foi mais poderosamente visto na vida e obra de Erasmo. Ele é bem conhecido por sua devoção acadêmica ao Novo Testamento grego, pelo qual ele avaliou e encontrou falha na Vulgata Latina, a Bíblia oficial da igreja medieval ocidental. (Os apóstolos escreveram o Novo Testamento em grego). A redescoberta renascentista do grego, juntamente com o ad fontes dirigido para as fontes do Cristianismo, resultou na edição impressa de Erasmo do Novo Testamento grego, em 1516. Essa foi uma ponte através da qual muitos estudantes foram guiados do renascimento para a Reforma. Vemos esse fato nas duas primeiras das noventa e cinco teses de Martinho Lutero:
Quando nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo disse: “Arrependei-vos”, ele quis dizer que toda a vida dos crentes deveria ser uma vida de arrependimento. A palavra não pode ser entendida como referindo-se ao sacramento da penitência — ou seja, confissão e satisfação — como administrado pelos sacerdotes.
Aqui, Lutero apela à palavra grega para “arrependimento”, a qual, devido à tradução da Vulgata latina poenitentiam agite, “fazer penitência”, anteriormente era entendida como referindo-se ao sacramento da penitência.
A devoção de Erasmo ao Novo Testamento grego é bem conhecida. É talvez menos conhecido que ele era quase tão dedicado, tanto nos caminhos eruditos quanto nos espirituais, aos pais da igreja primitiva. Ele editou e reimprimiu muitos escritos dos pais, convidando os leitores a encontrarem neles um Cristianismo mais puro do que o que estava disponível nas fontes medievais. O próprio modelo de Erasmo foi o grande Jerônimo: o erudito celibatário que consagrou os seus dons intelectuais para promover a causa da verdadeira fé.
O conhecimento maior e mais exato dos pais da igreja primitiva promovido por Erasmo levou muitos a questionarem o Cristianismo daquela época. O Cristianismo do século dezesseis era a fé que se expressara nos grandes credos da igreja, incluindo o Credo dos Apóstolos, o Credo Niceno e a Definição de Calcedônia?
Nessa defesa renascentista dos pais como os melhores intérpretes do evangelho, um pai em particular pareceu muito eminente: Agostinho. Em parte, isso foi simplesmente porque Agostinho se elevava sobre todos os outros pais na igreja ocidental devido à sua genialidade teológica, influência formativa e autoria prolífica. Porém, muitos encontraram alimento para as suas almas nos escritos devocionais e doutrinários de Agostinho. Martinho Lutero e Ulrico Zuínglio se tornaram discípulos de Agostinho de todo o coração, aderindo notavelmente à sua compreensão da soberania da graça divina. Uma geração depois, João Calvino disse que ficaria feliz em ter a sua fé expressa inteiramente de acordo com os ensinamentos de Agostinho. Aqui, então, há outra maneira muito específica em que a renascença fluiu para a Reforma. Ao criar um novo espaço para Agostinho, a renascença alimentou o “movimento de renovação” agostiniano que estava próximo do coração da Reforma.
Erasmo também alimentou o fogo da reforma. Seu desagrado com os desvios do catolicismo romano medieval, articulado frequentemente em sátiras devastadoras, ajudou a criar na mente das pessoas uma prontidão para remédios drásticos. Seu “Elogio da loucura” é geralmente considerado como o exemplo supremo de escritos de Erasmo nesse gênero. Para mim, muito mais cômico é o seu “Júlio excluído do céu”, no qual a alma do Papa Júlio II (1503-1513) chega às portas do céu, apenas para descobrir que São Pedro não o reconhece e nega-lhe a entrada, pelo que Júlio ameaça excomungar o apóstolo.
De modo mais positivo, Erasmo estabeleceu um programa de reforma para a sociedade, que envolvia a centralidade da educação, o conhecimento do grego, o estudo da Bíblia e uma espiritualidade que se concentrava na fé do coração, e não em um mero ritual exterior. Muitas vezes, descobrimos que os reformadores protestantes em toda a Europa estavam mergulhados nesses ideais erasmianos. Eles acrescentaram uma dimensão teológica que estava ausente no programa de Erasmo (como uma doutrina agostiniana da graça), mas os dois aspectos — erasmianismo e agostinianismo — provaram ser poderosamente compatíveis. Em alguns casos, podemos até mesmo detectar a influência direta dos ideais e escritos positivos de Erasmo ao estabelecer alguém no caminho reformista, especialmente Zuínglio, que sempre alegou que devia a sua conversão a um poema religioso de Erasmo:
Em 1514 ou 1515, eu li um poema sobre o Senhor Jesus, escrito pelo profundamente erudito Erasmo de Roterdã, no qual com diversas palavras muito belas Jesus se queixa que as pessoas não buscam todas as bênçãos nele, de modo que seja para eles uma fonte de toda bênção, um Salvador, um consolo, um tesouro da alma. Então, eu pensei: “Bem, se isso é verdade, por que então devemos buscar ajuda em qualquer ser criado?”

A imprensa

Tão importante para a Reforma quanto o renascimento foi a nova e revolucionária maneira de disseminar informação pela prensa de tipo móvel. Talvez uma das razões básicas pelas quais os movimentos anteriores de reforma evangélica não captaram a mente pública (como os valdenses, lolardos e hussitas) foi que eles entraram em cena antes que a imprensa fosse inventada.
Numa Europa dominada pelo sistema católico romano, a difusão intelectual de novas ideias “não oficiais” era muito mais difícil antes da introdução da prensa de tipo móvel.
A invenção da prensa de tipo móvel foi a revolução da informação do final da Idade Média. Johannes Gutenberg de Mainz, Alemanha, foi o grande pioneiro na década de 1450. Em 1500, mais de duzentas prensas estavam produzindo livros em toda a Europa. Estavam distantes os dias em que os escribas (geralmente monges) precisavam copiar obras literárias à mão. Pela primeira vez, um editor poderia fazer milhares de cópias de um livro de modo fácil e rápido, e colocá-las em grande circulação. Isso significava que as ideias poderiam se disseminar muito mais velozmente do que antes. Significava também que a capacidade de ler se tornava mais valorizada.
Como resultado, as ideias reformadoras do renascimento puderam se espalhar pela Europa com relativa facilidade, e em seu rastro, as ideias ainda mais radicalmente reformadoras de Lutero, Zuínglio e outros. Podemos dizer que a impressa permitiu que a Reforma “se tornasse viral” de uma maneira que simplesmente não seria possível em uma época anterior. A nova tecnologia da informação se tornou um dom de Deus para o seu povo.
Podemos discernir a sintonia entre a revolução gráfica e a propagação da Reforma em um único fato: foram as cidades e universidades que primeiramente abraçaram a Reforma. Na Inglaterra, por exemplo, Londres tornou-se rapidamente o berço nacional do protestantismo. Lá estavam as grandes imprensas. Lá também havia um porto próspero onde os navios mercantes podiam trazer literatura protestante da Europa Continental.
Percebemos um fenômeno semelhante se considerarmos a Suíça do século dezesseis. A Confederação Suíça era composta por treze estados-membros, chamados de cantões. Quatro desses eram cantões urbanos: Zurique, Basileia, Berna e Schaffhausen. Os outros nove eram cantões agrícolas compostos por fazendas e vilarejos, dominados por cinco cantões florestais centrais. É um mero acidente da história que a Reforma foi vitoriosa em todos os quatro cantões urbanos, enquanto os cantões florestais permaneceram como fortalezas do catolicismo romano? As cidades, com seus centros de ensino superior e suas indústrias gráficas, eram os lugares ideais para o pensamento da Reforma ser disseminado.
De forma semelhante, na Alemanha, a maioria das cidades imperiais livres (cidades auto-governadas sem maior fidelidade senão ao santo imperador romano) se tornou protestante. Essa não foi uma mudança política superficial, como o imperador Carlos V descobriu a seu custo quando tentou reimpor o catolicismo nas cidades pela força armada no fim dos anos 1540. O povo das cidades alemãs permaneceu desafiadoramente protestante. A espada poderia conquistar seus territórios, mas não as suas almas. Carlos finalmente teve que admitir a derrota e se retirar.

Reformadores menos conhecidos

Devemos também colocar Lutero e Zuínglio no seu contexto como figuras notáveis, mas não isoladas da Reforma Protestante. Lutero seria apenas metade do homem que foi sem Filipe Melanchthon. Foi Melanchthon, e não Lutero, quem proveu os conhecimentos linguísticos da Reforma alemã. Seu conhecimento do grego era um fenômeno, e pode muito bem ter sido Melanchthon quem primeiro viu e insistiu que, no Novo Testamento, a palavra grega para “justificar” significa “declarar justo”, em um sentido judicial, em vez de “tornar justo”, em um sentido de santificação. Essa tornou-se a pedra angular da doutrina da justificação pela fé. Foi certamente Melanchthon quem escreveu a Confissão de Augsburgo, que se tornou o padrão internacional luterano de doutrina. Lutero era bem consciente da sua dívida com Melanchton como seu cooperador mais íntimo:
Eu sou rude, turbulento e tempestuoso, nascido para lutar contra exércitos de demônios e bestas. Meu trabalho é arrancar tocos e pedras, cortar cardos e espinhos, limpar florestas selvagens. Depois, vem o Mestre Filipe, gentil e suavemente, semeando e regando com alegria, de acordo com os dons que Deus tão amplamente lhe concedeu.
Outros cooperadores de Lutero incluíam Johannes Bugenhagen, que desempenhou um papel fundamental na reforma da igreja na Dinamarca; Justus Jonas, que deixou sua marca como um escritor de hinos; Nicolaus von Amsdorf, um teólogo escolástico profissional que abraçou a Reforma; e vários outros bem conhecidos em seu próprio tempo, embora eclipsados agora na sombra de Lutero. Grande como ele era, Martinho Lutero não estava sozinho.
Nem Zuínglio. Ele foi habilmente assistido por homens como Leo Jud, Oswald Myconius e Johannes Oecolampadius. Após a morte precoce de Zuínglio em 1531, ele foi sucedido pelo brilhante Heinrich Bullinger, que se tornou o “grande velho” da Reforma, morrendo em 1575.
Outras partes da Europa tiveram os seus próprios grandes reformadores. Martin Bucer em Estrasburgo (agora na França, mas na época na Alemanha) tentou combinar o que havia de melhor na Reforma de Lutero com o que era melhor em Zuínglio. O resultado provou ser altamente atraente para um certo jovem francês chamado João Calvino que, como reformador de segunda geração, foi um discípulo de Bucer. Hoje, podemos discutir quem é um calvinista genuíno, mas o próprio Calvino não era nada, senão um verdadeiro buceriano.
Na Dinamarca, temos Hans Tausen, o “Lutero dinamarquês”, cuja pregação difundiu o evangelho como um incêndio de 1524 em diante. Na Suécia, os irmãos Olaf e Lars Petersson tiveram um ministério evangelístico igualmente impactante. Na Inglaterra, William Tyndale imprimiu a sua tradução inglesa do Novo Testamento em 1525; nem a religião inglesa nem a língua inglesa voltaram a ser iguais.
E assim poderíamos continuar. Lutero e Zuínglio podem ter liderado o caminho, mas eles não estavam sozinhos. Diante da face da Europa católica romana, inspirada pelos ideais de Erasmo e pela teologia de Agostinho, toda uma geração se separou das corrupções de uma igreja que havia se desviado. Não seria ruim investir algum tempo e energia em descobrir esses reformadores menos conhecidos.

Reformas múltiplas

Os historiadores modernos também enfatizam com razão que a Reforma Protestante foi apenas uma das reformas experimentadas pelas pessoas do século dezesseis. O contexto maior nos obriga a considerar também a Reforma Radical e a Contra-Reforma católica romana. Os reformadores radicais eram uma multidão muito diversa; atualmente eles são comumente divididos em anabatistas, racionalistas e espiritualistas, enquanto alguns historiadores acrescentam os milenaristas apocalípticos. Muitos começaram como seguidores de Lutero e Zuínglio, mas depois se separaram e seguiram o seu próprio curso.
Em meio às suas diversidades, os reformadores radicais concordavam quanto à rejeição da visão protestante da Escritura e da justificação somente pela fé. O mais duradouro dos grupos anabatistas evangélicos, os menonitas, tinha um entendimento católico romano sobre o cânon das Escrituras (aceitando os apócrifos). Todos os reformadores radicais repudiaram o batismo infantil, mas não tiveram acordo sobre o que colocar em seu lugar (batismo de crentes? Batismo do Espírito?). Qualquer ligação entre a igreja e o Estado, por mais tênue que fosse, eles também repudiaram, sendo talvez um ponto que a maioria dos protestantes modernos reforçam.
A Contra-Reforma foi a reforma interna empreendida pela igreja romana, em parte em resposta à Reforma Protestante. Algumas das correntes da reforma dentro de Roma foram (de um ponto de vista protestante) muito positivas, notadamente o movimento evangélico católico, que abraçou a justificação pela fé. No entanto, o que finalmente emergiu foi uma igreja romana solidificada em uma postura militante anti-protestantismo. Teologicamente, isso ocorreu através do Concílio de Trento, onde, por um período de vinte anos, a doutrina romana foi codificada com uma nova precisão e clareza anti-protestante. Em um nível mais popular, essa hostilidade militante à Reforma Protestante foi defendida com um vigor sem limites pela nova ordem monástica conhecida como a Companhia de Jesus, ou jesuítas.
No momento em que a poeira baixou, a Europa se viu dividida ao meio por linhas religiosas, com (aproximadamente) um norte protestante enfrentando um sul católico romano. Radicais, espalhados nos dois lados da divisão, foram perseguidos onde quer que vivessem. Cento e cinquenta anos de “guerra fria” religiosa se estendiam, às vezes culminando em devastadores conflitos militares que arrasaram o solo da Europa e o encharcaram de sangue. Pelo menos na Grã-Bretanha, a causa do protestantismo tornou-se aliada à causa do governo constitucional, com efeitos de longo alcance sobre o futuro da América.
Assim, um estudo adequado da Reforma mostra-nos que, longe de ser um inexplicável raio vindo do céu, foi em todos os pontos imersa na história de sua época. A Reforma teve raízes e antecedentes; teve canais de influência identificáveis; e tornou-se profundamente entrelaçada com a política e a cultura de seu próprio tempo singular (agora quinhentos anos distante de nós). Se me permitem, em conclusão, ouso citar algo que eu disse uma vez:
De muitas formas, os reformadores protestantes foram profundamente pessoas de seus próprios tempos, como somos do nosso. Não devemos esperar a perfeição deles, não mais do que uma geração futura descobrirá a perfeição em nós. Certamente descobriremos, contudo, ao imergirmos na era da Reforma, que (como Hollywood costuma reivindicar em seu status) “toda a vida está aqui”. Também podemos descobrir que essa vida — tão revigorante, tempestuosa e ousada — tem muito a nos oferecer hoje, em nossa própria comparativa exaustão e superficialidade.

Tradução: Camila Rebeca Teixeira
Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva

sábado, 29 de julho de 2017

Tendo muito pouco e ainda assim sendo rico!

Esboços e Ilustrações: Tendo muito pouco e ainda sendo rico
Muitas vezes reclamamos daquilo que temos. Sempre parece muito pouco, sempre achamos que não é suficiente. Mas será que é tão pouco assim o que temos?

SE VOCÊ TEM…
Comida na geladeira;
Roupas no armário;
Um telhado sobre sua cabeça;
Um lugar para dormir;
Então você é mais rico que 75% da população mundial.

Se você tem algum dinheiro no banco e um pouco na carteira, está entre os 8% mais ricos do mundo, isto é, 92% da população do mundo vive com muito, mais muito menos que você!
Se nunca experimentou o perigo de uma batalha, a solidão de um cativeiro, a agonia da tortura ou a dor da fome, está à frente de mais de 1 bilhão de outras pessoas no mundo.
Se você frequenta uma igreja sem medo de ser importunado, preso, torturado ou morto, é mais ‘abençoado’ que 3 bilhões de pessoas no mundo.
Esses são só exemplos! Temos muito mais ainda do que isso acrescentado em nossa conta!
Saber disso não deve criar em nós um sentimento de culpa, mas de gratidão a Deus por Ele ter nos permitido estar em uma situação privilegiada. Porém, é preciso nos sentir incomodados. A culpa deve ser a de ignorarmos os homens, mulheres e crianças deste mundo que não têm o que temos. A culpa é a de, muitas vezes, não fazermos nada por quem precisa mesmo tendo alguns recursos em mãos…
Se essa “culpa” boa está existindo é sinal algo está começando a se movimentar em nossa alma enquanto pensamos nisso.

Fonte: EJesus 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Desmascarando os efeitos do pecado

Trecho extraído do livro: D. M. Lloyd Jones, Estudos no Sermão do Monte


Os versículos 5 a 8 de Mateus 6 encontramos o segundo exemplo utilizado por nosso Senhor com o fim de ilustrar o Seu ensino acerca da piedade ou da conduta na nossa vida religiosa. Conforme já vimos, isso constituiu o tema que Ele considerou nos dezoito primeiros versículos desse capítulo. Disse Jesus, em termos gerais: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste”. Aqui está Sua segunda ilustração sobre esse particular. Após a questão da doação de esmolas, aparece a questão inteira das orações feitas a Deus, bem como de nossa comunhão e companheirismo com Ele. E, uma vez mais, descobrimos aqui que aquela mesma característica geral que nosso Senhor já havia descrito, mui infelizmente se evidencia novamente. Algumas vezes tenho pensado que esta porção das Escrituras é uma das mais perscrutadoras e humilhadoras da Bíblia inteira. Não obstante, podemos ler esses versículos de tal maneira que perdemos inteiramente de vista a sua significação e seu ensino, embora certamente não seja por isso que ficaremos sujeitos à condenação. Ao lermos essa passagem a nossa tendência é sempre considerarmos a mesma como uma censura dirigida contra os fariseus, uma denúncia contra aqueles que eram obviamente hipócritas. Quando a lemos, pensamos no tipo de indivíduo que se exibe, que chama a atenção de outros para si próprio, conforme faziam os fariseus quanto a esse particular. Por conseguinte, consideramos o trecho apenas como um desmascaramento daquela flagrante hipocrisia, mas que não tem vinculação alguma conosco. Porém, isso é perder de vista toda a significação desse ensino de Jesus, a saber, o desmascaramento devastador dos terríveis efeitos do pecado sobre a alma humana, e, especialmente, o pecado na forma de egoísmo e orgulho. Nisso consiste o ensino de Cristo Jesus.
O pecado, conforme Jesus nos mostra aqui, é algo que nos acompanha por todo o caminho que percorremos, chegando até à presença mesma de Deus. O pecado não é apenas um monstro que tenda por assediar-nos e afligir-nos quando estamos distanciados de Deus, quando estamos na “terra distante”, por assim dizer. Se quisermos acreditar na exposição feita por nosso Senhor, o pecado é algo tão terrível que, conforme o Senhor o desmascarou, não somente nos seguirá até às portas do céu, mas também – se isso fosse possível – até ao próprio céu. De fato, não é esse o ensino escriturístico acerca da origem do pecado? O pecado não teve começo nesta terra. Antes mesmo do homem haver caído já houvera uma outra queda. Satanás havia sido um ser angelical perfeito e resplandecente, que habitava nos lugares celestiais; todavia, Lúcifer caiu em pecado, antes que o homem caísse. Essa é a essência do ensino de nosso Senhor, nestes versículos. Trata-se de horrenda exposição da horrível natureza do pecado. Coisa alguma é tão enganadora quanto a noção de que o pecado só existe em termos de ações, pois enquanto imaginarmos o pecado somente em termos de erros realmente praticados, haveremos de falhar na justa compreensão do mesmo. A essência do ensino bíblico a respeito do pecado é que, no âmago, trata-se de uma disposição. Assim sendo, o pecado é um estado do coração. Suponho que podemos fazer o sumário do pecado asseverando que ele, em última análise, consiste em autoadoração e em autoadulação; e nosso Senhor mostra-nos que essa nossa tendência para a autoadulação (o que para mim parece algo de alarmante e aterrorizante) é algo que nos acompanha até à própria presença de Deus. Algumas vezes produz o resultado aqui aludido, isto é, que mesmo quando procuramos persuadir-nos de que estamos adorando a Deus, na realidade estamos adorando a nós mesmos, e nada mais.
Esse é o tremendo alcance do ensino de Jesus, neste ponto. Aquele erro terrível, denominado pecado, que veio fazer parte de nossa natureza e constituição, como seres humanos que somos, é algo de tal maneira poluente de todo o nosso ser que, quando o homem está engajado em sua mais exaltada forma de atividade, ainda assim é mister que ele combata contra tal inclinação pervertida. Muitos têm concordado que o mais elevado quadro do homem que jamais se pôde retratar, conforme também penso, é vê-lo de joelhos, esperando em Deus. A oração é a mais elevada realização do ser humano, é a sua mais nobre atitude. Nunca o homem se mostra tão grande como quando entra em comunhão e contato com Deus. Ora, de acordo com nosso Senhor, o pecado é algo que nos tem afetado tão profundamente que mesmo ao atingirmos aquelas elevações espirituais ele continua conosco, atacando-nos por todos os lados. De fato, certamente cumpre-nos concordar que, com base na doutrina neotestamentária, é somente quando chegamos a compreender a realidade por esse prisma que começamos a entender, realmente, o pecado.
Tendemos por pensar no pecado conforme o vemos nos molambos e nas sarjetas da vida. Contemplamos um beberrão, um pobre sujeito, e pomo-nos a pensar: “Eis aí o pecado; nisso consiste o pecado”. Não obstante, não encontramos aí a essência do pecado. Para nos defrontarmos com um quadro verdadeiro do pecado, e obtermos autêntica compreensão sobre o mesmo, é necessário que contemplemos algum grande santo, algum homem extraordinariamente devoto e piedoso. Contemplemo-lo ali, ajoelhado, na presença do Senhor. Sem embargo, até mesmo ali o pecado está fazendo papel de intruso, tentando-o a pensar sobre si mesmo, a pensar agradável e prazenteiramente sobre si mesmo, a realmente adorar-se, ao invés de adorar a Deus. Esse quadro, e não aquele primeiro, é que retrata fielmente o pecado. Naturalmente, aquele primeiro quadro também retrata o pecado, mas ali não o vemos em seu zênite, ou em sua essência. Ou, dizendo-o de outra maneira, se alguém realmente quiser compreender algo mais sobre a natureza de Satanás e de suas atividades, o que se faz necessário não é que vá rebuscá-las nos farrapos e nas valetas da vida. Sim, se você realmente quiser saber mais acerca de Satanás, vá até aquele lugar desértico onde nosso Senhor passou quarenta dias e quarenta noites. Ali encontramos um retrato verdadeiro do diabo, enquanto submetia a tentações o próprio Filho de Deus.
 Tudo isso é destacado nesta declaração. O pecado é algo que nos segue até à própria presença de Deus


quinta-feira, 29 de junho de 2017

EVANGELISMO – A MISSÃO INTEGRAL DA IGREJA..

Texto: Atos 1.8/ Mc 16.

INTRODUÇÃO.

Evangelismo é o ato de levar o Evangelho (grego: euuangelion) a outras pessoas, este vocábulo é encontrado 76 vezes no Novo Testamento, e só aparece no singular; O Senhor Jesus Cristo é o conteúdo do evangelho: sua Vinda, seu ministério terreno, morte e ressurreição (Rm 1.1-7). É a anunciação de como Deus “amou o mundo de tal maneira, que ofereceu seu Filho Unigênito” (João 3.16). Evangelizar é pregar o evangelho (Mc 16.15), é pescar almas (Mt 4.19), é procurar os perdidos (Lc 15), é livrar as vidas da morte (Pv 24.11), é cuidar das almas (Sl 142.4).

1. PORQUE DEVEMOS EVANGELIZAR?

Devido a desobediência do homem que caiu em transgressão, Deus sentiu a necessidade de resgatá-lo, não que Ele tivesse uma necessidade como o homem ou que sentisse obrigado a fazer-lo. Mas Ele sentiu o desejo de resgatar a obra das suas mãos. O pecado tem cegado o entendimento claro do homem, tornando-o corrupto em relação ao seu Criador. (Rm 3.23). Eis algumas razões de evangelizar:
1.1- Deus nos evangelizou.
A verdade, é que desde da queda da humanidade, Deus na sua infinita misericórdia criou meios para falar á humanidade, o salmista disse: “os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”. (Sl 19.1). É Deus mostrando o seu grande amor por nós, além das obras que foram criadas por Deus, Ele utilizou-se de homem fieis, os seus servos para falar sobre tão grande obra de salvação, mesmo que em muitas vezes no inicio não abrangesse a todos, mas conseguiria assim cumprir através do sacrifício de seu Único Filho. Veja onde essa obra foi anunciada: Em Abraão ...”serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3),
em Moisés ...”suscitarei um profeta no meio de vós...” (Dt. 18.18), em Isaías ...”uma virgem dará á luz um filho e será seu nome EMANUEL...” (Is 7.14), “...por que um menino nos nasceu...” (Is 9.6), “O Espírito do Senhor está sobre mim...para apregoar o ano aceitável do senhor...” (Is 61.1,2). É Jesus a boa notícia, as boas novas de salvação para o homem, enviada por Deus. Veja a anunciação do anjo aos pastores:

“Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”.(Lc 2.10)

1.2 – Evangelizar é uma ordem de Jesus Cristo. (Mt 28.19)
Em Mateus, é apresentado o imperativo evangelístico de Cristo á sua igreja, com quatro determinações verbais:
a) IR – No sentido de mover-se ao encontro das pessoas, afim de comunicar a mensagem salvífica do evangelho.
b) FAZER DISCÍPULOS – Com o sentido de “estar com” as pessoas e torná-las seguidoras de Cristo.
c) BATIZAR – É o ato físico que confirma o novo convertido pela a sua confissão pública de que Jesus Cristo é o seu Salvador e Senhor.
d) ENSINAR – As doutrinas da Bíblia, com o objetivo de aperfeiçoar e preparar o discípulo para a sua jornada na vida cristã.

A “Grande Comissão” repetida cinco vezes nos evangelhos e em Atos dos Apóstolos (Mt 28.18-20; Mc 16.15; Lc 24.47; At 1.8), é o verdadeiro alvo do Novo Testamento. Por tanto o “ide” de Jesus é uma obrigação ...”me é imposta esta obrigação, e ai de mim, se não anunciar o Evangelho”. (I Co 9.16), por isso aquele que crê em Jesus deve cumprir as suas ordens (pregar e fazer discípulos). Essa tão sublime tarefa não foi dada aos anjos, mas aos crentes em Cristo Jesus. Um bom cristão não pode se eximir desta tão grande missão.

2. QUANDO DEVEMOS EVANGELIZAR?

Cristo ordenou aos seus discípulos antes de subir á glória, que quando recebessem a promessa do Consolador, saíssem a testemunhar “...em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra”. (At 1.8b) e assim a igreja de Jerusalém saiu a proclamar o Evangelho, que de inicio levaram aos judeus e por fim através de Paulo aos confins das terras existente naqueles dias, ou seja, aos gentios e este evangelho nos alcançou. “Não temas, mas fala, e não te cales;” (At 18.9), foi a ordem que Paulo recebeu para pregar o evangelho em Corinto. “Não temas” com a força do texto grego é “não tenha medo” e a seguir “fala,e não te cales” ou seja “não fique em silêncio” Esta expressão idiomática em que há uma afirmação e uma negação, acrescenta certa solenidade à ordem. é a mesma ordem de Deus para nós, não devemos temer as causas, os efeitos, as consequências que virá por causa da pregação da palavra, mas devemos seguir avantes com propósitos e amor pelas as almas perdidas, se não:

“...Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas”. (Rm 10.14,15)

2.1 – O tempo de Deus é “agora”.(At 17.30)
“..eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” (2 Co 6.2). Por que agora? Agora estamos vivos. Não sabemos quando seremos recolhidos pelo o Senhor. Devemos fazer a obra de Deus “enquanto é dia, a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9.4). Hoje em nosso país, temos plena liberdade para pregarmos o evangelho em todos os lugares. Entretanto, pode ser que no futuro, nossa liberdade religiosa seja restringida ou caçada e fiquemos impossibilitados de pregar o evangelho. Devemos evangelizar todos os dias, aproveitando as oportunidades. A Bíblia recomenda que preguemos a Palavra “a tempo e fora de tempo” (2 Tm 4.2).

3. COMO DEVEMOS EVANGELIZAR?

Nem sempre podemos fazer cultos públicos em qualquer lugar, mas podemos fazer o evangelismo pessoal. Aliás esse é método mais prático e eficiente de levar a mensagem de Cristo com mais precisão, momento propício de falar minuciosamente e paulatinamente sobre o amor de Deus.
3.1 - Há bastante oportunidades para falar do amor de Cristo, veja algumas:
a) Nos cultos. Sempre existem pessoas nãos cristãs que visitam as igrejas, e as vezes não se sentem convencidas ou despertadas por um sermão que é pregado no púlpito, embora seja esse um meio de pregar a palavra, mas existem pessoas que quando ouvem minuciosamente a palavra de Deus se convertem, pois é que elas conseguem entender-la melhor. Por isso podemos conversar com elas após os cultos ou durante, levando aquela palavra sincera. Muitos tem temores e dúvidas internas, precisando apenas de uma palavra de encorajamento.
b) Nos lares – A evangelização não se limita á quatro paredes de um Templo, mas a ação de evangelizar é como se fosse o “trabalho de semeadura” que o lavrador faz sobre a terra. “ o campo é o mundo” (Mt 13.38) e o mundo começa a nossa porta, no nosso próprio lar (Mc 5.19). Os cristãos primitivos evangelizavam de casa em casa (At 20.20). Muitas igrejas que hoje são grandes, começaram em casas particulares. (Veja a História da Assembleia de Deus).
c) Nos trabalhos – Jesus chamou seus discípulos, quando eles estavam ocupados em seus trabalhos habituais (Mc 1.16-19; Mt 9.9). Nem sempre podemos está falando da palavra no momento em que estamos trabalhando, mas podemos testemunhar por nossas vidas aos ímpios, e o nosso testemunho expressa o amor de Cristo.
d) Nos transportes – Nos ônibus, trens, metrôs ou outros meios de transportes, onde normalmente as pessoas mesmo ocupadas, sempre ouvem e devem ouvir a palavra de Deus. E quando não podemos falar com ninguém, podemos entregar um folheto apropriado.
e) Enfim em todos os lugares – Podemos pregar a palavra em todos os lugares, nos hospitais, penitenciárias e outra instituições publicas, nessas circunstâncias é preciso obter autorização para realizar o trabalho que se pretende. Há pessoas que quando estão com saúde, ou em plena liberdade jamais ouviriam o evangelho, mas nessas circunstâncias costumam ouvir de boamente. Lembre-se seu objetivo é anunciar o Evangelho de Cristo. O convite da salvação destina-se a todas as pessoas em todos os lugares independente de cor, credo, religião, raça, cultura e posição social.

3.2 – O que não devemos fazer, quando estivermos evangelizando.
a) Nunca levar alimentos, quando sairmos em coletivo para levar a mensagem de casa em casa. Não mascar chicletes ou balas, para que não tire a atenção das pessoas ...” Não leveis bolsa, nem alforje, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho”. (Lc 10.4), a pregação da palavra deve ter objetivos.
b) Ser educado sempre quando visitar ou chegar na casa de alguém, saudando conforme o costume, levando a Paz de Cristo àquele lar, se porém não forem recebidos como normalmente se espera “...E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós” (Lc 10.6). Seguir avante...
c) Evitar discussões que giram em torno de assuntos doutrinários, dogmas ou algum outro aspecto religioso, que não levam em nada, mas as vezes faz com as pessoas se afastem mais ainda do evangelho.(2 Tm 2.23), o nosso dever é plantar a semente e Deus faz a obra (I Co 3.6,7), o Espirito Santo é quem convence o homem de seu pecado. (Jo 16.8). Jamais ataque a religião alheia, é motivo para brigas e rixas, a nossa meta é anunciar a Cristo e Este crucificado. (I Co 2.2)

4 . REQUISITOS BÁSICOS PARA EVANGELIZAR.

Como uma pessoa que foi transformada pelo o Espírito de Deus, e agora vive em Cristo, e que sente e ouve o “ide” imperativo do Mestre, precisa utilizar e ter experiencia da salvação. (2 Tm 1.12). Veja alguns requisitos para podermos com eficiência levar a palavra de Deus:
a) Ler e estudar as escrituras diariamente – Paulo deu ordens á Timóteo para que o mesmo procurasse a inteirasse do conhecimento das escrituras “...Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15), “Então Filipe, abrindo sua boca, e começando nesta escritura, lhe anunciou a Jesus” (At 8.35). É preciso que estejamos prontos á levar a mensagem, procurando estudar sistematicamente a Bíblia. Aquilo que a eloquência , o argumento e a persuasão não pode fazer, a Palavra de Deus o faz quando apresentada com a unção do Espírito Santo.
b) Ter ardente amor ás almas perdidas – Levar a palavra pode nos fazer correr riscos, mas era assim que Igreja Primitiva fazia, enfrentava dificuldades, prisões, perseguições, proibições, ameaças e até a morte, mas nada pôde parar o avanço do evangelho naqueles dias. Pois eram constrangidos pelo o amor de Cristo (2 Co 5.14) e não podiam deixar de falar do que tinham visto e ouvido (At 4.20). Para lograrmos êxito no evangelismo, é necessário pedir ao Senhor que nos encha o coração de amor pelos os perdidos. Expressou Brainerd:

“Não me importava onde ou como vivia nem as experiências duras que passava, se isto me levava a ganhar almas para Cristo. Enquanto dormia era este o meu sonho e quando acordava o meu primeiro pensamento neste grande trabalho estava.”(Brainerd)