quarta-feira, 28 de junho de 2017

INSPIRAÇÃO DIVINA E AUTORIDADE DA BÍBLIA


O tema desse estudo é a Inspiração Divina e Autoridade da Bíblia. Deus, o autor da Bíblia, inspirou os escritores sagrados. A Bíblia é constituída de 66 livros, e foi escrita em um período de 1600 anos. Deus usou cerca de 40 homens para compô-la. Os homens santos escreveram a Palavra de Deus valendo-se do próprio estilo, vocabulário, cultura e da direção do Espírito Santo. Por isso, Cremos na inspiração divina e autoridade da Bíblia Sagrada.
I – TEXTO BÍBLICO
(2 Timóteo 3.14-17).
14 – Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido,
15 – E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 –  Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
17 –  Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.
I – ARGUMENTO TEOLÓGICO
1 – A Autoridade Divina
“[…] Um resumo a respeito do que a Bíblia alega sobre si mesma pode ser encontrado em duas passagens principais, Pedro disse que os autores foram impelidos pelo Espírito Santo, e Paulo declarou que seus escritos foram soprados pelo próprio Deus. Portanto, a Bíblia alega que autores movidos pelo Espírito Santo expressaram as palavras inspiradas por Deus (2 Pé 1.20,21).
Em suma, os escritos proféticos (do Antigo Testamento) não tiveram sua origem nos homens, mas em Deus, que agiu por meio de alguns homens chamados de profetas de Deus” (GEISLER, Norman. Teologia Sistemática: Introdução à Teologia Sistemática, a Bíblia, Deus, a Criação, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp. 213,214).
“Existem muitas palavras ou frases que a Bíblia utiliza para se autodescrever e que sugerem uma reivindicação de autoridade divina. Jesus disse que a Bíblia é indestrutível e que ela jamais passará (Mt 5.17,18); ela é infalível, ou ‘não pode ser anulada’ (Jo 10.35); ela tem a autoridade final (Mt 4.4,7,10); e ela é suficiente para a nossa fé e prática (Lc 16.31)” (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 218).
“Apesar do mistério que ronda o modo como Deus fez com que sua palavra fosse fiel sem destruir a liberdade e a personalidade dos autores humanos, existem algumas coisas que ficam muito claras. Os autores humanos não eram simplesmente secretários que anotavam algo que estava sendo ditado a eles; a sua liberdade não foi suspensa nem negada. Eles não foram autômatos.
As suas palavras correspondiam ao seu desejo, no estilo em que estavam acostumados a escrever. Na sua providência, Deus promoveu uma concordância divina entre as palavras deles e as suas” (HORTON, Stanley M, Teologia Sistemática: Uma perspectiva Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 222).
Mensagem a todos os povos
Através do mundo inteiro, qualquer crente, ao ler a Bíblia, recebe sua mensagem como se esta fora escrita diretamente para ele. Nenhum crente tem a Bíblia como livro alheio, estrangeiro, como acontece aos demais livros traduzidos. Todas as raças consideram a Bíblia como possessão sua.
Por exemplo, ao lermos ‘O Peregrino’ sabemos que ele é inglês; ao lermos ‘Em seus passos que faria Jesus?’ sabemos que é norte-americano, porque seus autores são oriundos desses países. É assim com a Bíblia? Não! Nós a recebemos como ‘nossa’. Isso acontece em qualquer país onde ela chega.
Ninguém tem a Bíblia como livro ‘dos outros’. Isto prova que ela procede de Deus — o Pai de todos” (GILBERTO, Antônio. A Bíblia através dos Séculos: A história e formação do Livro dos livros. 14.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 46).
A Septuaginta (LXX)
A versão padrão em grego [do Antigo Testamento], produzida em Alexandria, é conhecida como Septuaginta (LXX), que é a palavra latina para ‘setenta’. Essa tradução foi, sem dúvida, realizada durante os séculos III e II a.C.,” e “não foi projetada para ter as mesmas finalidades funcionais do AT hebraico, pois seu propósito era para ser lida publicamente nas Sinagogas, ao contrário dos propósitos educativos daqueles que precisavam do texto hebraico”. Para conhecer mais, leia, Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, pp.1994-95.
2 – A oposição
O Diabo tem feito de tudo para difamar a Bíblia; e uma de suas principais estratégias tem sido a disseminação do falso ensino de que as Escrituras não é a Palavra de Deus, mas apenas a contêm. Nesta lição, estudaremos alguns assuntos relacionados à transmissão, formação e inspiração divinas da Bíblia.
Obs.:”Rivais das Escrituras – Historicamente, a Igreja Cristã tem reconhecido a autoridade das Escrituras nas questões de fé e prática. Isto não quer dizer que não tem havido, e não continua a haver rivais quanto à reivindicação de plena autoridade feita pela Bíblia. Esses rivais tendem a subordinar, ou qualificar, a autoridade das Escrituras, ou mesmo igualar-se a ela.
O primeiro rival foi a tradição oral. Lado a lado com a Palavra escrita circulavam amplamente histórias e ensinos religiosos […]. Por isso, estando a tradição oral de acordo com as Escrituras, reflete a autoridade delas; quando, porém, se desvia da Palavra escrita, a sua autoridade desaparece. O segundo rival, quanto à autoridade religiosa, é a Igreja […].
Os católicos romanos alegam que a Igreja foi a instituição que produziu as Escrituras do Novo Testamento e que, em certo sentido, estabeleceu o cânon das Escrituras. Na prática, a Igreja Católica coloca-se acima das Escrituras, […] de modo sutil, a Igreja Romana havia usurpado a autoridade das Escrituras, atribuindo esta autoridade aos seus próprios ensinos internos”. (HORTON, S. M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996, p.86.)

II –  A TRANSMISSÃO DA BÍBLIA
Como a Bíblia chegou até nós, na forma em que a conhecemos? Essa é a pergunta que não se cala entre crentes e descrentes. Em qualquer lugar do mundo é possível acessar a Bíblia na forma de livro. Ela á foi traduzida para mais de 1.600 idiomas e dialetos. Porém, há mais de 4.000 povos que ainda não podem ler as Escrituras em sua própria íngua. Eis aí um enorme desafio Dara a igreja do Senhor Jesus.
1 – A transmissão oral.
Nos tempos mais remotos, conforme registros do Antigo Testamento, o Senhor comunicava-se com o homem verbalmente. Tanto é que lá no Éden, ele fora advertido pessoalmente pelo Eterno que não comesse do fruto da “árvore da ciência do bem e do mal” (Gn 2.17). Todavia, ordem divina não foi cumprida, acarretando o drástico fim da comunhão entre Deus e sua principal criatura.
a) No período antediluviano.
Antes do Dilúvio, a Palavra de Deus fora transmitida oralmente por 1.656 anos, aproximadamente. Esse período envolve os capítulos 1 a 5 de Gênesis, isto é, de Adão ao dilúvio. Época em que Deus criou os céus e a terra, o homem e os demais seres vivos; nesse período, deu-se o crescimento e o desenvolvimento do ser humano, e a corrupção geral do gênero humano, que culminou com o juízo divino sobre a humanidade.
b) Do dilúvio a Abraão.
Esse período compreende 1.427 anos, e envolve os capítulos 6 a 11 de Gênesis. Nesta época, Deus alertara Noé acerca do dilúvio, salvando a vida de oito pessoas: o patriarca, sua esposa, os três filhos (Sem, Cão e Jafé), e suas três noras. Se fizermos uma leitura cuidadosa das Escrituras verificaremos que Abraão transmitiu a Palavra de Deus oralmente a Isaque, e que essa mesma tradição perdurou até os dias de Moisés.
Este, bem informado sobre os fatos transmitidos por seus pais, teve plena condição de ser o primeiro escritor humano da Bíblia Sagrada. “Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos de Josué…” (Êx 17.14).
c) A Palavra de Deus transmitida por nove homens.
Desde o dia em que Deus falara a Adão (Gn 1.28), até a época em que ordenara a Moisés escrever sua Mensagem (Êx 17.14), nove homens receberam o encargo da transmissão oral: Adão (930 anos) falou a Lameque (777 anos); este, a Noé (950 anos); este, a Abraão (175 anos); este, a Isaque (180 anos); este a Jacó (147 anos); este a Coate (133 anos); este a Anrão (137 anos); e este a Moisés (120 anos). A despeito da longevidade desses patriarcas, foi o próprio Deus que, milagrosamente, assegurou a fidelidade da transmissão de sua Palavra.
2 –  A transmissão escrita da Bíblia.
Os chamados “livros canônicos” da Bíblia foram reunidos ao longo de 1600 anos; e isso se deu de forma especial e impressionantemente harmônica. Só a predominância da vontade de Deus sobre a mente humana pode explicar como cerca de 40 escritores puderam escrever os livros da Bíblia a partir de condições e circunstâncias tão diversas.
a) Deus, o único autor da Bíblia.
A despeito de Deus ser o único autor da Bíblia e de ter inspirado a todos os demais escritores, Ele mesmo se incumbiu dos primeiros registros das Escrituras: “E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx 31.18; 32.16; Dt 4.13; 10.4). Trata-se, aqui, do Decálogo, um resumo eloquente e poderoso de toda ética bíblica.
b) Moisés, o primeiro escritor.
Deus ordenou a Moisés que escrevesse num livro as orientações a seu sucessor, Josué: “Então disse o Senhor a Moisés: Escreve isto para memória num livro e relata-o aos ouvidos de Josué…” (Êx 17.14). Moisés tornou-se, desta forma, o primeiro escritor humano das Sagradas Escrituras. A Bíblia afirma que ele “escreveu todas as palavras do Senhor” (Êx 24.4); e que também, por ordem divina, guardou o livro da Lei “ao lado da arca do concerto do Senhor” (Dt 31.26).

III –  A COMPOSIÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA
1 – A biblioteca divina.
A Bíblia é constituída de 66 livros, e foi escrita em um período de 1600 anos. Durante esse tempo, Deus usou cerca de 40 homens para escrever, reunir e preservar o Sagrado Livro. Nela encontramos histórias, poesias, biografias, normas, orações, profecias e outros relevantes temas e diversos gêneros literários. Em todos os livros, Cristo é o tema central da Bíblia.
2 –  O cânon bíblico.
A palavra “cânon”, antigamente, referia-se a uma haste usada para medir (Ez 40.3). Mais tarde, passou a significar regra, norma, ou padrão de medida (Gl 6.16; Fp 3.16). Aplicada à Bíblia, “cânon” é o conjunto de livros inspirados por Deus que transmitem a vontade do Eterno para sua Igreja, regulamentando a vida e a conduta de fé dos cristãos. O cânon do Antigo Testamento foi plenamente concluído em 1.046 anos, aproximadamente; e o do Novo, por volta do ano 100 d.C.
A forma de comunicação
O processo de comunicação divina aos profetas do Antigo Testamento se desenvolveu por meio da palavra e da visão, do som e da imagem (Jr 1.11-13). A revelação aos apóstolos no Novo Testamento veio diretamente do Senhor Jesus Cristo (Gl 1.11,12; 2 Pe 1.16-18; 13o 1.3) e do Espírito Santo (Ef 3.4,5). A frase “veio a palavra do SENHOR a”, “veio a mim a palavra do SENHOR” ou fraseologia similar, tão frequente no Antigo Testamento, diz respeito a uma revelação direta, externa e audível.
Essa forma de comunicação não aparece no Novo Testamento na comunicação divina aos apóstolos, exceto uma única vez no ministério de João Batista: “veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias” (Lc 3.2), pois ele é o último profeta da dispensação da lei (Lc 16.16).

IV –  INSPIRAÇÃO E REVELAÇÃO DA BÍBLIA
1 – A inspiração da Bíblia.
Compreende-se por “inspiração” a influência e a ação divina exercidas sobre os escritores da Bíblia (2 Tm 3.16; 1 Pe 1.19-21). Os homens santos escreveram a Palavra de Deus valendo-se do próprio estilo, vocabulário e cultura, sem prescindirem da direção sobrenatural do Espírito Santo.
2 –  A inspiração verbal e plenária.
Por inspiração verbal entende-se que os escritores sagrados atuaram sob a direção incondicional do Espírito Santo. Eles escreveram exatamente o que o Senhor desejava que fosse escrito. Portanto, a inspiração verbal das Escrituras não é uma mera teoria, mas a natureza própria da Bíblia (2 Sm 23.2; 1 Co 2.13; Hb 3.7). A inspiração plenária indica que o conteúdo, o ensino, e a doutrina das Escrituras, foram completamente inspirados por Deus. Não há na Bíblia qualquer parte que não seja inspirada e autorizada por Deus: “Toda a Escritura é divinamente inspirada” (2 Tm 3.16 – ARA).
3 –  Traduções Bíblicas.
As fontes originais dos escritos bíblicos, os chamados autógrafos ou manuscritos foram inspirados por Deus. Porém, as inúmeras cópias deles extraídas, bem como as traduções ou versões, muitas vezes modificadas pelos copistas ou tradutores, nem sempre são consideradas escritos inspirados. Somente as traduções ou versões comprovadamente fiéis aos originais, acham-se dignas dessa reputação.
4 –  A revelação bíblica.
Por “revelação”, entende-se o agir de Deus pelo qual Ele dá a conhecer ao escritor sagrado coisas ignoradas, isto é, o que este, por si só, não poderia saber. Ver Dn 12.8; 1 Pe 1.10,11. A inspiração nem sempre implica revelação. Toda a Bíblia foi inspirada por Deus, mas nem toda ela foi dada por revelação. Lucas, por exemplo, foi inspirado a examinar trabalhos já conhecidos e escrever o Evangelho que traz o seu nome (Lc 1.1-14). O mesmo se deu com Moisés, que foi inspirado a registrar o que presenciara, como relata o Pentateuco.

CONCLUSÃO
A Bíblia é a fonte mais fidedigna sobre a origem da vida e do homem; bem como do desenvolvimento da humanidade a partir da criação, passando pela Queda e Redenção, até o final de todas as coisas, na consumação dos séculos. Conforme o estudo em apreço, a Bíblia é a Palavra de Deus. Ainda que os ateístas ou materialistas, invistam de forma grosseira contra o Santo Livro, este permanece inabalável em seu conteúdo, revelado e inspirado por Deus. Leia também sobre a Fidelidade de Deus.

Referências
Dicionário Bíblico Wycliffe. CPAD, pp.1994-95.
GEISLER, Norman. Teologia Sistemática: Introdução à Teologia Sistemática, a Bíblia, Deus, a Criação. 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
GILBERTO, Antônio. A Bíblia através dos Séculos: A história e formação do Livro dos livros. 14.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
HORTON, S. M. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. RJ: CPAD, 1996.
RENOVATO, Elinaldo. O Deus do Livro e o Livro de Deus – Lições Bíblicas CPAD Jovens e Adultos 4º Trimestre de 2008 – Lição 11: A completude da Bíblia – Data: 14 de Dezembro de 2008.

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terça-feira, 13 de junho de 2017

A CORRIDA PARA O ALVO.

Texto:  - Hb 12.1-4

Muitos dedicam suas vidas em busca do sucesso, visando apenas os valores materiais. Poucos alcançam estes valores, mas, quando o fazem, percebem que ainda falta lhes falta algo. Só Deus pode preencher este vazio na nossa alma, e assim ele nos incentiva a nos esforçarmos para alcançar a recompensa maior: a vida eterna em Cristo Jesus. Introdução Sabemos que o atleta no mundo corre por um prêmio corruptível, também sabemos que nós, os servos do Senhor, corremos igualmente por uma recompensa não corruptível que é a vida eterna, por uma coroa, a coroa da vida. 

O Senhor deseja nos falar sobre a nossa corrida rumo à eternidade.

 Preparo do atleta no mundo - O atleta que não é servo se abstém de muitas coisas ou renuncia a muitas coisas; renuncia à vida social, alimentação, vestimentas, família, lazer, vício, etc. Ele tem que estar totalmente concentrado no seu objetivo, que é receber o prêmio. A alimentação não é a que ele gosta, mas a que ele necessita. A família fica em segundo plano, porque ele passa horas treinando, concentrado, etc. A vestimenta tem que ser apropriada para não causar dificuldade na corrida. Eles fazem todo esse esforço sem ter certeza de que vão alcançar o prêmio, pois podem aparecer obstáculos que os impeçam. Por exemplo: pode surgir um melhor do que ele, ou pode acontecer um problema físico, e assim por diante. 

 Preparo dos servos - Os servos também se abstém das mesmas coisas que o atleta. Por que renunciamos à sociedade corrompida? Porque para corrermos bem, como disse o apóstolo Paulo, a carreira que nos está proposta, precisamos andar ou viver na orientação do Espírito Santo. "E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me." Lc 9:23 Tomar a cruz significa renúncia ao nosso próprio eu (o viver segundo a carne). Renunciamos à alimentação que o mundo oferece como Daniel, que se absteve dos manjares do rei. A vestimenta do "atleta" (incluindo as servas), deve ser purificada no sangue de Jesus, isto é, vestes santas. Devemos produzir o fruto do Espírito Santo: domínio próprio, paciência, etc. 

 Com relação à família, a Palavra de Deus nos ensina que aquele que não deixar pai e mãe por amor do Senhor Jesus, não é digno dele. Em que sentido? No sentido de colocarmos o Senhor em primeiro lugar. No que tange ao lazer: nós nos abstemos do lazer que o mundo nos oferece para nos alegrarmos na orientação do Espírito Santo, na verdade nos abstemos somente daquilo em que o pecado está envolvido. Já os vícios, o Senhor retira de nós aquilo que nos faz mal, exemplo: o alcoólatra prejudica a sua saúde, a sua família, e principalmente a sua vida espiritual.  

 Conclusão 

O atleta perde para ganhar, Paulo escreveu aos Filipenses: "mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo” Fp 3:7. Assim como o atleta obedece ao seu instrutor para conseguir o almejado prêmio, sem ter certeza de que conseguirá, o servo do Senhor é obediente às orientações do seu conselheiro, o Espírito Santo, e luta com a certeza de que se andar nesta direção, na revelação, conseguirá alcançar o projeto de Deus para sua vida. Para Deus não há melhor nem pior, maior nem menor, é só corrermos, não olhando para trás, não nos embaraçando com as coisas dessa vida, não desistindo de perseguirmos o alvo. Assim como Deus deu a ordem para Israel comer o cordeiro apressadamente, antes de sair do Egito, porque Faraó estava no seu encalço, devemos obedecer ao nosso guia, porque a volta de Jesus está muito próxima e não podemos correr o risco de ser surpreendidos pelo adversário e, desanimados, perdermos o nosso prêmio. Eli – corria bem até que perdeu o ânimo de lutar. 1Sm 3:2, 1Sm 4:18 Elias – também acomodou-se, mas recebeu o renovo do Senhor e pode caminhar até o dia do seu arrebatamento. 1Rs 19, 2Rs 2:11 Vamos buscar o renovo, para continuarmos a nossa caminhada e alcançarmos o prêmio que é a vida eterna. A renúncia para seguir a Cristo é passo importante nesta carreira para a eternidade. Para sermos atletas conscientes, temos que reconhecer que precisamos renunciar ao mundo com seus prazeres, a opinião dos amigos, abrir mão da nossa razão dando a direção da nossa vida ao Espírito Santo. "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e as outras coisas vos serão acrescentadas" Mt 6:33

José Roberto Alves.

domingo, 6 de novembro de 2016

AS PROVAS E AS CERTEZAS DO AMOR DE DEUS


Texto: Romanos 8.31-39

INTRODUÇÃO.

Podemos contemplar nestes versículos o que Paulo apresenta, como um cântico triunfante de vitória sobre as adversitudes da vida terrena, em contraste com a vida reservada e guardada para aqueles que foram justificados pela a fé (Rm 4.5,18-21). Onde ele fez um paralelo com suas palavras á mensagem do profeta Isaías (Is 50. 8,9). “Paulo dirigiu toda a discussão de Rm 1.16- 8.39, para uma série de desafios ocasionados por todo poder que pudesse frustar a segurança confiante da igreja no tocante a preservação presente e a glória futura.” (Biblia de Estudo de Genebra, pág. 1489). “O capítulo começa com “Nenhuma condenação” e termina com “nenhuma separação”. E notemos que a coisa certificada e garantida é o amor de Cristo, de que o crente pode ter plena certeza, apesar de todas as circunstâncias contrárias ou ameaçadora....” (Bíblia de Estudo Explicada, McNair – pág. 1265, CPAD.)

1.QUE DIREMOS POIS A ESTAS COISAS, SE DEUS É POR NÓS, QUEM SERÁ CONTRA NÓS? v.31
É uma pergunta que traz certa ousadia para uma boa resposta. Devemos ter a certeza de que não podemos temer ao inimigo, quando este se levanta contra nós, mas confiar que conosco está o Senhor Jesus, que nos guardará de todas as investidas do adversário. Quando Israel estava a caminho da terra prometida se depararam com algumas situações, dentre elas, foi quando foram enviados os espias, ao verem a terra, trouxeram relatórios sobre a mesma, apenas 10 entre eles deram uma um relatório desanimador e negativo, mas somente Josué, Calebe deram uma palavra de ânimo e reconfortantes, afirmando ser alí o lugar que dera ao seu povo, e o povo ainda quiseram apedrejar aqueles dois homens, sendo necessário a intervenção divina. (Nm 14. 1-12). Devemos ter a confiança de que Deus está conosco, mesmo que o vento esteja ao nosso encontro, mesmo que todas as impossibilidades queiram nos dizer que não somos nada, devemos crê como Abraão que creu na esperança contra a esperança, onde tudo indicava que era impossível ele gerar um filho na sua velhice junto com Sara, mas não vacilou e nem tão pouco deixou de confiar e por isso o foi reputado por justiça, a justiça pela fé, se tornando o pai da Fé (Rm 4.16-22). 'Se Deus é por nós, quem será contra nós?' Jamais deveremos temer o que pode até mesmo fazer o homem, atentando contra a nossa vida. (Sl 118.6). Veja: Sl 46.10; Is 2.10;

2. DEUS NEM MESMO “POUPOU A SEU FILHO, ANTES ENTREGOU POR TODOS NÓS” - v. 32.
a) A palavra “poupou” é a mesma que é usada em Gn 22.12, onde fala “negar”, afirmando que Abraão não negou o único filho, uma analogia ao que Deus fez por todos nós, entregando Jesus seu Unigênito para ser morto em sacrifício, como um cordeiro imolado, em propiciação e morte vicária para resgatar a nossa vida. (Jo 3.15,16).
b) Em Rm 5.8, fala que a sua prova de amor por nós, foi entregar seu Filho ao madeiro, á morte, como prova de amor por nós, sendo nós ainda miseráveis pecadores, a quem ninguém jamais poderia fazer, quem poderia nos livrar do corpo desta morte? Ninguém... mas Ele teve misericórdias de nossas vidas. (Is 53.1-12; Rm 7.24;). Tudo isso Ele fez, “para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna.” (Jo 3.15,16; I Jo 4.8).

3. “QUEM INTENTARÁ ACUSAÇÃO CONTRA OS ESCOLHIDOS DE DEUS? É DEUS QUEM OS JUSTIFICA...” v.33.
Mesmo que o inquiridor (I Co 1.20), ou o acusador (Ap 12.10) das nossas almas, queira
apontar seus dedos contra nós, Cristo é, será o nosso Advogado que nos justificará diante de Deus com seu próprio sangue (I Jo 1.7; 2.1), devemos portanto exercer a certeza na confiança de que Deus esta ao nosso lado, pois já vencemos o maligno (I Jo 2.13;4.4;) e jamais nos desprezará (Is 49.15,16; 50.8,9;). Nele temos garantias de adentrarmos na Glória Celestial, pois Ele nos garante esta vitória, quando por fim, no seu Reino Celeste estaremos com Ele. (Ap 12.10,11; Jo 14.1-3). Deus nos justifica por meio da fé, e “isso não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8; Gn 15.6; At 13.39; Rm 5.1; I Co 6.11; Gl 3.24;).
a) Por que ninguém intentará contra nós?
A resposta é que “É Deus que nos justifica...”, mas que entendamos por que isso acontece,
devemos saber que:
1. Somos um Tesouro especial – Ex 19.5.
2. Escolhido pelo o Senhor – Dt 14.2
3. Exaltado sobre todas as nações – Dt 26.19; I Sm 12.22; Sl 29.11.
4. Preparado para o serviço – Lc 1.17; At 15.14.
5. Caracterizado pelo o zelo – Tt 2.14.
6. Te a lei, escrita em seu coração – Hb 8.10; I Pe 2.9; Ap 21.3.
b) Referidos como escolhidos.
Mt 24.22,31; Lc 18.7; Rm 8.33; 2 Tm 2.10; I Pe 1.2.
c) Chamados de “Escolhidos”.
Dt 7.6; Sl 4.3; I Co 1.26; Ef 1.4; Tg 2.5; I Pe 2.10;

4. “QUEM OS CONDENARÁ? POIS É CRISTO QUE MORREU OU ANTES RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS... O QUAL ESTÁ A DIREITA DO PAI, E TAMBÉM INTERCEDE POR NÓS”. v.34.
Temos a vitória garantida, ninguém poderá nos condenar, se estamos vivendo para Cristo 9Gl 2.20). Graças a Deus que nos faz sermos triunfantes em Cristo (I Co 15.57), e que “maior é o que está em nós, do que o que está no mundo” - I Jo 4.4, pois somos nascidos de Deus por meio de Cristo, e assim vencemos o mundo (I Jo 5.4). Cristo venceu o mundo e nos deu esta garantia de vencermos também (Jo 16.33),. “E eles o venceram pelo o sangue do Cordeiro e pela a palavra do seu testemunho...” (Ap 12.11). Como provar essa certeza?
a) Provando que Cristo está a destra do Pai. (Sl 110.1).
Cristo dispôs a deixar sua majestade na glória e descer a este mundo (Fl 2.7-9), padecendo os nossos pecados e sofrendo as injúrias de todos os pecadores, não desprezou e nem se desviou-se do proposito do Pai (Rm 15.3;Hb 12.3;), mas antes cumpriu com a sua vontade. Em troca do gozo que lhe estava proposto, que era sentar a destra do Pai na Glória Celeste (Hb 12.2). Marcos registra, quando Cristo sobre ao céu e assenta a destra de Deus (Mc 16.19), provando assim o seu grande poder e domínio. Estevão viu os céus abertos e avistou Cristo a destra do Pai nas alturas (At 7.55). Outras referencias: Lc 22.69; At 2.36; 5.31; Ef 1.20; Fp 2.9; Ap 5.12.
b) Cristo intercede:
1. Pelos pecadores – Is 53.12.
2. Pelos os crentes fracos – Lc 22.32.
3. Pelos os inimigos – Lc 23.34.
4. Para o envio do Consolador – Jo 14.16.
5. Pela igreja, especialmente - Jo 17.9.
6. Nossa aceitação depende dela (Igreja) – Rm 8.34.
7. A salvação é através dela (Igreja) – Hb 7.25.
c) nenhuma condenação para o justo.
Is 50.9; Lc 6.37; Jo 3.18; Jo 5.24; Rm 8.1; Rm 8.34...

5. “QUEM NOS SEPARARÁ DO AMOR DE CRISTO?” v.35.
Paulo faz uma lista de possíveis causas ou adversidades que o homem sem Deus poderia fazer sem ao menos titubear ou pensar, que ainda poderia está na mente dos que aceitaram o evangelho. Paulo era abnegado e entregue completamente ao amor de Deus, e tinha a certeza em “quem” tinha “crido” e onde verdadeiramente havia depositado a sua fé (2 Tm 1.12). Paulo sabia enfrentar qualquer situação em Cristo (Fl 4.11,13), e então pergunta, mostrando uma possível lista das coisas mais corriqueira que acontece na vida humana - “ a tribulação, ou a angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada....” v.35b, onde o medo e a insegurança balança os alicerces daqueles que não estão firmados na rocha, na palavra de Deus (Mt 7.24-27).

Veja os métodos divinos para provar os crentes:
a) Ao pedir grandes sacrifícios – Gn 22.1,2; Ex 20.20;
b) Ao guiar as pessoas por caminhos difícil – Dt 8.2.
c) Ao dar oportunidade para escolher – I Rs 3.5.
d) Ao propor tarefas difíceis – Jo 6.5,6.
e) Ao permitir que pessoas sofram, quando são fiéis – At 16.23,24.
f) ao permitir tentação – Tg 1.2,3.

6. “POR AMOR A TI SOMOS ENTREGUES A MORTE TODOS O DIA, REPUTADOS COMO OVELHAS AO MATADOURO”. v.36 (Sl 44.22).
Paulo cita o Salmo e nos faz lembrar que a nossa obediencia a Cristo, o nosso amor a Ele nos leva inevitavelmente num caminho sem retorno, á uma possibilidade de sermos entregues a morte, sabendo que nem mesmo tiveram compaixão do Mestre Jesus, levando ao vitupério, ao sacrifício, e como Cristo mesmo disse que 'ao carregar a cruz, estaríamos aptos a morrer nela – Mc 8.34-38' e então Paulo traz esta cena na memória, tal qual ovelhas levadas ao matadouro, o nosso amor a Cristo será o motivo de nós não acharmos a nossa vida terrena mais preciosa, pois não é o servo maior que seu senhor. Devemos sim de fato sermos abnegados, para vivermos a sua palavra e andarmos em fidelidade para com Deus (I Co 15.30; 2 Co 4.11).

a) Algumas provas a que os crentes podem ser submetidos.
1. Perseguição – Mt 5.11.
2. O ódio – Mt 10.22.
3. Perda da vida – Mt 10.39.
4. Renúncia a tesouros mundanos – Mt 19.19.
5. Sofrimento – At 9.16
6. Perda de reputação – I Co 4.10.
7. Morte - 2 Co 4.11;
b) Sofrer por Cristo.
At 5.41; Rm 8.17; Hb 11.25; Tg 5.10; I Pe 2.20; I Pe 5.10.

7. “MAS EM TODAS AS COISAS SOMOS MAIS QUE VENCENDORES, POR AQUELE QUE NOS AMOU”... v.37.
Alcançaremos uma retumbante vitória. Isso não significa que seremos super-heróis, mas que essa vitória será intensificada em virtude da nossa união com Cristo. (Jo 15.4-8).

a) A promessa de triunfo final.
1. sobre as más influencias. - Sl 44.5; Ml 4.3
2. sobre as forças espirituais malignas – Lc 10.19
3. sobre as mais severas aflições – Rm 8.35,37.
4. sobre as atrações do mundo – I Jo 5.4
5. sobre todos os poderes satânicos – Ap 15.2.

b) A certeza da graça de Deus em:
1. o coração consolado – Cl 2.2
2. a certeza do poder do evangelho – I Ts 1.5.
3. a certeza de crê em Deus – 2 Tm 1.12.
4. a certeza da fé – Hb 10.22.
5. a certeza de guardar o mandamento de Deus – I Jo 2.3
6. a certeza de que somos da verdade – I Jo 3.19
7. a certeza de termos o Espirito de Deus – I Jo 4.13
8. a certeza de dar o testemunho de Deus – I Jo 5.10;

8. “PORQUE ESTOU BEM CERTO...” v.38.
Paulo estava convencido da segurança que tinha em Deus e devemos fazer o mesmo. (2 Tm 1.12). Ele mesmo padecia tudo por amor a Cristo, ao evangelho e tinha um grande amor pela a obra de Deus. Então ele apresenta que a morte em contraste a vida, não mudaria a sua confiança, e nem mesmo as perseguições no mundo sobrenatural, como as potestades, anjos e principados poderiam tirar o amor de Deus de sua vida abnegada, sabemos que a nossa luta não é carnal, mas espiritual e só em Cristo poderemos vencer. Ninguém jamais poderá fracassar estando em Cristo, não será a falta de graça e amor divinos. vv. 31-34. e nem por causa de poderes do mal ou adversidades demais (vv. 35-39), mas poderá ser na negligência que tal pessoa teve na comunhão com Cristo. (Jo 15.6). “Somente a medida que permanecemos em Cristo Jesus como 'nosso Senhor' é que nunca seremos separados do amor de Deus – Salmo 110.1; I Pedro 3.22; v.34.

a) Certezas consoladoras seguras – I Rs 8.56;
b) Fundamentos seguros – IS 28.16
c) Recompensa segura – Mt 10.42.
d) Aceitação garantida – Jo 6.37
e) Amor Divino – Rm 8.38,39.
f) Imortalidade garantida – 2 Co 5.1; Hb 6.19.

BIBLIOLOGIA.
Consultas constantes ao texto bíblico e as notas explicativas e comentários á Bíblia de Estudo Genebra; Bíblia Thompson; Bíblia de Estudo Explicada. E comentário bíblicos.
“Estudo elaborado em 17/02/2016 – por José Roberto Alves - Teólogo”

sexta-feira, 27 de maio de 2016

FUGINDO DA IDOLATRIA.

(Explicando o que está por trás das festas juninas.)
Texto: I Co. 10.14-30.
Introdução.
Iremos neste pequeno estudo, aprender um pouco mais sobre a defesa da nossa fé, é um estudo que a teologia sistemática denomina como APOLOGÉTICA. Pedro o apostolo, nos orienta que devemos apresentar “aos que pedirem a razão da esperança que há nós...” (I Pe 3.15). e o texto que temos como base deste estudo vai nos orientar sobre o tipo de conduta de vida que alguns cristãos em Corinto ainda estavam praticando, devido a vários fatores culturais e religiosos que muitos viviam desde de criança, acabaram estes levando ainda consigo alguns resquícios da vida velha ou modus vivendi anterior de uma sociedade corrompida como aquela de Corinto. A igreja que ali estava passando por problemas até de ordem espiritual, e dentre eles a questão da imoralidade, tais como: Prostituição, incesto, promiscuidade, e a idolatria, etc... (I Co 5.1; 6.15,16; 8.1,10; 10.7-9;) e nisto o apostolo Paulo nos orienta a fugir: da prostituição e da idolatria, esses eram os piores problemas que a igreja enfrentava (I Co 6.18; 10.14).
Em todo o ensino do apostolo Paulo nesta carta, ele argumenta sobre a santidade para a igreja em Corinto. E ser santo naquele lugar não era nada fácil. CORINTO: Era uma cidade importante da Grécia, e também a mais promiscua e idolatra, cuja evidencia se podia perceber na sua cultura, religião e filosofia, foram a partir deste modus vivendi que se extraiu o termo “KORINTIAZEIN” que significa “viver como um corinto”.
1. ALGUMAS DECLARAÇÕES SOBRE O MODO DE VIDA EM CORINTO.
a) ARISTÓFANES (450-385 a.C) – Criou o termo “KORINTHIAZESTHAI” que significa comporta-se como um corinto, isto é, fornicar. (I Co 5.1).
b) PLATÃO (421-347 a.C) dá a expressão “KORINTHIA KORÉ” (moça de corinto) um sentido de prostituta “cultual”.
c) HELIO ARISTIDES (117-180 a.C) chama Corinto de “cidade de Afrodite”. Se referindo a licenciosidade que era praticada naquela cidade.
2. A IDOLATRIA EM CORINTO.
A cidade de Corinto era muito idolatra, mantendo altares dedicado a POSEIDON, que tido como deus principal, HERMES, ARTEMIS, ZEUS, DIONÍSIO. Este tipo de idolatria se misturava as praticas sexuais, a prostituição como forma de cultuar seus deuses, e no templo havia pelos menos mil sacerdotisas que se entregavam a tais práticas em adoração a Afrodite, a deusa da fertilização. Então o apostolo Paulo orienta os crentes dali a fugir de toda prática promiscua e idolatra, lembrando que de fato eles deveriam se afastar de tudo que os poderiam o envolver novamente e levar a praticar os mesmos pecados da natureza pecaminosa humana.
Nestes dias não fica diferente ao que podemos enxergar do que se chama cristianismo ou cristão, pois a igreja desde os primeiros seculos até os dias atuais tem passado por vários processos, este nas quais tem corrompido alguns ensinamentos, como podemos ver da igreja romana, que muito se distanciou dos princípios bíblicos, dando preferencia a doutrinas humanas, demoníacas e pagãs, e Deus tem levantado uma verdadeira igreja para cumprir com a sua vontade aqui na terra.
3. O QUE É FESTAS POPULARES OU FESTAS JUNINAS?
Festas juninas, de São João ou festas populares são celebrações que acontecem em vários países historicamente relacionados com a festividade pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 25 de Dezembro, conhecida como festa de São João. No século VI, missionários católicos foram enviados pela parte Norte da Europa para juntar pagãos ao grupo romano. Eles descobriram que o 24 de Junho era um dia muito popular entre esses povos. Eles procuraram “cristianizar” este dia, mas como? Por esse tempo o 25 de Dezembro já havia sido adotado pela igreja romana como o natalício de Cristo. Desde que 24 de junho era aproximadamente seis meses antes de 25 de Dezembro, por que não chamar este dia natalício de São João, o Batista? João nasceu, devemos lembrar, seis meses antes de Jesus (Lc 1.26,36). Assim sendo, 24 de Junho é conhecido no calendário papal como o dia de são João.
Na Inglaterra, antes da entrada do cristianismo, o 24 de junho era celebrado pelos os druidas, tipo de religião, com fogos de artifícios em honra a Baal. Heródoto, Wilkinson, Layard, e outros historiadores contam destes fogos cerimoniais em diferentes países. Quando 24 de junho tornou-se o dia de São João, os fogos sagrados foram adotados também e tornaram-se “As fogueiras de São João”. Estas são mencionadas na Enciclopédia Católica - “Tenho visto pessoas correndo e saltando através das fogueiras de São João na irlanda”, diz um escritor do século passado,” … orgulhosos de passarem sem queimaduras... sentindo-se alguém especial, abençoado pela cerimônia...” Sabemos tratar-se de atuação demoníaca este processo de passar por cima do fogo e não queimar-se, ainda praticado por muitas pessoas aqui no Brasil.
Alguns elementos e seus significados:
a) FOGUEIRA – representa proteção contra os maus espíritos, acredita-se que purifica o local e é sinal de agradecimento aos santos. Os fogos de artifícios, leva para longe os maus espíritos.
b) QUADRILHA – Dança tipica francesa, tem o significado de agradecimento aos santos juninos que são: Santo Antonio, São João e São Pedro.
c) MASTRO – O mastro é erguido durante a festividade junina, para os três santos ligados a essa festa. No Brasil, no topo geralmente é amarrados três bandeirinhas simbolizando cada santo.
d) COMIDAS TIPICAS – pamonha, canjica, pipoca, munguzá, e outras comidas são oferecidas aos ídolos juninos, segundo eles é o agradecimento por uma safra produtiva no campo, onde os primeiros são apresentados a esses santos.
4. ATITUDE DO CRENTE EM RELAÇÃO AO SÃO JOÃO.
– Não participar desta festa por ser uma festa pagã, apesar de envolver o nome de um personagem bíblico (I Co 10.20,21).
- Não visitar “arraiais”, ver quadrilha matutas ou outra dança da época. (II Co 6.15-18)
- Não participar das queimas de fogos juninos, mesmo sendo taxado de “tolo”, “babaca” ou “abestalhado”. (I Pe 4.14-16).
- As comidas feitas com milho, caso não goste, deverão ser feitas em outro dia, distante dos dias festivos, para não parecer estar participando de uma festa pagã.
- Não desejar ver os festejos, embora aparentemente atraentes e inocentes, como as vestes das quadrilhas estilizadas, girândolas, etc. (I Co 6.12).
- Se convidado a participar no colégio, no trabalho, ou na sua rua, explique o motivo de sua recusa (I Pe 3.12-16 e I Pe 4.2-5). Não existe respaldo para o aluno participar dos festejos juninos, por causa da liberdade religiosa no Brasil.
CONCLUSÃO:
Portando este estudo apenas visa esclarecer um pouco sobre estas festas pagãs que tem roupagem cristã dada pela a igreja romana. Devemos se afastar de tais práticas e mostrar o evangelho de Cristo que salva e liberta o pecador. E mostrar com finalidade como é que o cristão deve se comportar em relação as festividades juninas muita explorada em nosso país, inclusive no Nordeste. Deus os abençoe poderosamente. Amém.
José Roberto Alves - Bacharel em Teologia

quinta-feira, 26 de maio de 2016

NÃO FARÁS PARA TI IMAGEM DE ESCULTURA... ÊXODO 20.4

  A refutação romanista sobre a aceitação de imagem de esculturas ou figuras iconográficas nas igrejas é bem interessante, como também o fato de alguém ensinar que os versículos não podem ser lidos isoladamente, mas a maneira que se maneja estes versículos é que isola a mente de muita gente. Pois bem, devemos rever alguns conceitos em relação a este assunto, quando Deus proíbe a fabricação de ídolos ou imagens, Ele de fato está proibindo quaisquer imagem, não somente aquilo que era adorado em outras nações, mas de fato qualquer forma como meio de adoração, inclusive até a adoração a Deus. Moisés relembra aos israelitas lá em Deuteronômio 4.15,16, quando diz:

 "Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o SENHOR, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher;"

  Moisés antes da repetição do decálogo, ele novamente relembra a nação que de forma nenhuma aquele povo viu a Deus, para que pudesse em seus pensamentos fazer ou fabricar alguma imagem. Pessel ou Pecel é uma palavra hebraica que de fato significa imagem de escultura assim como a Septuaginta traduz como "Eidolon" que tem o mesmo significado.
  A questão da fabricação da Arca assim como os querubins, não era um meio de adoração, mas de demonstração de que a presença de Deus estaria entre a nação de Israel. Mas a bíblia não registra algum israelita lhe dirigindo orações, sabendo que a Arca ficava sempre dentro do Tabernáculo e que nenhum israelita podia ver e nem ao menos tocar. Sobre a fabricação da imagem da serpente sobre uma haste, era um simbolo de salvação e não uma imagem pra adoração, pelo o fato que a simples obediência de olhar para a serpente ao ser picado, seria curado do veneno, era um antídoto, e prefigurava o meio salvífico que Cristo faria na cruz quando fosse erguido morrendo pra a salvação da humanidade, como Cristo mesmo cita no Evangelho de João 3.14-16. Lembrando que o fato desta serpente ser adorada pelos os israelitas com o nome de Neustã, fez com que ela fosse quebrada juntamente com todos os ídolos existentes nos altos e montes nos dias do Rei Ezequias, conforme 2 Reis 18.4. 

"Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã."

 Se procurarmos na Biblia encontramos muitos versículos com relação a adoração a imagens ou ídolos. Devemos entender que a verdadeira adoração não precisa de artifícios ou objetos para se dirigir a Deus, pois o próprio Senhor Jesus Cristo nos ensina que Deus é espirito e os verdadeiros adoradores o adorarão em espirito e verdade (Ev. João 4.24). O próprio profeta Isaías fala sobre o processo de fabricação das imagens, quando diz:

"Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se esquenta, e os acende, e coze o pão; também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se diante dela. Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se esquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações para que não entendam. (Isaías 44.15-18)"

"Congregai-vos, e vinde; chegai-vos juntos, os que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas de madeira, e rogam a um deus que não pode salvar."(Isaías 45.20)

"O meu povo consulta a sua madeira, e a sua vara lhe responde, porque o espírito da luxúria os engana, e prostituem-se, apartando-se da sujeição do seu Deus.
(Oseias 4.12)

Se vasculharmos bem a palavra de Deus vemos de fato que Deus proíbe a adoração por meio de imagem. No concilio de Jerusalém, Tiago e a igreja que estava ali tinha determinado que os gentios que se convertesse a fé em Cristo se abstivessem de:

"Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá. (Atos dos apóstolos 15.29).

Portanto devemos prestar adoração a Deus sem intervenção nenhuma de alguma coisa ou ídolo ou imagem, mas direcionar somente a Deus em espirito e verdade. amados leiamos com mais cuidados o que ensina a Bíblia, pois ela está até mesmo acima da tradição, seja ela Católica ou outra qualquer.

Fiquem na Paz.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

ANTINOMIANISMO – NOS DEIXA DESOBRIGADOS PERANTE DEUS?

Textos: Rm 6 (Ef. 2.8,9/ I Pe 1.14-17)

O que significa?
      O antinomianismo, termo cunhado por Martinho Lutero, do grego O antinomianismo, termo cunhado por Martinho Lutero, do grego ἀντί, "contra" + νόμος, "lei", é definido como uma declaração que, sob a dispensação do evangelho da graça, a lei moral é de nenhum uso ou obrigação, porque somente a fé é necessária para a salvação., "contra" + νόμος, "lei", é definido como uma declaração que, sob a dispensação do evangelho da graça, a lei moral é de nenhum uso ou obrigação, porque somente a fé é necessária para a salvação. Contradição, aquilo que é contra a lei, oposição recíproca, o equivalente a libertinagem, segundo a visão jurídica, é quando alguem encontra lacunas ou brechas na Lei, e usa para adquirir vantagens. Segundo a visão bíblica, é o abandono ou desprezo a lei, que aqui se refere as leis contidas no A.T, principalmente a Lei dada a Moisés.
     O Nominalismo – significa o tipo de cristianismo existente apenas em nome, sem qualquer realidade com os ensinos das verdades biblicas. Muitos cristãos pensam que por aceitar a graça de Cristo, não é mais necessário observar nenhuma lei. Mesmo que não estejamos debaixo da Lei Moisaica, no caso os judeus e os gentios “a lei do pecado”, não nos deixa desobrigado para com Deus. Pois a partir do momento que Deus perdoa o pecado de alguém, essa pessoa passa a ter obrigações para com Ele. Por tanto, pensar que a salvação sendo dada de graça através de Cristo, concede uma liberdade de todo jugo, e que esta desmerece todo esforço humano para adquiri-la, é vão. É preciso lutar para adquirir o premio da salvação, pois o reino de Deus é tomado por esforço,
pois Cristo nos disse:

 ” Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que
entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.(Mt7.13,14)”.

     A salvação não depende da observância a lei de Moisés, mas obriga-se em viver para aquele que nos resgatou, ou seja, a Cristo. Os ensinos que Ele deixou, e que os seus apóstolos registraram, é explanação doutrinária que temos a seguir, sabendo que temos para nos orientar a andar em toda a verdade, O Espirito Santo, o nosso Consolador Amado. Talvez, os que defendem a antinomia, apegam-se as palavras de Paulo que escrevendo aos Romanos no décimo capítulo, defende que somente a graça e a fé em Cristo são suficientes para a salvação do homem. Romanos 6.16, declara que a quem se apresentardes como servos, serão servos daquele a quem obedeceis... no caso se referindo a Cristo que é o Único e Absoluto Senhor, é a Ele que devemos ser obedientes, cumprindo assim a sua Palavra. “Ao desprezar a Lei faz com que ela não tenha nenhuma função legítima. Na antiga aliança a Lei compungia a consciência a buscar refúgio no Evangelho. Assim pensava Calvino. Como disse M. Lloyd-Jones: “Se a graça que você recebeu não o ajuda a guardar a lei, você não recebeu a graça”.
    Pedro em sua primeira epístola, o apóstolo é enfático, quando fala que no exercício da comunhão entre o crente e Deus, é necessário a fé para receber a salvação e consequentemente a
obediência para assim alcançar a santidade. Ele expressa: 

“Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de
Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar. Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo; Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; Mas, como é santo aquele que vos
chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”. (I Pedro 1.9-16)

     E por fim, encontramos que a fidelidade quanto a obediência a palavra de Deus, e que esta
esteja entrelaçada na vida do Cristão até o fim de sua vida terrena, dará por fim garantias de Vida
Eterna, conforme expressa João ao escrever o Apocalipse:
“...Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da Vida. (Eterna)” Ap 2.10c

     Veja também o que expressa o apóstolo Paulo, direcionando a sua epístola á Timóteo, relembrando sempre a que não se envergonhasse do evangelho, nem tão pouco dos sofrimentos por causa dele, mas que fosse um verdadeiro soldado de Cristo, apto para guerrear. Também fosse
paciente como o lavrador que cuida terra, que pacientemente espera o seu fruto e fosse o praticante do exercício da verdade até ao fim, disciplinado assim como o atleta que se esforça para ganhar o prêmio perecível, mas no caso espiritual, refere-se a um Tesouro valioso nas mansões celestes. (II Tm 1.8-14; 2.1-7)


CONCLUSÃO.
Portanto que estejamos ávidos quanto a obediência á Cristo, sabendo que seu jugo não se compara com o que tínhamos antes, e antes entendamos que por mais queiramos dar o nosso melhor para Ele ainda é muito pouco, pelo o que Ele nos concedeu: A salvação é alcançada pela a fé.” Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras (da Lei), para que ninguém se glorie”;(Ef 2.8,9)

OBS - “O homem que morre sem a graça de Cristo, será julgado pelas as leis naturais e sendo
conhecedor das leis divinas, prevalecerá a Lei de Deus”... J.R Alves

Estudo elaborado por: José Roberto Alves – Bacharel em Teologia

sábado, 27 de fevereiro de 2016

REFORMA RELIGIOSA DO SÉC XVI

A reforma religiosa do século XVI desclassificou a idéia. Veio quando não havia nenhuma condição de voltar atrás, tarde demais para a Igreja Romana pregar a verdade do evangelho apostólico de Jesus. Não tinha mais condição de sair de um emaranhado religioso baseado em Filosofia, Teologia própria, hierarquia eclesiástica, ideologia de poder religioso e temporal, uma política sustentada e animada por meio de dogmas, encíclicas e concílios.
Um domínio secular em que se destaca o feudalismo, a cultura eclesiástica e as grandes perseguições. Um domínio totalitário. A humildade de Jesus e o Evangelho se apresentam no plano da salvação de forma muito simples e não cabe em tantos estudos e produção da cultura e sabedoria humana. Seria tarde demais para voltar a viver o ensino e a doutrina apostólica; tarde demais para quem substituiu: 
* A Bíblia por tradição religiosa (ágrafos);
* Maria (“Mãe de Deus”) substituiu Jesus e todo o seu sacrifício; 
* Salvação pelas obras substituiu salvação pela fé;
* Sacerdócio universal do crente pelos chamados “confessores”;

Tarde demais para desmontar uma ideologia de poder religioso que não tinha mais nenhum compromisso com o projeto de salvação pregado e vivido por Jesus, um abandono à operação do Espírito Santo, longe da Igreja Apostólica e de sua doutrina ditada pela Bíblia Sagrada, também abandonada e escondida. Tarde demais para quem matou milhares de servos de Deus nas cruzes e entregou às feras e fogueiras, usando os piores tipos de tortura, como na noite de São Bartolomeu. Tarde demais para dizer que tudo o que fez depois de 312 foi só um pequeno engano de 1200 anos, uma mudança que se distanciou da verdade bíblica e do ensino, vida e testemunho da Igreja Apostólica, para se tornar uma negação de tudo o que Jesus falou, pregou e viveu, toda a sua obra, seu sacrifício, sua ressurreição, o Pentecostes, a Igreja, manchada pelo sangue dos mártires, fiéis servos de Deus. A única saída, depois de desencaminhar todo o ensino e doutrina da Igreja Fiel -Apostólica - era continuar negando o que já vinha fazendo, acrescentando coisas piores, como estímulos e patranhas inventadas em concílio que agora iria consertar os erros apontados pela Reforma, acrescentou ainda mais 15 livros apócrifos aos já 66 existentes no Concílio de Trento, em 1546, e para alegar que a Bíblia verdadeira, traduzida por Lutero era diferente da Bíblia da Igreja Romana, agora com 81 livros. Colocar mais 15 livros no cânon nada significava para a Igreja Romana que já tinha um sistema herético criado para servir aos seus próprios interesses de domínio secular. Nada demais para quem afirmava que Maria, a pobre Maria, era mãe de Deus e o vigário ou representante de Cristo aqui na terra era o papa e não o Espírito Santo. leia: Ap 17:4 - “E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição.” (o grifo é nosso) Pérolas – Muitos salvadores. Ap 18:24 - “E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.” João não podia compreender ou entender a visão, porque o contraste das figuras que via era muito grande. Como uma “mulher” (prostituta) tinha uma aparência de engano tão forte. Cálice de ouro na mão e o sangue dos santos. A imundícia só pode ser vista por quem está de cima (revelação). É bom lembrar que existe um juízo já preparado para esta igreja infiel que se distanciou do amor verdadeiro - Jesus - e já se prostituiu com muitos amantes. Um projeto comandado pelo anticristo, que se solidifica mais e mais para ser destruído no momento certo pelo próprio “dragão” a “besta” - Um poder político e religioso que conduz a mulher “a grande prostituta”, Igreja Infiel. ANTICRISTO = HERESIA E APOSTASIA O ensino voltado para o material evidentemente com conotação social chamado de Evangelho Social, modernismo teológico, com encíclicas comunizantes,”Pacem in Terram”, “Mater et Magistra” – “Populorum Progressio”, fortalecido pela teologia modernista de Barth, Brunner, Tomaz Altzer, Kierkegaard, uma mistura de ideologia, filosofia, teologia, racionalismo ateu, sob os auspícios da mãe que abrigará as filhas no chamado ecumenismo. Ap 17:5 - “E na sua testa estava escrito o nome: Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra.” Uma massa de religiosos sem a experiência de Novo Nascimento, sem o Espírito Santo, surpresa para muitos. Enquanto o reino de Jesus não é deste mundo; o reino da religião confunde propositalmente: 
* “Pão da vida” - “Água da vida” - “Paz que o mundo não dá” - “Liberdade, livre do pecado para servir ao Senhor”, com o reino do anticristo, que prega a mesma coisa com os mesmos argumentos no sentido material:
* "Pão da padaria” - H²O – Paz se preparando para guerra – Libertinagem e etc.
RAZÃO - RELIGIÃO 
No Vaticano, o cristianismo foi consolidado como filosofia da fé em 1870, pelo Papa. Base familiar da apologética católica: razão religiosa que despreza a verdade bíblica e ensino, doutrinas que não estão de acordo com as doutrinas apostólicas do Novo Testamento. A teologia católica se orienta por uma hermenêutica própria, criada nas bases de conceitos extraídos de dogmas absurdos sob a designação de Neomatica = Interpretação; Hemistico = Achar; Proforista = Alegoria. Uso de certos nomes para confundir.
* Os padres da Igreja – Pais 
* Igreja Católica Apostólica Romana – Roma como centro político do Império Romano e ali ficou.

O tempo somado aos interesses em manter os erros não poderia servir de base para a verdade de uma fé no Deus Vivo. Capacidade da religião está na sua competência de enganar. A religião romana dava toda relevância à teologia medieval – escolásticos que procuravam provar a existência de Deus, um esforço aparente, humano, deixando de lado e abandonando o Pentecostes (Espírito Santo), substituído por pensadores, sabidos, teólogos, doutores, filósofos, ideólogos, religiosos. Dogma – Algo que não se pode provar. Discussões tolas e afirmações descabidas: 
* Maria não teve mais filhos;
* Jesus não teve irmãos;
* Mc 6:3 “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs?..”. Só? 
* Quem nasceu primeiro Jesus ou a criação? 
* Jesus foi gerado quando?

Fonte: Bíblia Digital Pregai