INDICE CRISTÃOS BEREANOS

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A PERFEITA UNIDADE

A PERFEITA UNIDADE

Texto: Salmo 133

INTRODUÇÃO:
Este Salmo faz parte dos 15 cânticos de romagem (degraus), eram cânticos entoados pelos os peregrinos quando estes vinham ao monte de Deus (Sião) para adorá-Lo. (Salmos 120 ao 134). Neste Salmo é notório o zelo pela a união entre os irmãos, embora Davi em sua família não desfrutasse da mesma, por haver entre seus filhos discórdias, tais como: Absalão contra Amnon, Adonias contra Salomão. Esta Unidade deveria permanecer sempre em Israel como nação, mas logo após haver Salomão padecido, houve entre as tribos divisões que o levaram á suas trágicas derrotas. A igreja deverá almejar por esta unidade, para que possa ser vitoriosa em meio ao mundo tenebroso.

1. O ANSEIO DA UNIDADE.
a) O anseio da união do povo de Deus (v.1)
Este verso expressa claramente, que a união almejada pelo salmista não era apenas entre familiares, era muito além, era a unificação das tribos de Israel, sem que esta união o povo como um todo jamais venceria em momentos de crises, em momentos de enfrentar algum inimigo, que se levantasse contra a nação. A busca pela a presença de Deus haveria de fato demonstrar essa unidade. Mas como já foi frisado, Israel se dividiu em dois reinos, que trouxeram uma grande ruína para toda a nação, dando surgimento a duas nações: Israel ao Norte e Judá ao Sul, tornou assim uma nação frágil, e presa fácil para a derrota, tornou uma ma propícia ao desvio espiritual, uma nação corrompida pelo o pecado.
b) O anelo pela a unidade da Igreja.
A unidade da igreja é uma realidade que deve ser vivida, desde dos primeiros séculos todos os cristão viveram em total harmonia com seus entes, a própria escritura neotestamentária expressa que o fortalecimento do povo de Deus é feito através de sua unidade. Paulo doutrina a igreja quando escreve os irmão em Corinto (Lembrando que aquela igreja estava vivendo um partidarismo intenso), trazendo em seu conteúdo o ensino sobre esta unidade, apresentando que a união era como um corpo que possui vários membros e que estes devem operar em perfeita harmonia para seu funcionamento ser realizado dentro da sua normalidade, sem impedimento nenhum de cada órgão realizar seu trabalho (I Co 12.12-31). A igreja só será vitoriosa se permanecer unida contra as astutas ciladas do inimigo, Jesus disse que as portas do inferno jamais prevalecerá sobre a igreja, ela sim haveria de fato passar por tribulações, lutas, perseguições, mais seria vitoriosa em sua jornada, e um ingrediente que a faz triunfar é permanecer unida em só Deus, vivendo em só Espírito, mantendo-se como um só Corpo (Ef 4.4-6).

2. A UNÇÃO DA UNIDADE.
a) É como óleo precioso... (v.2)
O salmista tem uma visão espiritualizada dessa união, quando afirma que a unidade do povo é tida como o derramar do óleo precioso, veja que o óleo que o salmista expressa significa uma raridade intensa, tão sublime como algo estabelecido e concretizado por Deus. A unção era algo especial, que só acontecia na vida dos escolhidos por Deus para realizar tarefas especiais. O óleo era uma mistura especial e exclusiva, veja que esta é a união que mesmo tendo todo o conteúdo unido, sua mistura é extraída de várias ervas, como um povo de diferentes personalidades, qualidades e unidos num só propósito diante de Deus. O óleo ainda expressa a unção do Espírito de Deus, que ao ser derramado sobre a cabeça de Arão capacita-o a realizar a obra de Deus, este óleo ainda sentido pelo o salmita como algo suave, sublime e gostoso que desce nas vestimentas do Sumo sacerdote, refrescante e de sublime perfume sobre a sua barba, é vista como um anelo imenso e desejoso da união por parte do salmista.
b) A unção sobre a igreja.
A igreja estabelecida por Jesus é dependente da unção, ou seja, o Espirito Santo fora enviado para acompanhar a igreja, operando e ajudando a andar de acordo com aquilo que fora ensinado pelo o eterno Salvador. O derramar do Espirito Santo como a fusão profetizada por Joel (Jl 2.28), foi cumprida satisfatoriamente na igreja, como uma verdadeira unção, o poder do alto prometido por Jesus se cumpriu nos dias de pentecoste sobre os crentes em Jerusalém (Lc 24.49; At 1.8; 2.1-4). A unção é o selo e marca da igreja aqui na terra, sem ela é impossível haver ou estabelecer a unidade da igreja, sabendo que a unidade é estabelecida pela operação direta do Espírito Santo de Deus. Paulo ensina que é preciso viver no Espirito, para que verdadeiramente possamos estar realizando a obra de Deus como órgão cumprindo o seu destino com prioridade de manter a união da igreja para o bom funcionamento. Portanto para que a unidade seja estabelecida, deve-se os crentes permanecer em amor fraternal (Hb 13.1).

3. AS BENÇÃOS DA UNIDADE.
a) Orvalho do Hermon... sobre os montes de Sião (v.3).
Segundo a geografia bíblica, o Hermon fazia parte da fronteira do Norte de Israel e era conhecido por sua pesada orvalhada, era o mais alto monte na cordilheira do Líbano, medindo 2.880 metros (Js 12.1), “seu orvalho é de tal forma abundante que as tendas levantadas ao seu redor parecem ter estado sob forte chuva¹”. Seu nome significa “sagrado” ou “proibido” e este monte domina toda a terra santa. Já o monte Sião fica na parte leste de Jerusalém, com uma altitude de 800 metros em relação ao Mediterrâneo. O salmista anseia as bençãos de Deus devido a permanencia da unidade de Israel, comparando com o orvalho do Hermon sendo derramado sobre os montes de Sião, afirmando ser alí em Sião o lugar das ordenanças das bençãos de Deus.
b) As bençãos do Senhor.
É obvio, que a igreja unida em Cristo Jesus, deve Dele receber bençãos espirituais. É e deve ser o desejo primordial da igreja buscar aos bençãos do porvir, pois a sobrevivência da mesma só é garantida quando se de fato os bens espirituais que Deus deseja entregar. E tais bens ou bençãos são as atuações dos dons espirituais como meios de operar e manifestar a glória de Deus neste mundo, apresentando-O como Único e Verdadeiro Dominador, Senhor e Salvador. Foi no monte Hermon que acontecera a transfiguração de Cristo diante de seus discipulos (Mt 17.1). A igreja precisa desses “orvalhos de bençãos” do Senhor para continuar firme em sua trajetória rumo á Sião Celestial, que Jesus foi preparar para receber a sua amada noiva.

CONCLUSÃO.
O anelo á união do povo de Deus deve ser sempre presente na vida do crente, que mesmo em meio ao caos deste mundo, cheio de violências, guerras, disseções e pelejas, faz o servo de Deus triunfante, e demonstra claramente a presença do Deus Poderoso, que derrama chuvas de bençãos sobre os seus. Que as bençãos do Senhor seja como o orvalho do Hermon derramadas em nossas vidas para sempre.

domingo, 2 de junho de 2013

O PECADO DE ACÃ – PECADO ESCONDIDO

Texto: Josué 7.21,22.

Acã respondeu a Josué: “É verdade. Pequei contra o Eterno, o Deus de Israel! Eu fiz isto: Quando vi entre os despojos uma bela CAPA BABILÔNICA, dois quilos e quatrocentos gramas de PRATA e uma barra de seiscentos gramas de OURO, eu os cobicei e me apropriei deles. Estão enterrados na minha tenda, COM A PRATA POR BAIXO.

INTRODUÇÃO:

Iremos fazer neste texto algumas reflexões acerca da passagem bíblica que relata a atitude impia e desastrosa de Acã quando este resolve quebrar o mandamento do Eterno . O texto nos traz á luz a desobediência que desencadeia a condenação fatal, que leva o ser humano pecar contra o Eterno, o pecado traz grandes consequências. Vemos que nesta passagem bíblica o que um erro de uma pessoa que conhece a Deus leva-o a cair numa situação difícil, as vezes se pensa que é possível esconder os nossos erros, mas podemos assim fazê-lo diante dos homens carnais e pecadores como nós, mas jamais ninguém se esconderá de Deus. Acã descumpriu o mandamento do Eterno, quando apropriou-se dos despojos do povo de Jericó, a qual Deus havia anunciado como Anátema (Js. 6.18,19/ 7.1). Eis abaixo algumas indagações:
  1. Que significado tem a capa, quando a mesma pertence a babilônia?
  2. Que significado tem a prata e ouro?
  3. Qual o significado da redundância das palavras “a prata debaixo dela” (A.R.C), será uma mensagem de Deus para nós? Por que não o fez com o “ouro”?
  4. Por que as coisas foram colocadas debaixo da capa?

1. O SIMBOLISMO DA CAPA “BABILÔNICA” – ( Js 7. 21; Is 59.12; Mt 5.40)

A capa, manto ou mesmo o vestido possuem praticamente o mesmo simbolismo. A capa era uma peça solta do vestuário, antigamente as pessoas usavam para cobrir-se e adornar as vestimentas e ela trazia um grande simbolismo, significava o estilo de vida que essa pessoa levava. Nesta passagem, encontramos Acã se apropriando de uma “bela capa babilônica”, possivelmente deveria ser uma capa real e de grande valor, quando se trata de mero egoismo e satisfação...
Por se tratar de uma capa babilônica, devemos atentar para o significado espiritual que essa capa nos traz. BABILÔNIA fora uma nação pagã e ímpia, corrompida em toda as estancias sociais, tanto na cultura, vida social e religiosa de seus habitantes, trazendo um significado de despertamento para os dias atuais, representa em nossos dias o MUNDO e suas corrupções, tanto na vida do ser humano como no seu estado espiritual, o pecado e as suas ações iníquas que faz o homem distanciar-se do seu Criador, o ETERNO.
Vemos que aí está as astúcias ciladas do arqui-inimigo que tenta de todas as formas ludibriar, atrair, seduzir, persuadir os verdadeiros filhos de Deus, tentando-os levar a usar a velha capa do pecado, do mundanismo. Devemos lembrar que o Eterno nos concedeu novas vestes e por isso não necessitamos cobrir-nos com alguma capa, as nossas vestimentas foram purificadas pelo o sangue do cordeiro imaculado (Zac 3. 1-4), já despimos da velha natureza, do velho homem (Rm 6.6; Ef 4.22; Cl 3.9), deixamos a velha capa do pecado, ou seja, o estilo de vida que vivíamos, assim como Bartimeu (Mc 10.50) e já se tornamos novas criaturas. (2 Co 5.17).

2. O SIMBOLISMO DA PRATA.

Durante toda a história de Israel do Egito até o cativeiro babilônico, o siclo era a única unidade básica de valores monetário, por tanto a sua significação está ligada apropriação de bens e riqueza ilícita, um engodo que destrói muitas vidas, inclusive de alguns que não se contém no meio do povo de Deus e se deixa levar pelo o engano materialista, assim como Ananias e Safira. É exemplo específico para os nossos dias, percebemos claramente como muitos dos quais se dizem servos de Cristo andam a procura de bens materiais a todo custo, vivendo a mercê de charlatões e falsos profetas que ludibriam suas mentes fracas. Esquecem de um tesouro especial adquirido no madeiros da cruz por Cristo, que nos garantiu uma morada na eterna glória (Jo 14.1-3), e por isso devemos ter em nossa vida como marca principal o tesouro escondido no céu, como disse Jesus: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Mat 6 : 21).
a) Muitos procuram em Jesus uma fonte capitalista, de prosperidade material, desprezando de vez a riqueza guardada nas mansões celestiais. ( Mat 6. 19-21; Jo 6. 26,27; Col 3.1,2).
b) Jesus nos ensina a se contentarmos com os cuidados do Eterno, lembrando sempre das suas solicitudes, preferindo buscar em primazia o Reino de Deus e a sua justiça (Mat 6. 25-34).
c) Jesus nos mostra claramente que o verdadeiro discipulo deve esta apto a abnegação própria para servi-lO, mostrando que a riqueza jamais poderá garantir a vida eterna. (Mar 8. 34-38).
d) "Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna." (João 6 : 68), tal qual como Pedro, devemos assim reconhecer.

Portanto não existe nada neste mundo que poderá satisfazer a nossa alma, nos garantindo eterno gozo, senão for a plena satisfação de sermos servos fieis de Deus. “O mundo passa e todos os seus desejos, mas quem faz a vontade do Eterno D`us viverá para sempre” (I Jo 2. 17). E mais uma vez nos garante Jesus: “Ser fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Rev 2.10).

3. O SIMBOLISMO DO OURO.

Iremos verificar o que poderemos falar em relação ao ouro, que neste contexto histórico, pode significar a a vareza que surgiu no coração de Acã. O texto nos indica que era uma pequena quantia de ouro ao ponto de ser em pouco valor com relação a prata. Segundo alguns interpretes, a CUNHA simplesmente significa a “ação de dividir”, e tomando por esta linha de pensamento “quantos hoje, movido pela a mesma ambição de Acã, tem dividido a obra de Deus, criando contendas, murmurações entre o povo, sendo instrumentos de satanás, ao invés de serem uma benção nas mãos de Deus”.
As repetições contida no texto “a prata debaixo da capa” (vs. 21,22), levam-me a crê que Deus nos queria transmitir algo de maneira redundante: “Acã fora levado pela a cobiça, o materialismo mundano, e devemos aprender que jamais devemos deixar que a velha natureza impere, que o velho homem não ressuscite e sobrepuje a nossa vida espiritual, bem como o materialismo, o mundanismo, que tão de perto nos rodeia. ,as corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé”. (Hb 12.1,2).

4. O PROCESSO DO PECADO DE ACÃ.
Segundo o capítulo 6.19 e 19, Josué já havia advertido o povo a não prevaricar contra Deus, que o povo jamais colocasse as mãos sobre aquilo que Deus havia lançado o Anátema (Maldição) de entre os despojos dos inimigos (ref. Dt 7.26). mas que toda a prata e ouro e os vasos de metal e ferro (os que não eram consagrados aos ídolos) fossem consagrados ao Senhor e assim fizessem parte do tesouro sagrado. Mas logo deparamos com a triste desobediência de Acã, que mesmo sendo advertido e conhecesse o que fora dito por Moisés, não hesitou em descumprir a palavra do Senhor. Então:
a) O pecado de Acã fez Israel perdesse a batalha diante dos Amorreus (Ai) – Js 7.4
b) O pecado de Acã, fez ele ser derrotado pelo o egoísmo e soberba – Js 7. 1,21,22.
c) O pecado de Acã, custou-lhe a perda da própria vida, assim como dos seus familiares. - Js 7.25,26.

4.1 – OS PASSOS DA QUEDA DE ACÃ.
a) ENGODO (Isca). - “Eu vi...”, Nem tudo podemos ver, aqui neste contexto, Acã foi atraído pela a isca, a sua visão carnal, é a primeira etapa da tentação, o desejo vem sempre por aquilo que os nossos olhos veem. Portanto, há muitas coisas neste mundo, que devemos deixar passar, não precisamos olhar, se assim quisermos ver a Glória de Deus, a face adorada de Jesus (Mt 5.29). O vê aqui é simplesmente deixar a nossa visão paralisada naquilo que a carne deseja, é atentar para o mal com sedução, e assim perderemos a nossa visão espiritual. Lembre-se: Bartimeu queria ver. Portanto não se engane com a aparência do mal, pois é uma ISCA (Tg 1.14).
b) CONCUPISCÊNCIA (desejo) - “eu cobicei...”, o desejo é a segunda consequência da queda, quando alguém é envolvido pela a sedução dos olhos para a prática do pecado. Assim o desejo tomou conta dos sentidos de Acã, e este então obedeceu os impulsos contaminados do coração. Jesus ensina que é “...do coração do homem, que surge os maus pensamentos...” (Mc 7.21).
c) CONCEPÇÃO DO PECADO (a ação) - “tomei-os...”, Acã entra ação com seu plano pecaminoso, é etapa da ação, quando sem pensar age o homem em busca de realizar seus desejos tenebrosos. A maldição recaiu sobre Acã, pois ele apropriou-se da mesma, não medindo as consequências, e o que por fim seria o seu desfecho final. Acontecera de maneira parecida com o primeiro casal, quando foram seduzidos pela a serpente no Éden (Gn 3.6), veja outras referencias sobre esta ação (Ex 20.15; Tg 1.15; Dt 7.15).
d) CONSUMAÇÃO DO PECADO (etapa final) - “escondi na terra...”, Tiago ensina que depois que o pecado é consumado gera a morte (Tg 1.15), e Acã conclui a sua ação, e esta ação foi desastrosa, tanto para Israel, como por fim para sua vida e de sua família. Acã confessa o que realmente acontecera, e o juizo de Deus fora executado sobre ele, que não pode adquirir herança na terra prometida.

CONCLUSÃO:

O que aprendemos com esta passagem bíblica? Todas as coisas são visíveis aos olhos de Deus, e nada há que Ele não revele! (Sl 139. 7-12), Acã havia escondido dos olhos de Josué e toda a nação, mas jamais se escondera de Deus (Js 7.10-15, 19). uma vez, o pecado removido, há garantias de vitória (Js 8.1), Deus entregou aquela cidade impia nas mão de Israel, por isso é melhor obedecer do que sacrificar (I Sm 15.22; I Jo 3.3-10).
Devemos arrepender-se e confessar os nossos pecados, não seguir o exemplo de Acã, que fora pressionado a confessar o pecado, sem ao menos demonstrar verdadeiro arrependimento, ele não tinha como dizer que era mentira, pois era Deus que estava revelando (Js 7.20). Que nossa postura seja buscar o perdão divino, sempre obedecer a palavra de Deus (I Jo 1.9; At 8.20-23). Por tanto, que possamos exprssar de maneira transparente a vida intima com Cristo, sabendo que nada neste mundo pode nos garantir a “eternidade com Deus”, as riquezas no porvir é além do nosso entendimento. Façamos como Pedro - “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna” (Jo 6.68)

Amém, 01/06/2013.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O EFA E A MULHER.

Texto: Zacarias 5. 5-11

INTRODUÇÃO.

Vamos procurar entender o contexto histórico que temos nesta escritura, a partir das próprias referencias proféticas de Zacarias, este profeta era contemporâneo de Ageu, que estavam orientando o povo quanto a reconstrução do Templo de Jerusalém. Esta restauração visava o estado definitivo de Israel como uma nação permanente na Palestina, e não somente se dizia a respeito da restauração do Templo como seu definitivo retorno, mas abrangia a sua restauração espiritual, preparando a nação para a chegada do Messias. O profeta Zacarias recebe a principio oito visões, nas quais Deus haveria de revelar a sua vontade em relação com seu povo, as primeiras cinco visões se refere a esperança e consolação e as últimas três visões se refere ao seu Juízo, veremos: 1. A visão do Cavaleiro entre as murtas; 2. Dos quatros Chifres e quatros ferreiros; 3. O homem medindo Jerusalém; 4. A purificação de Josué; 5. O Castiçal de ouro e as duas Oliveiras; 6. O Rolo voante; 7. O efa e a mulher; 8. Os quatros carros. Neste ponto de contato, iremos analisar a sétima visão para melhor compreendermos a ação de Deus na vida de seu povo, esta visão está inclusa entre as três de juízo, e nela iremos destacar alguns pontos importantes: O EFA, A MULHER DENTRO DO EFA, AS DUAS MULHERES E A CASA CONSTRUIDA EM SINAR (SHINAR).
1. Deus estava pronto para restaurar seu povo, pois a situação daquela nação que estava em exílio se dizia respeito a sua desobediência, quando os mesmos resolveram deixar de servir a Deus para adorarem as divindades pagãs de outras nações, na qual Deus com juízo havia julgado o seu povo, permitindo a sua escravidão na Babilônia.
2. Zacarias contemporâneo de Ageu agiu de forma diferente do mesmo, enquanto Ageu persistia na reconstrução do Templo, Zacarias ia mais além, levando o povo a se converter com sinceridade e servir a Deus.

1. “Isto é um EFA que sai”... (v.6a).
Um EFA era uma cesta de medir (geralmente uma medida de 22 litros), que aqui no texto apresenta um tamanho suficiente para caber uma mulher. Esta cesta representa o pecado e a imoralidade do povo de Israel, o próprio versículo mostra a situação drástica da nação “...Esta é a semelhança em toda a terra.” Deus estava de fato mostrando o tamanho da iniquidade que havia se acumulado naquele tempo (para a figura de medida, compare: 2 Sm 8.2; Jr 51. 13; Hc 3.6,7; Mt 7.2; 23.32), a nação deveria lembrar dos seus maus caminhos, e então deveria rever a situação espiritual em que estavam e se voltarem para Deus.

2. “...e uma mulher estava assentada no meio do efa.” (v.7).
A mulher tipifica a idolatria da nação e todos os seus pecados, é a Impiedade como afirma o texto bíblico (v.8), a idolatria era e ainda é a iniquidade que aborrece a Deus e desperta a sua ira, pois se trata de adultério espiritual. Quando uma pessoa adultera, significa dizer que ela traiu a outro e isso é a mesma proporção quando se refere a trair a Deus, indo adorar aquilo que não é digno de adoração (Veja: Rm. 1. 18-21). A idolatria acarreta em sua ação outros males, tais como a imoralidade, pois quando as nações impias adoravam suas divindades, em seus cultos prevalecia a sensualidade e a degradação sexual, os sacrifícios mais absurdos eram realizados, enfim o povo vivia no mais terrível estado espiritual, descia ao nível mais horrendo de padrões desqualificados e por isso despertava a ira do verdadeiro Deus, que julgava radicalmente aqueles de corações endurecidos.
3. “... e eis que saíram duas mulheres; e traziam vento nas suas asas”. (v.9).
Aqui o texto novamente fala sobre duas mulheres, que como agentes vindo de Deus vieram retirar o efa e levar para outro lugar distante. O vento nas suas asas pode significar a rapidez e agilidade que elas tinham para levar a cesta, onde apresenta ação determinante de Deus em retirar do meio do povo a sua iniquidade, eliminando todo o pecado que eles haviam trazido do exilio (Sl 103. 11,12; Mq 7.19). então:
a) Os impios precisam ser retirados do meio do povo de Deus e serem castigados por seus pecados (Sl 1. 4,5).
b) O pecado e iniquidade deve ser removidas de nossas igrejas, caso isso não ocorra, Deus retirará o seu Espirito Santo (Ap 2.3).
c) No final dos tempos, quando do juízo do trono branco, Jesus Cristo irá estabelecer o seu reinado de glória com seu povo (Ap 19-21).

4. “...uma casa na terra de Sinar” (v.11).
O profeta pergunta: “Para onde levam elas o efa? (v.10)” e o anjo responde: para lhe edificar uma casa em Sinar...(v.11), aqui porém temos uma referencia a um lugar, este de onde Israel havia saído, era este o lugar berço da cultura e conhecimento, e o povo havia adquirido ou mesclado estas culturas, levando para a sua terra, e entre elas a facilidade de adorar a outros deuses, ou seja, foi fácil assimilar o politeísmo. Então Sinar aqui era parte da Babilônia, uma região onde em épocas retrógradas fora erigido a torre de Babel, o simbolo de oposição a Deus. A retirada do efa ensina que a iniquidade e pecados que Israel havia cometido, deveria de fato permanecer lá em Babilônia e nunca ser trazido a terra santa de Israel, o lugar da habitação do verdadeiro Deus (2.10-13; 8.3) e texto final diz: “ estando ela acabada, ele será posto ali na sua base” que é o seu real lugar.
CONCLUSÃO.
É importante esta passagem bíblica, trazendo uma lição para nós, que não são poucos que mesmo tendo abandonado seus pecados, e entre eles algum tipo de idolatria, em suas igrejas se entregam ou se associam ao mesmo modus vivendi, apenas substitui tal forma de idolatria, despertando assim a ira de Deus, as pessoas são mais fáceis e propensas a viver assim, não conhecendo de fato o Deus Verdadeiro. Babilônia é simbolo do pecado, do mundanismo e da idolatria, Sinar é o poder insolente contra Deus que muitos procuram seguir, e infelizmente tem encontrado espaço no coração de alguns crentes, que procuram viver o mundo como se fosse dele. Jesus ensinou que não era deste mundo e nem seu Reino era aqui, mas ensinou que a nossa cidade viria do céu ( Jo 18.36; Fl 3.20). Portanto, cabe a nós procurar servir a Deus com integridade e fidelidade, sabendo que temos que lutar contra os poderes do inimigo ( Ef 6.11,12), se quisermos receber a coroa da vida eterna ( Ap 2.10c).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

QUAL A IMPORTÂNCIA DA ARQUEOLOGIA PARA A COMPROVAÇÃO DOS FATOS BIBLICOS?

INTRODUÇÃO:

Conforme subentendido, a palavra ARQUEOLOGIA vem de duas palavras gregas: ARKHAIOS que significa “antigo” e LOGOS que quer dizer “discursos”, assim, portanto definida como Ciência que estuda, analisa antiguidades. Ela tem como objetivos estudar histórias de civilizações, povos antigos, bem como suas culturas, tradições, religiões, artes, enfim tudo que os objetos antigos através de suas avaliações revelem a veracidade dos fatos históricos.

A ARQUEOLOGIA E SEUS MÉTODOS.

Toda a história que obtemos através do conhecimento secular, pela a leitura dos livros, todavia em sua totalidade, são comprovadas pela a Arqueologia, sabendo que estes fatos não apenas se baseiam na tradição oral, mas nas descobertas arqueológicas, que nos proporcionam com maior exatidão, que os fatos históricos são verídicos, e que nos dão uma visão plena e abrangente da antiguidade, fazendo-nos compreender melhor o nosso presente e o futuro.
Como surgiu a Arqueologia? Há alguns tempos atrás, nos séculos anteriores, segundo a história, se buscavam objetos antigos de antigas civilizações, no intuito de encher museus europeus. Mas a maneira como se utilizavam, acabaram destruindo muitos vestígios, que poderiam com mais detalhes trazerem valiosas informações em relação aos achados, e assim descrever melhor os fatos históricos a respeito dos mesmos. Daí então, começou a criarem técnicas nas quais se passou a ter mais cuidados, a ter uma preocupação pela a preservação dos vestígios nos sítios arqueológicos. Assim desenvolveram um sistema metodológico de escavação, chamado: ESTRATIGRAFIA.

A ARQUEOLOGIA E OS FATOS BIBLICOS.

Outras valiosas descobertas nos trouxeram valiosos tesouros de conhecimentos, no tocante à comprovação dos fatos bíblicos. As escrituras sagradas relatam histórias em seus textos de tradições, costumes, religiões, cultura de povos, principalmente de uma nação como: Israel. A Arqueologia além de mostrar e comprovar cientificamente que existiram povos, nações, cidades e civilizações, afirma veridicamente que as santas escrituras é a infalível palavra de Deus, e não produto da mente humana, isto serve de provas suficiente para comprovar que seus fatos são verdadeiros, contribui e muito para o Cristianismo.
A Arqueologia bíblica é de suma importância, ela estuda os fatos bíblicos através dos achados antigos, desde historias do A.Tcomo do N.T e o caminho percorridos pelos os cristãos antigos até os nossos dias atuais. Os cristãos crêem veemente na Bíblia através da fé, como também aceitam os fatos bíblicos como verídicos, isto é uma crença cativa a palavra de Deus. A preocupação de identificar os fatos bíblicos com a realidade atual já se apresenta em seu próprio conteúdo, (rf. Jos. 8.28,29; 15.8-10), ela mesma apresenta a necessidade de clarificar topônimos obscuros. Por exemplo, há varias menções sobre cidades, povoação que existiram com nomes, que hoje já se conhece por nomes diferentes, outros que existiram nos tempos bíblicos que não mais existem, há ainda povos que foram influenciados na língua, costumes, que foram dominados por outras nações, etc. Os lugares bíblicos-historicos passaram a ser visitados, graças as descobertas arqueológicas, trazendo uma forma de exploração turística, onde muitos peregrinos judeus e não-judeus visitam a Terra Santa, desde o século II d.C, como ainda nos atuais dias.

AS RECENTES PROVAS ARQUEOLOGICAS.

Recentemente, a comprovação de alguns fatos bíblicos, trouxe para mim convicções irrefutáveis, nas quais posso descrever alguns, como por exemplo: a peregrinação do povo de Israel, quando os mesmo saíram do Egito, e cruzavam o deserto em rumo a Terra Prometida, nos diz a Bíblia que Deus ordenara a Moises a sair da rota que ele tinha premeditado traçar para a terra dos cananeus, e descesse em rumo o golfo de acaba, um os braços do Mar Vermelho, fatos que uma simples leitura das paginas sagradas talvez não convença o mais vil incrédulo, e também não desperte em nós uma especial atenção. Mas segundo Ronald Eldon Wyatt, anestesista e arqueólogo amador, nos prova sobre o acontecimento específico do povo de Israel no Exodo, as maravilhas na passagem do Mar Vermelho que aquele povo, (considerado incrédulo) talvez não tenha convencido do tão grande livramento que experimentara, mas que a ciência das antiguidades comprova minuciosamente todos os detalhes. Deus em sua onisciência sabia o local certo que o povo teria de atravessar, local que os arqueólogos se maravilham acerca do acontecimento bíblico, a atravessia do mar vermelho antes do que tudo foi comprovada mediante aos achados no fundo do mar de partes de ossos do corpo humano (como sendo dos egípcios que pereceram no mar), rodas de carros de guerras dos egípcios, como feitos de metais, que é possível ainda hoje serem encontrados lá, provam a destruição dos egípcios diante dos olhos de Israel (Êxodo 14.15-31), o local onde atravessaram o mar também é impressionante, afirmam os arqueólogos, que onde Israel passou pode-se dizer que é uma ponte de terra submersa que Deus preparara para seu povo, segundo as descobertas este local é de aproximadamente 110 m de fundura e 900 m de largura com um comprimento de 18 km (Até este ponto calcula-se que o povo hebreu teria caminhado mais de 300 km durante 6 dias praticamente sem parar (Êxodo 13.6-8), segundo ao mapeamento topográfico do local, é profundo ao sul cerca de 1.700 m e ao norte 900 m da praia, por onde passaram numa estimativa de 3 milhões de pessoas (Êxodo 12.38).
Para comprovar que realmente este é local da atravessia, a arqueologia nos apresenta o local onde Moises recebera a Lei, no chamado Monte Sinai, que segundo alguns acreditam ser no território egípcio, mas até o Apostolo Paulo nos indica a sua real localização, que é na Arábia (Gal. 4.25), ao pé deste monte foram encontrados alguns vestígios que comprovam a sua veracidade, desenhos de bezerros egípcios gravados em rochas, que acredita ser o local onde Israel adorou o bezerro de ouro (ex. 32.5,7,8 e 19), as dozes colunas (Ex. 24.4), Altar de terra ao pé do monte (Êxodo 20.24 e 24.4), a marcação do lugar com barreira de poços feita por Moisés, era para delimitar a área sagrada, evitando que algum israelita morresse se caso achegasse bem próximo ao monte (Êxodo 19.23).
Muitos hoje, buscam na arqueologia varias maneiras para desmentir os fatos bíblicos-historicos, muitos acreditam, por exemplo, que Davi e Salomão não passaram de meros chefes tribais, que Jesus era um simples judeu, que não passou de um despercebido revolucionário da sua época. Por tanto tentam apresentar a Bíblia com um simples livro contendo fatos mitológicos e cheio de lendas, é uma afirmação sem sucesso, “A palavra de Deus é viva e eficaz, a espada de dois gumes, que subsiste para sempre” (rf. Hb. 4.12). A defesa racional destas “heresias”, é que nenhum homem jamais conseguiu bani-la da face da terra, nem pela guerra, nem pela a violência, represálias, nem tão pouco da mente humana, e jamais poderá a inspiração de Deus revelada ao homem, nem mesmo a ciência, seja biológica, arqueológica, humanista e antropológica poderá contradizer-la, ela é a Divina e Inspirada palavra de Deus.

CONCLUSÃO

Os achados arqueológicos, que nas mãos de inescrupulosos cientistas queiram negar os fatos bíblicos, tentando tornar obsoletas as suas comprovações, se tornam em vãos ao agir de Deus no meio da humanidade, por mais que achem escritos antigos que distorce a linha divina de pensamento das escrituras sagradas, pela a mesma é rejeitada mediante a utilização de textos, que jamais foram citados pelos os escritores do N.T.
Mediante esta disciplina, aprendi muito e compreendi a finalidade desta ciência que abre um leque muito grande, entre o obscuro, o desconhecido ao revelado, como Deus utiliza até a ciência para comprovar que Ele existe, domina, e faz com bem lhe apraz, por tanto a ciência comprova, quem era a humanidade no passado, apresentando mediante as sacras escrituras quem ela é no presente e com será no futuro.




BIBLIOGRAFIA


*Na internet: http://arqbib.atspace.com/exodo.html, pesquisado em 21 de Setembro de 2009. que foi utilizada como fonte para a elaboração da disciplina de Arqueologia Bíblica do curso de Bacharel em Teologia, no ISEBES (Instituto Superior de Educação Beth-shalom)

BEP – Bíblia de Estudo Pentecostal, versão ARC, 1997.


domingo, 18 de novembro de 2012

A SITUAÇÃO DO NOSSO CRISTIANISMO.

CRISTIANISMO? É O MESMO DOS PRIMEIROS SÉCULOS OU OUTRO DISTINTO?


Texto Base: Apocalipse 3.14-17
E ao anjo da igreja que está em Laodiceia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;”

INTRODUÇÃO

Estamos vivendo dias difíceis na terra, dias de um cristianismo estranho, distinto daquele que é descrito nas páginas do Novo Testamento. Estamos vivendo, como expressa em Apocalipse, um cristianismo morno, que se sente enriquecido e sente como se não precisasse de transformação. Dias de um cristianismo cheio de mascara, falido, quebrado, cheio de luxúria, ganância, cheio de adultérios, prostituições, avareza tal que vai além do que podemos imaginar. É hora de tirar as escamas de nossos olhos e enxergar a realidade. Pessoas que tomam para si reivindicações e revestem-se de autoridades impregnadas e alienadas á palavra de Deus, para se opor e sobrepor aos demais, como se fosse o “único oásis do deserto”. Certo dia ouvir alguém falar na TV, que as pluralidades denominacionais sãos como os compartimentos da Arca de Noé, tentando justificar um cristianismo rico e cheio de diversidades teológicas, que mesmo tendo diferenças denominacionais se mantém na mesma direção, mas isso não é verdadeiro, pois parece mais um corpo esquartejado e sem valor, não se parece ser o corpo de Cristo, mas um corpo defeituoso, aleijado e sem vida...

  1. O QUE É E O QUE NÃO É A IGREJA?
Quando falamos sobre Igreja, pensamos logo em primeiro lugar, o local em que estamos congregando, a nossa denominação. Pensamos em um templo rodeado com quatro paredes, feito de tijolo e concreto e um letreiro bem bonito lá em cima “Igreja Evangélica...”, bem pintado e arejado e lindo por dentro, com decorações e desenhos, frases e versículos bíblicos, painéis, flanelógrafos e etc..., pensamos ser alí o lugar que Deus sempre está, imaginamos que a nossa denominação é diferente, é a que segue os preceitos bíblicos, a mais verdadeira e primitiva, a primeira que vai na frente das outras, se limitamos meramente aos preceitos humanos, cheios de falácia, pobre, ao ponto de nós estarmos doentes e contaminados por uma virose do orgulho, a nossa denominação. O que é a igreja? A primeira menção neotestamentária que encontramos, é quando Jesus interroga seus discipulos sobre “quem seria ser Ele?” e Pedro “Petros” responde “ser Ele (Jesus) o Filho do Deus Vivo” e o Mestre ao comentar a resposta de Pedro, profere com autoridade para si, “a minha Ekklesia (Igreja)”. Esta Ekklesia é formada por pessoas que uma vez sendo compradas no sangue de Cristo, permanecem fieis a palavra de Deus, são os salvos, justificados em Cristo Jesus.

1.1 – Igreja não é a instituição denominacional.
A igreja não poderia ser apenas uma denominação institucional, pois ela se apoia em conceitos antro-teológicos, que busca nas escrituras a base doutrinária e arbitrária humana para definir um grupo de pessoas; somos ovelhas de Cristo, pertencemos a igreja do Deus Vivo, á “Universal assembleia, a igreja dos primogênitos inscritos no céu” onde somente os que estão firmados em Cristo pertencem, não somos ovelhas do sistema denominacional, partidário e distinto. As denominações mais parecem divisões dentro do cristianismo, seita de seitas, onde cada uma decide como viver e interpretar a bíblia, criando suas próprias doutrinas, são instituições que vivem em divisão:
Isto aconteceu na igreja em Corinto:
“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo? (1 Co. 1.10-15).
O mesmo acontece em nossos dias, quando alguém é indagado “A que igreja pertences?” e então vem as mais variadas respostas: “Sou da Assembleia, Congregação, Batista, Adventista, Presbiteriana, Unida, Luterana, Calvinista, Wesleyana, Metodista e etc. Um verdadeiro partidarismo denominacional, isso esquarteja o cristianismo, pois as diferenças denominacionais causam indiferenças entre os crentes, causam divisão e lutas internas, disseções são vistas, surgem o orgulho a bandeira denominacional, enfim torna obsoleto aquilo que é chamado de corpo de Cristo.

“Para alguns líderes cristãos hodiernos igrejas são apenas meras empresas, balcões de faturamento, locais de captação de dinheiro. Apenas isso. Mas a visão bíblica teológica é outra.” (Noções da História da Igreja, pg 9 – José Roberto de Oliveira)

Um cristianismo morno, fraturado, um corpo esquartejado e sem vida, que cheira mal no mundo. Um corpo degolado, pois está sem a cabeça que é Jesus Cristo. Por isso a minha resposta a esta pergunta é: faço parte da igreja do Deus Vivo (1 Tim. 3.15), a igreja dos primogênitos que estão inscritos no céu...(Heb. 12.23)” e logo vem a segunda pergunta: “É mais uma nova igreja?”

A igreja é composta de todos os crentes em todo o mundo, de todos que viveram dos dias mais remotos, em todos os séculos e em todos os tempos até os dias atuais; essa é a igreja que vai ser arrebatada!”
(José Roberto Alves)

    1. Igreja é um organismo vivo e único que pertence a Cristo.

Jesus ao reivindicar “minha igreja” estava na verdade falando sobre aqueles que seria resgatados do mundo, do pecado e das garras de satanás. Pois o significado de IGREJA vem do grego “Ekklesia” que quer dizer “chamados para fora”, demonstrando assim o chamado daqueles que estavam perdido, sem salvação, chamados para sair da escravidão do pecado para entrar no Reino de Deus. O significado amplo da palavra é “a convocação de um povo para uma reunião”, é o conjunto do povo de Deus em Cristo, que se reúne como cidadãos do Reino de Deus (Ef. 2.19). A igreja tem o proposito uno de está ao lado de Cristo, num só corpo, um só espirito, uma só fé, essa era a marca da igreja primitiva, todos se reuniam com unanimidade para adorar a Deus. Encontramos em Atos dos Apóstolos uma igreja que buscava a promessa da unção, o Espirito Santo – que é a vida da Igreja. Sem vida é impossível um corpo viver, e um corpo morto é impossível manter-se em um estado sem putrefação. E assim, tal corpo sem a presença de Deus, não poderá ser o “sal da terra” e nem a “luz do mundo” , é um corpo em densas trevas.

2. UM CRISTIANISMO DISTINTO.

Ao decorrermos as paginas neotestamentária, percebemos quão diferente era o povo de Deus, que tinha como objetivo uno, buscar a presença de Cristo; as reivindicações que a igreja almejava estavam pautadas nas palavras de Cristo. Foi Jesus que ordenou que igreja esperasse em Jerusalém o poder do alto, isto é, a capacitação do Espirito Santo, a qual chamamos de batismo. A igreja obedientemente permaneceu em oração (Atos 1.14) e como cressem no cumprimento da palavra de Jesus (Lc. 24.49) receberam o revestimento de poder, como indicio disso as “línguas como repartidas de fogo” (Atos 2. 1-3). A partir daí, a igreja foi cumprindo a sua missão de levar as boas novas de salvação aos povos e nações; onde destacam-se os apóstolos que uma vez tendo vivido ao lado de Cristo, testemunharam da realidade de suas palavras, de como Ele realmente era o Messias que fora profetizado pelos os profetas veterotestamentário. Pois bem, a igreja foi crescendo através do testemunho que os verdadeiros servos de Deus iam semeando, como o próprio Jesus havia ordenado quando da sua ascensão (Atos 1.8), o novo povo que agora surgira, foi crescendo e se tornou uma comunidade distinta da que comumente todo o judeu vivia, uma comunidade não apenas exclusiva ou partidária, mas que acolhia todos os homens, reconhecendo cada um como filho de Deus. No inicio houve um certo entendimento por parte dos apóstolos, que o evangelho deveria abranger somente as comunidades judaicas, não haviam recebido de Deus, uma revelação tal que abrissem seus olhos, para entenderem o plano de Deus. É através da conversão do mais zeloso fariseu Saulo de Tarses, que fora o maior empreendedor na perseguição da igreja cristã, que na sua conversão recebera de Jesus a ordem de levar o evangelho aos judeus e por achar que os tais eram obstinados de coração, então decide pregar aos gentios. A igreja agora começa a levar o evangelho a outros povos não judeus, esses que eram chamados de gentios, ou seja, toda a massa humana que não era necessariamente descendente de Abraão diretamente, mas que descendiam de Adão e tal participantes das mesmas promessas dada a Abraão, “...em ti serão benditos os povos de toda a terra.” (Gn. 12.3). Nesta empreitada que o apóstolo Paulo (“como depois fora chamado e reconhecido diante dos irmãos”) enfrentara, obteve sucesso, via então que a graça da salvação se estendia a todos os povos, mas isso veio mais adiante, trazer um alvoroço a igreja em Jerusalém, vindo assim a ser realizado o primeiro concilio para a discussão sobre a “salvação entre os gentios”, de onde também Pedro vivera uma experiencia extraordinária, teve de Deus a revelação sobre a conversão dos gentios.
A que ponto quero externar este assunto? Bem, é obvio que naquele momento, a igreja se preocupara não somente na conversão dos gentios, mas na questão da obediência a Lei moisaica, pois assim pensaram aqueles irmãos judeus, que os tais deveriam receber todo o ensino de Moisés e obedecê-lo, então foi decidido pelos os maiorais da igreja, que os tais não poderiam entrar neste quesito, mas que tão somente se abstessem do Modus Vivendi no qual estavam inseridos e recebessem a salvação em Cristo, bem como o batismo no Espirito Santo.
2.1 – CRISTIANISMO JUDAICO OU PAGÃO?
É bem verdade, que como cristão queremos realmente sermos a “...feitura...” de Cristo(Efésios 2 : 10); Termos as mesmas características do Mestre e vivermos até mesmos como os irmãos da igreja primitiva. Também é verdade, que precisávamos de liberdade e livre expressão a respeito de uma genuína fé, não aquela manipulada pela a religião, mas aquela que faça nascer em nossos corações a obediência ao chamado divino, de vivermos sempre em prol e em torno do grande e maravilhoso amor de Deus. Graças a Deus que nos libertou, e nos deu a chave dos portais celestiais, pois somos igrejas, e tal temos o poder de escolher: “os que podem entrar e sair do Reino de Deus.” Mas mesmo assim, estamos ainda num cristianismo cheio de mistura, ora pagã e ora judaica. É nestas misturas, que percebemos o quanto temos distanciado do padrão de igreja primitiva. Eis algumas dessemelhança temos com os nossos irmãos antepassados.
a) A questão de obedecer aos requisitos da Lei.
Neste ponto, o nosso cristianismo se apropriou de muitos elementos judaicos transformando em prática de fé cristã. Dentre eles estão os sabatinos – que comumente insistem na guarda do sábado. Outros que aproveitam os elementos dos rituais judaicos para tornar em elementos de adoração nos cultos cristãos. Existe também a questão das práticas de contribuições, tais como os dízimos, que embora muitas denominações utilizam, não vejo nenhum mandamento expresso no N.T. A questão é que não estamos debaixo da Antiga Aliança, mas vivemos do Novo Concerto que foi estabelecido em Cristo Jesus, o qual é a regra e conduta para a sua igreja.
Estamos vivendo, tempos em que muitos fazem questão de se tornarem indiferentes entre os demais cristãos, parece ser a síndrome da igreja de corinto, quando alí passou-se a surgir o “partidarismo corintiano” (I Co. 1.12,13). Somos de Cristo, mas não parece, muitos crentes adoram as suas denominações, como se fosse a única porta da salvação, a única arca de Noé. Neste aspecto entra o paganismo, quando se fala em idolatria ou iconografia.
Outros aproveitam a caótica situação espiritual da humanidade, para arrancarem de seus membros, milhões e milhões em dinheiro, isso aí chamo de Fé Mercadológica, pois esses vilões não se compadecem das almas que precisam de salvação, até parece que está voltando o tempo das “Santas Indulgências” que a igreja romana pregava em troca de dinheiro, e foi preciso que Lutero a combatesse, dizendo que o Papa deveria “...conceder salvação as pobres almas 'se assim poderia fazer' não por venda de indulgencias, mas por amor...”, hoje a fé assim como todo portfólio que muitas denominações oferecem, saindo como ultimo nessa lista – a salvação, pois bem, parece um pacote de vida cristã vendida por uns bocados de dinheiro, ou melhor 10% ou 30% de dízimos, denota o verdadeiro mercantilismo da fé cristã. Ainda vem a contribuição em carnê comumente vista na TV para ajudar o líder a pagar as dívidas que geralmente ele é que faz. O que dizer de algumas igrejas utilizarem “Maquinetas de Cartão de Crédito” para pagar os dízimos, e assim vai... Meu Deus!!! Que tipo de cristianismo é esse? Judaico, pagão ou mercadológico? Ao estudarmos as páginas do A.T, verificamos que o propósito das contribuições tinha outros fins ...veja:
"Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão." (Números 18 : 24)
"Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então os darás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem;" (Deuteronômio 26 : 12)
As contribuições veterotestamentária eram realizadas como forma de suster os que trabalhavam no templo (tabernáculo), como também servia para suprir os pobres necessitados, era um beneficio previdenciário daqueles dias. Deus se importava e ainda se importa com os menos favorecidos.
Já as contribuições que averiguamos no Novo testamento eram de fatos para o sustento do povo de Deus, (naqueles dias não existia um sistema previdenciário para os que se convertiam a fé cristã, havendo uma deficiencia no meio da sociedade judaica). A igreja em comunhão se compungia em ajudar os pobres necessitados, doentes, orfãos e as viúvas, que Tiago afirma ser essa a prática da verdadeira religião
("A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." (Tiago 1 : 27). a igreja assim assumiu esta responsabilidade social, como dízimo era a responsabilidade social de Israel para suprir os levitas e os necessitados de israel, as contribuições era e ainda é a responsabilidade da igreja.
Mas o que vemos, é que as contribuições ainda estão sendo para outros fins, as vezes só serve mais para favorecer os mais previlegiados e os bem favorecidos, que no fundo do coração não tem uma gota de piedade dos menores e despresíveis, e dos irmãos pobres e desfavorecidos. Falta muito ou passa muito longe do conceito de cristianismo, que considero hoje, um cristianismo fraudulento, fracassado, que se encaixa com o versículo citado como texto base: “... que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca...”(Ap. 3.15,16).
b) A intenção é compreender as coisas de Deus.
O nosso “Cristianismo – foi erguido no séc. XVI pelo o Monge Martinho Lutero chamado de protestante, e que ao longo dos tempos veio sofrendo muitas variações teológicas. Podemos destacar: O calvinismo pregando a predestinação, o arminianismo ensinando o livre arbítrio, daí surgindo as mais variadas controvérsias teológicas que ao invés de esclarecer os ensinos bíblicos, trouxeram as mais variadas formas de interpretações embaraçosas e problemáticas, daí surge as chamadas denominações: Os fundamentalistas, o movimento da extrema santidade, os pentecostais, os neo pentecostais, daí surgindo a mais propagada teologia da prosperidade, trazendo outras tais como: o triunfalismo, igrejas carismáticas, etc...
Em meio a todas as controvérsias atuais, os poucos servos que ainda buscam uma integridade diante de Deus, vão remando mesmo em meio as conturbantes águas divisoras do pensamento cristão. É verdade que é bom que surja as variadas heresias e partidarismo, para que os verdadeiros servos de Deus se manifestem e procurem verdadeiramente testemunhar da verídica palavra de Deus. A minha expressa opinião em vista dos acontecimentos é como em mim surgisse uma necessidade emergente de abrir os olhos de muitos, pois devemos lutar e combater todas as mazelas vergonhosas que tentam deturpar a imagem do verdadeiro cristianismo. Não sou contra o que a Biblia ensina, quando se trata do conhecimento teológico que desvenda com minuciosidade os detalhes doutrinário das santas escrituras, critico sim, o meio e a facilidade que muitos buscam para se lucrarem e até mesmo mercadejarem daquilo que Deus nos concedeu de graça e pela a graça, a salvação que Cristo nos concede. Estes dias, estive a meditar e tentar entender “que tipo de cristianismo” eu estou vivendo, ou que muitos dizem está vivendo?, pois a realidade do verdadeiro discipulo ainda não se cabe a muitos.
Me deparo com as palavras de Jesus: “Aquele que quiser ser meu discipulo, deverá primeiro renunciar a si mesmo, depois carregar a cruz e me seguir...” será que estas palavras de Jesus Cristo, realmente surtiu o efeito na vida de muitos? Alguns sim! Outros não! Há cristãos que estão vivendo as aparências, apegando-se aos bens deste mundo. Onde não deveria está o coração, muitos o colocam, apesar de viverem o materialismo, pensam ainda estarem andando na presença de Deus.
Desde já, amados de Deus, é preciso refletir sobre o que tipo de cristão estou sendo! Que cristianismo estou vivenciando! E que Cristo eu estou seguindo! “Não se deixe ser enganado pelo os falsos profetas, cuidado!” “eles vão até vocês vestidos de ovelhas, mais apenas disfarçados, pois são lobos devoradores”. (Mt 7.15; 24.4).

CONCLUSÃO:
Apesar de nestas poucas linhas manisfestar a minha indignação contra as divisões sectárias que o cristianismo vem sofrendo, apesar de já está estabelecido todos os seguimentos dentro ou fora do padrão bíblico, é difícil convencer a muitos a procurar vivenciar os ensinos de Jesus de maneira coerente. Não seguindo a ventos controversos de alguns lideres e teólogos que se manifestam a favor de si mesmos. É bem verdade, que muitos já tentaram erguer a bandeira de mais uma reforma dentro do cristianismo, mas são na maioria das vezes grupinhos que tentar radicalizar e tornar ainda mais o cristianismo obsoleto, mais uma fraturada reforma, que tenta agora apenas quebrar mais ainda os conceitos bíblicos, do que reformar o que existe.
É bom que todas as coisas tenha ocorrido, fazendo a história acontecer e ser escrita conforme o delinear da trajetória humana! É bom que tudo isso aconteça, pois vai indicando o sentido de seguir o verdadeiro caminho, apontando sempre para o estágio final de todas as coisas e sistemas. “Este estágio final, vai sendo revelado, de acordo com o entendimento em vista aos acontecimentos que surgem no seio do cristianismo. As divisões dentro das variadas denominações, o surgimento das variadas seitas e heresias, vai apontando e revelando que 'o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Cordeiro – Jesus Cristo que está a destra do Pai, Ele está voltando!” - Amém, ora vem Senhor Jesus. (Apoc. 22.20).