terça-feira, 31 de outubro de 2017

OS PERIGOS DO HALLOWEEN!

O HALLOWEEN E OS SEUS SIGNIFICADOS!

Por: José Roberto

Texto Básico:
"Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; ... Porque estas nações que hás de possuir ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa" (Deuteronômio 18.10,11,14) .

INTRODUÇÃO:

Halloween, o que é?
É uma das principais comemorações americanas, também conhecida como o “dia das bruxas” e importada para o Brasil há alguns anos. A festa cresce a cada ano, organizada especialmente por cursos de idiomas e classes de inglês nas escolas. A animação é tanta que o dia 31 de Outubro é feriado nos Estados Unidos e o comercio registra alto volume de vendas, superado apenas pelo o Natal. De acordo com estatísticas, no dia 31 os mais empolgados com as compras gastam um total de 2,5 milhões de dólares em fantasias, presentes e acessórios.

1. Qual a origem do Halloween?

O calendário da bruxaria resume-se no relacionamento da “Grande Deusa” (representada pela Lua e que nunca morre) com seu filho, o “Deus Chifrudo” (representado pelo Sol e que a cada ano nasce no dia 22 de dezembro e morre no dia 31 de outubro).
[1] Na roda do ano wicca (bruxaria moderna), o dia 31 de outubro é o grande sabá (festa) de Samhain (pronuncia-se “sou-en”). Nessa época tudo já floresceu e está perecendo ou adormecendo (no Hemisfério Norte): “O sol se debilita e o deus está à morte.  Oportunamente, chega o ano novo da wicca, corporificando a fé de que toda morte traz o renascimento através da deusa.
Etimologia
[1] O termo "Wicca" foi primeiramente aceito nas décadas de 1960 e 70 como parte da religião Wicca da época. Antes disso, o termo "Witchcraft" era utilizado de forma mais histórica e ampla. Apesar de baseada na palavra wiccian do inglês antigo, que se referia apenas e exclusivamente aos feiticeiros (sendo wicce utilizada para se referir às feiticeiras do sexo feminino), o indivíduo real que cunhou o termo "Wicca" é desconhecido, embora especula-se que tenha sido Charles Cardell, muito certamente na década de 1950.Gardner usava a palavra wiccian com o sentido de "jogar com a sorte". Nos dias de hoje, trata-se o praticante da religião através da sua linhagem tradicional. Assim, ao invés de dizer que alguém é Bruxo ou Wiccano ou Wiccaniano ou Wiccan, trata-se o praticante da religião como Gardneriano, Xandrino, Georgino, etc. para que estas situações se resolvam por vez.
[2] O que é Samhain?  É uma palavra de origem celta para designar “O Senhor da Morte”.  Os celtas dedicavam esse último dia de outubro para celebrar a “Festa dos Mortos”.  Alto lá!  Então, os professores de inglês, ao desejarem um “Happy Halloween!”, estão, na verdade, desejando um “feliz” Samhain?  Ou seja, uma “feliz” festa dos mortos?  Um “feliz” ano novo da bruxaria?  Um “feliz” dia da morte do “Deus Chifrudo”?  Se todo esse pacote é oriundo da religião celta e foi incorporado às doutrinas da bruxaria moderna, então precisamos conhecer mais sobre os celtas.

2. Os celtas e o culto aos mortos

2.1 – Quem eram os celtas?
Celtas é a designação dada a um conjunto de povos (um etnónimo), organizados em múltiplas tribos e pertencentes à família linguística indo-europeia que se espalhou pela maior parte do oeste da Europa a partir do segundo milénio a.C.. A primeira referência literária aos celtas (Κελτοί) foi feita pelo historiador grego Hecateu de Mileto no século VI a.C..
Na Antiguidade os celtas foram conhecidos por três designações diferentes, pelos autores greco-romanos: celtas (em latim Celtae, em grego Κελτοί, transl. Keltoí); gálatas (em latim galatae, em grego Γαλάται, transl. Galátai); e galos ou gauleses (latim gallai, galli; grego Γάλλοί, transl. Galloí).
O que hoje chamamos de Halloween era o festival celta de Samhain, o “Deus dos Mortos”.  É possível rastrear as origens das tribos celtas até a cultura de Túmulos da Idade do Bronze, que atingiu o seu apogeu por volta de 1200 a.C.  Contudo, os celtas não figuram como povo distinto e identificável até a época do período de Hallstatt (dos séculos VII a VI a.C.).[3] Durante o período de Hallstatt, os celtas espalharam-se pela Grã-Bretanha, Espanha e França.  O ano novo deles começava no dia 1º de novembro. O festival iniciado na noite anterior homenageava Samhain, “O Senhor da Morte”.  Essa celebração marcava o início da estação de frio (no Hemisfério Norte), com menos períodos de sol e mais períodos de escuridão.  Os celtas acreditavam que durante as festividades de Samhain, os espíritos dos seus ancestrais sairiam dos campos gelados e dos túmulos para visitar suas casas e cabanas aquecidas.
O formato do fígado do morto, em especial, era estudado para se fazer prognósticos acerca do novo ano que se iniciava.  Essa prática ocultista aparece no Antigo Testamento sendo realizada pelo rei da Babilônia: “Porque o rei da Babilônia pára na encruzilhada, na entrada dos dois caminhos, para consultar os oráculos: sacode as flechas, interroga os ídolos do lar, examina o fígado” (Ezequiel 21.21).  Oh!  Então, quando os professores de inglês desejam “Happy Halloween!” à classe, estão indiretamente desejando que seus educandos façam negociatas com espíritos do mundo sobrenatural que supostamente controlam os processos da natureza.  E mais: que seus pupilos apaziguem e acalmem os espíritos maus, pedindo proteção aos espíritos bons durante aquele novo ano.

3. Os principais símbolos do Halloween.

a) “The Jack O’Lantern”.
(A Lanterna de Jack) Esse é o nome daquela abóbora (jerimum, no Norte e Nordeste) esculpida com uma face demoníaca e iluminada por dentro.  Conta-se uma história de que Jack era um irlandês todo errado, que gostava de aprontar com todo mundo e chegou a enganar até o próprio Satanás.  Quando Jack morreu, não foi permitida sua entrada no céu, nem no inferno.  Satanás jogou para ele uma vela para iluminar seu caminho pela terra.  Jack acendeu a vela e a colocou dentro de um nabo, fazendo uma lanterna para si.  Quando os irlandeses chegaram aos Estados Unidos, encontram uma carência de nabos e uma abundância de abóboras.  Para manter a tradição durante o Halloween, passaram a utilizar abóboras no lugar de nabos.
b) “Apple-ducking [bobbing for apples]” (maçãs boiando) Esse é o nome de um ritual que foi incorporado às celebrações de Halloween depois que os celtas foram dominados pelos romanos.  É uma homenagem a Pomona, a deusa dos frutos e das árvores, que era louvada na época da colheita (novembro).  Os antigos geralmente a desenhavam sentada em uma cesta com frutos e flores.  A maçã era uma fruta sagrada para a deusa.  Maçãs ficavam boiando em um barril com água, enquanto as pessoas mergulhavam seu rosto nela tentando segurá-las com os dentes.  Depois faziam adivinhações sobre o futuro, com base no formato da mordida.
c) “Trick or Treat”.
Quando na ocasião da comemoração, as crianças saem na vizinhança, fantasiadas de vários monstros, batendo à portas, e quando são recepcionadas, elas os indagam: – “Trick or Treat?”.  Se responder “trick!”, elas iniciam uma série de travessuras como sujar a grama em frente da casa com papéis e lixo, jogar ovos no terraço, além de sairem gritando ofensas ingênuas.  Respondendo “treat!”, são dados alguns confeitos e elas saíam contentes e felizes em direção à próxima casa.
Os celtas deixavam comidas do lado de fora das casas para agradar os espíritos que passavam.  Quando aquelas criancinhas ingênuas são recebidas nas casas, estão simbolicamente realizando negociatas com principados e potestades do mundo tenebroso, da mesma forma que os celtas faziam na Antiguidade.  Algumas pessoas afirmam que a tradição de “trick or treat” não retrocede aos celtas, sendo mais recente, introduzida pela Igreja Católica européia no século IX.  Na noite anterior ao “Dia de Todos os Santos” (1º de novembro) alguns mendigos iam de porta em porta solicitando “soul cakes” (bolos das almas) em troca de rezas pelas almas dos finados daquela família.  Quanto mais bolos recebiam, mais rezas faziam.
Por que Você não deve participar?
“Os perigos que essa festa traz:”
1. Trata-se de uma festa disfarçada de envolvimento com o ocultismo que o cristão não deve participar.
2. Só por que muitos comemoram o Hallowen, não significa qu evocê deve fazer o mesmo;
3. Há influencias de ocultismo nas fantasias, jogos e decorações do Hallowen.
4. Por que o diabo trasbalha de forma sutil para ganhar espaço em nossa vida;
5. Muitas literaturas infantis a respeito do Hallowen estão cheias de bruxas, fantasmas, assombrações, duendes e gnomos.
6. As mentes curiosas podem começar a achar que bruxas, fantasmas, e outros personagens do Hallowen tem algum tipo de poder e a partir disso, podem começar e explorar e experimentar.
7. para alguns, esse dia pode ser a porta para o ocultismo ou primeiro passo para o mundo das trevas.
8. Deus quer que nos mantenhamos longe de influencias demoníacas, mesmo durante nosso lazer e recreação.
9. Alguns dos instrumentos reconhecidos dos adoradores de satanás nesse dia são as bruxas, feiticeiros, artes mágicas, amuletos, talismãs, vampiros, encantamentos, a prática da necromancia, e o sacrifício de sangue.
10. Algumas pessoas podem até dizer que há muitas coisas boas acontecendo no mundo hoje, mas a Bíblia é clara em dizer que a batalha entre Deus e satanás não diminuiu, só se intensificou mesmo através destas coisas aparentemente “boas” ou “inocentes” aos nossos olhos (I Co 6.12)
5. O que a Bíblia diz a respeito?
1. Seu eu “Sou o sal da terra e a luz do mundo” eu não devo aceitar nem me conformar com o padrão deste mundo (Mt 5.13; Rm 12.2)
2. Em vez de achar que uma coisa é bonitinha, devemos olhá-la por meio do filtro da palavra de Deus. Assim poderemos evitar até mesmo as coisas que tenham uma boa aparência (2 Co 11.14-15)
3. A Bíblia diz que a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade; nos lugares celestiais (Ef 6.12). Por tanto, nosso maior inimigo não é o mundo que vemos, corrompido e cheio de maldade, mas o mundo que não podemos ver.
4. O Hallowen tem se tornado popular por que as pessoas estão cada vez mais interessadas pelas as coisas do ocultismo. A Bíblia diz que “o deus deste século segou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4.4)
5. Feitiçarias, mágicas, necromancias (consulta aos mortos), encantamentos, são abominações ao Senhor e são lançados para longe de Deus; (Ap. 22.15)
Se na celebração de Halloween existem atividades envolvendo práticas genuinamente ocultistas, as Escrituras são claras em afirmar que devem ser evitadas. Tanto o Antigo como o Novo Testamento fazem referência às práticas de bruxaria, encantamentos, espiritismo, contatos com os mortos, adivinhações e assim por diante – e todas essas coisas estão potencialmente ligadas ao Halloween.
"Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus" (Levítico 19.31).
"Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; ... Porque estas nações que hás de possuir ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa" (Deuteronômio 18.10,11,14) .
"[Rei Manassés de Judá] queimou seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocar à ira" (2 Crônicas 33.6).
Em nenhum lugar na Bíblia vemos essas coisas como sendo aceitáveis diante de Deus. À luz desses versículos, ninguém pode argumentar logicamente que a Bíblia apoia tais práticas.
Texto digitados e pesquisado por:

José Roberto Alves da Silva 




sábado, 30 de setembro de 2017

DEUS NÃO ESQUECE OS SEUS!

Texto: Isaías 49.14-17

INTRODUÇÃO:

- Mesmo que o amor materno seja desvanecido, ou seja, que uma mãe esqueça seu filho, visto que na atualidade muitas tenham desamparado seus filhos, onde as mesmas perderam o amor por aqueles que saíram das suas entranhas, todavia, há um amor maior que supera todo amor existente. Quantas insensibilizadas rejeitaram seus filhos, mesmo que estes vieram de abusos sofridos na vida, mas não devem pagar pelos os atos ocorridos dos seus progenitores. Muitas as jogam no lixo, nos monturos, ou matam antes mesmos de nascerem ou ainda após o nascimento. É horrível, mas é a realidade! DEUS NÃO ESQUECE OS SEUS!
- Israel também vivia um drama na sua trajetória, em meios aos embaraços do pecado, em adultério espiritual, nas adorações fajutas e idolatras, foram severamente castigados e por causa disso se achavam como um filho desamparado por seu Pai, que nesse caso é DEUS! Mas mesmo assim, em pecado, DEUS não o havia desprezado. Mas a realidade espiritual da nação era morte, isto é, a sujeira do pecado permeada e encrustada na vida do povo eram tamanhas, ao ponto do Senhor falar por Isaias: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar e nem seu ouvido agravado para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”. (Is 59.1,2). Mas o amor de Deus transcende qualquer amor, pois Ele é o Amor, pois DEUS NÃO ESQUECE OS SEUS.

1. “JÁ ME DESAMPAROU O SENHOR”. (V.14).

- Mesmo Israel sendo rebelde, obstinado, que por muitas vezes foram de corações endurecidos, insípidos, de dura cerviz, desobedientes e que muitas vezes em grandes apuros, corriam para Deus assim tal como filo rebelde que na pior dissolução da vida, corre para o lar de seu pai, assim estava Israel, pensando eles se livrarem facilmente da situação em que muitas vezes caia, pois Deus mesmo amando seu filho, o castigava e fazia senti na pele a disciplina divina. (Lc 15.11-32 Filho pródigo). As vezes sem arrependimentos, e Deus os recebia, mas como Pai zeloso pelo seu filho disciplinava. Devemos aceitar a disciplina de Deus, pois se Ele nos disciplina é por que nos ama e nos aceita como filhos. (Hb 12.5-13).
- Por isso Israel expressava: “Já nos desamparou o Senhor”... Será que Deus mesmo desampara seus filhos?
a) A provação de Deus é um meio de corrigir os erros que cometemos na vida. (Hb 12.5-11; Tg 1.2,3).
b) É um sinal de que Deus nos aceita como filhos. (Hb 12.7,8).
c) É uma maneira de provar seu amor e cuidado por nós. (Hb 12.6).
d) Seu amor é imensurável, além do amor materno. Ele não esquece os seus. (Jr 31.20).
e) Sua compaixão é infinita, por isso a cada dia cuida de nós. (Lm 3.22-24; Is 49.15; Ml 3.17; Mt 7.11).

2. “GRAVADO NA PALMA DA MÃO DE DEUS”. (V.16).

O texto nos apresenta a preocupação de Deus provar o seu amor por Israel. Demonstra o quanto é incansável amor de Deus por seus filhos, provando o quanto nos ama, pois em seu filho Jesus está a maior prova de Amor por nossas vidas, pois Cristo se entregou na cruz por nós, em prol de resgatar as nossas vidas, e a prova estão nos cravos que rasgaram as palmas das suas mãos. Está ali o memorial por toda a eternidade, as cicatrizes ficaram para provar o tamanho grandioso e imensurável do amor de Deus. (Jo 3.14-18). Estas marcas Cristo as apresentou a Tomé, e elas podiam ser apagadas na glorificação quando da ressurreição do corpo de Cristo. (Jo 20.27), e estão sempre diante Dele, dos seus olhos como um memorial e prova de que Ele morreu para nos salvar. Louvado seja Deus! Já os muros ao redor da cidade, estão expressando a fortaleza e esconderijo (Salmo 91.1) e apontam para a proteção de deus e o seu zelo por nossas vidas.
a) Deus deu um sinal, memorial da retirada de Israel do Egito (Ex 13.7), quando no cap. 12 do mesmo livro, encontramos a presença do sangue do cordeiro nos umbrais dos portais da casa dos israelitas. É o sacrifício de Cristo.
b) O selo do verdadeiro amor, de um homem coma sua esposa mutuamente, aponta para o imensurável amor de Cristo por sua igreja. (Ct 8.6).
c) O selo do Anel de Deus,  é a garantia da durabilidade do amor de Deus, que é para sempre. Amor tal que assim como Deus amou Israel, “de tal maneira” ama a cada de seus filhos que o recebem como Pai para toda eternidade. (Ag 2.23; Is 42.1; 43.10).

3. SAÍDA DAQUELES QUE ASSOLAM O POVO. (v.17).

Deus faz promessas, de livramento e descanso para seu povo, ao passo que Ele mesmo afirma que afastará os seus opositores e destruidores, que estavam no meio deles, tentando contaminar toda a nação. Assim Deus sempre não se esquece dos seus, antes está providenciado o melhor para nós.
a) Israel sempre esteve cercado de inimigos. Mas Deus estava sempre ao redor deles. (Salmo 125.2).
b) Eram essas nações que serviam a Deus, quando Ele as utilizava para afligir e provar o povo de Israel. (Is 43.1,6). Assim Deus não mudou, ele nos prova para aumentar a nossa fé e intimidade com Ele, porém devemos ser obedientes a Deus assim como Cristo (kenósis – esvaziamento de Cristo) esteve em relação a Deus, esvaziou-se a si mesmo e obedeceu todos os requisitos, para salvar a nossa vida do pecado, satanás e mundo corrompido... (Fp 2.5-11).
c) A igreja (Israel espiritual) está debaixo da potente mão de Deus, ele pode nos corrigir e disciplinar, pois a prova do seu cuidado e amor por nós. (Hb 12.6; Pv 3.11-12; Jó 5.17).

CONCLUSÃO:

Deus nos ama com amor infinito, real e verdadeiro. Mesmo que você acha que todos te abandonaram, desperta!!! DEUS NUNCA ESQUECE OS SEUS! Amigo, creia que você que lê esta mensagem e crê veemente no que estou expondo, faça uma decisão neste momento: ACEITE A CRISTO, CONFESSE-O COMO TEU SALVADOR E SENHOR DA TUA VIDA. Ele fez tudo por você, seu amor é transcendental, pois vai além do que podemos imaginar e fazer. Pois Ele prova seu amor conosco, Cristo morrendo e seu sangue como garantia de salvação e perdão dos nossos pecados. Deus mesmo distante de você, pois os nossos pecados são como paredes entre nós e Deus, só poderá ser desfeita, quando aceitamos Jesus como nosso salvador e entregamos toda nossa existência e vida nas mãos Dele. Amém!
Apontamentos próprios e constante pesquisa aos textos da Biblia Sagrada, versão ARC e ARA. E notas e comentários bíblicos.


José Roberto Alves – Teólogo.
(30/09/2017)


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

EM QUE CONSISTE A NOSSA ESPERANÇA?

Texto: Ef.2.11-13(Rm 8.18-25)

INTRODUÇÃO.

Segundo o Dicionário de Língua Portuguesa LUFT: “Esperança – É um substantivo feminino, que significa: 1. ação de esperar o que se deseja. 2. Expectativa otimista; confiança. Segundo Charles S. Snyder em seu livro “Psycology of Hope (Psicologia da Esperança) – É uma ideia motivadora, que possibilita a pessoa crê em resultados positivos...” Mas em âmbito espiritual podemos ver muito além do que pensa os grandes pensadores deste mundo, ou mesmo os psicólogos que por sua vez tenta explicar pela razão humana aquilo que só o homem espiritual sabe discernir. (I Co 2.14-16). Portanto, existe a esperança natural, que nasce dentro do homem, seja quem for. E existe aquela que vai além do físico, sobrenatural, tendo em vista Abraão que creu até mesmo contra a esperança”...  TIQVAH é a palavra hebraica para ESPERANÇA (Rute 1.12). Vem do verbo hebraico gavah que significa: “Olhar esperançosamente em uma direção particular” ou “esticar uma corda” (Strong 08615) Essa foi a esperança realizada na vida de Raabe ( Josué 18:20,21) e que aparece cerca de 33 vezes somente no Antigo Testamento. Então esperança é algo intrínseco na alma humana. Então, em que consiste a nossa ESPERANÇA? Qual é a sua ESPERANÇA nesta vida?

1. HÁ MUITAS COISAS NA VIDA, PELAS QUAIS ESPERAMOS.

a) O QUE ESPERAMOS?
- ESPERAMOS: Receber aumento no nosso salário, ser recompensado pelo nosso patrão e ser reconhecidos por nossos feitos.
- ESPERAMOS: Passa num concurso, ou vestibular, se dar bem na faculdade e posteriormente arrumar um bom emprego, ganhar satisfatoriamente, isto permeia a mente de quase todos seres humanos.
- ESPERAMOS ter um bom casamento, alguém para esta conosco, e enfim esperamos ter uma linda família e se dar bem em todos os âmbitos da nossa vida, e que todas essas ESPERANÇAS sejam realizadas, isso é bom e maravilhoso, mas porém não sobrepõe a ESPERANÇA real que completa a nossa alma, e qual seria esta ESPERANÇA?

b) AS ESPERANÇAS EM PRAZERES TERRENOS.
- As vezes se constitui de algum bem material: riquezas, posses, fama. (Lc 12. 16-21)
- Se limita aos prazeres  do aqui e agora. (Lc 15. 11-14).
- A esperança não está em seres humanos. (Sl 33.16,17; 147.10,11).
- Os que não têm DEUS, não tem a real esperança. (Ef 2.12; I Tm 4.13).

2. QUAL A ESPERANÇA DO CRENTE NO MUNDO?

a) O CRENTE ESPERA ALGO ALÉM DESTA VIDA.
- Se a esperança do crente se limita a este mundo, Paulo nos diz que “Somos os mais miseráveis de todos os homens”... (I Co 15.19). São as provações que nos levarão a termos mais convicções da nossa esperança. Pois sempre esperamos pelo agir de Deus em prol das nossas vidas. (Rm 5.2-5). Somos salvos por causa da nossa esperança. (Rm 8.24-28). E por isso devemos nos alegrar na esperança. (Rm 12.12).
- Temos a esperança pelo o futuro, vinculada pela fé firme (Rm 15.13; Hb 11.1).
- A esperança do crente é o Senhor. (Sl 146.3,5; Jr 17.7). É uma esperança que não traz confusão (Rm 5.5; Sl 22.4,5; Is 49.23) é a âncora do crente através da vida. (Hb 6.19,20).

b) A BIBLIA TESTIFICA A ESPERANÇA DO CRENTE.
- Ela nos traz a esperança daquilo que está escrito em suas paginas, e com proposito. Rm 15.4.
- Pode encher o crente de esperança no poder do Espirito Santo. Rm 15.13.
- Esta esperança deve ser o resultado daquilo que se faz. I Co 9.10
- A esperança deve ser acompanhada pela fé e o amor. I Co 13.13.

3. A REAL E VERDADEIRA ESPERANÇA DO CRENTE.

a) EM QUE ELA CONSISTE?
- Consiste na consumação da nossa salvação. (I Ts 5.8).
- Consiste em termos uma morada eterna nos céus. (Jo 14.1-3; 2 Co 5.1-5; 2 Pd 3.13).
- Consiste na vinda bendita de Cristo. (Tt 2.13). Onde seremos arrebatados (I Ts 4.13-18) e veremos Ele (Fp 3.20,21; I Jo 3.2,3). Esperamos sermos recompensado ante o Tribunal de Cristo. (I Co 5.10), onde recebermos as coroas, a saber: de justiça (2 TM 4.8); de glória (I Pd 5.4); da vida (Ap 2.10). Enfim, a ESPERANÇA de adentrarmos a mansão celeste e recebermos a VIDA ETERNA. (Tt 1.2; 3.7).

CONCLUSÃO:

- Amigo, não almejas receber a Cristo e galgar os tesouros celestes, receber esta real esperança na tua vida? Embora algo nesta vida nos faça ter alguma esperança, mas nada substitui as promessas e glorias que obteremos quando abraçamos a fé em Cristo e recebemos Dele as grandiosas promessas, dentre elas, a VIDA ETERNA. Nada substitui este sublime bem, pois a nossa esperança não se limita aqui a esta vida terrena e frágil, corrompida e degradante e nem tão pouco pode nos levar a ter uma outra vida melhor. Só Jesus Cristo constitui a nossa real esperança, não apenas intelectualismo e pensamento positivo nos consolarão, e nem tão pouco uma mera satisfação da alma, SÓ JESUS É O NOSSO REAL SENTIDO DE VIVER, A NOSSA ÚNICA E VIA ESPERANÇA, POIS SABEMOS QUE ESTAREMOS COM ELE ETERNAMENTE. Faça a sua decisão junto a Cristo neste momento. Enquanto ainda é possível faze-lo.

BIBLIOGRAFIA:

Apontamentos próprios e consulta á Bíblia de Estudo Pentecostal; Bíblia do Pregador. Esboço e estudo feito e a reeditado em 27/09/2017.

Teólogo: José Roberto Alves

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

AS BODAS DO CORDEIRO

Texto:  Apocalipse  19.  1-9.
INTRODUÇÃO.
As  Bodas  do  Cordeiro,  é  um  dos assuntos que quase não se discute em uma sala de aula, visto que a mesma faz parte de um ramo da teologia: A  Escatologia -  é  a  doutrina  das  ultimas  coisas, e faz parte do ensino  de  linha  teológica  dispensacionalista, onde por meio de uma cronologia  ou  a  sistematização  dos  eventos, define o  que  ocorrerá  no  tempo  do  fim,  precisamente  entre  a sexta  e  a  sétima  dispensação.  Tendo  em  vista  o  tempo  da  igreja  gentílica,  cruzando  já  a  quase 2.000   anos  de  história,   que  finalmente   culminará  nos  cumprimentos  proféticos   finais  e consequentemente  a  esperada  Vinda  do  Rei  Jesus,  vindo  buscar  a  sua  igreja,  tal  qual  noivo  a buscar  a  noiva.  Sinais  precedidos  com  o  Arrebatamento,  e  o  Tribunal  de  Cristo  e  posteriormente  as Bodas,  que  na  verdade  é  a  festa  de  Casamento.  Muitas  referencias  biblicas  proporcionam variedades  riquíssimas  em  detalhes  e  complementação  do  assunto.  Iremos  sequencialmente  tentar abordar  de  maneira  clara  e  concisa,  sintetizando  cada  particularidade  do  assunto.
1-  REFERENCIAS  SOBRE  O  ASSUNTO  NAS  ESCRITURAS. 
a)  Encontramos  basicamente,  utilizando  a  JFA-RC,  aproximadamente  15  referencias  sobre bodas,  de  forma  literal  nas  escrituras,  vejamos. 
1-Quando  Sansão  celebra  a  própria  festa  de  casamento  –  Jz  14.12,17. 2-  Quando  Jesus  fala  sobre  a  prática  do  Jejum,  em  que  os  convidados  não  deveria  jejuar, enquanto  o  noivo  estivesse  com  eles  –  Mt  9.15;  Mc  2.19;  Lc  5.34.
3-  Jesus  conta  a  Parábolas  das  Bodas  –  Mt  22.1-9.
4-  A parábolas  das  Dez  Virgens  –  Mt  25.10  (1-13). 
5-  Parábola  do  Servo  Vigilante  –  Lc  12.36;  (Ap.  19.11-21) 
6-  Parábola  dos  primeiros  assentos  –  Lc  14.8.
7- Jesus nas Bodas em Caná da Galileia – João 2.1-2. 8-  A  BODAS  DO  CORDEIRO  –  Ap  19.7,9;  -  Apenas  especificamente  nestas  passagens  é  que falam  sobre  o  Casamento  ou  Bodas  do  Cordeiro. 
b)    Referencias  sobre  as  Bodas  do  Cordeiro. 
1.  Como  foi  explicado  anteriormente,  apenas  nestes  dois  versículos  do  Apocalipse  é  que encontramos  a  expressão   Bodas  do  Cordeiro,  que  em  grego  é   “Gámos  toû  Arniou  –  v.7”  e “deîpinon  toû  Gámos  tou  Arniou  –  v.9”,  que  segundo  a  interpretação  da  teologia  das  dispensações, dentro  da  cronologia  escatológica  do  tempo,  se  trata  da  Festa  de  casamento  de  Cristo  com  a  sua igreja,  tomando  por  bases  outras  referencias  biblicas,  dentre  elas  as  mais  conhecidas,  como:  Samo 45;  Mt  22;  Mt  25.1-13;  etc...  (Fonte:  Biblia  de  Estudo  Dake). 
2. Alguns  explicam  que  as  Bodas  do  Cordeiro  nestas  passagens  seria  que:  “o  simbolismo  do 
casamento  expressa  intimidade,  amor  e  alegria  entre  Cristo  e  seu  povo,  consumando  assim,  os compromissos  expressos  anteriormente  nas  escrituras.  (Is  54.5-8;  Os  2.19-20;  Ef  5.26-27;) (Fonte:  Biblia  de  Estudo  de  Genebra).

2. O QUE SIGNIFICA A PALAVRA “BODAS”? Em  João  2.1-2,  encontramos  as  seguintes  palavras  em  grego  -  “Gámous  e  Gamon”;  em  Mt 22.2-4,9  “Gámous,  Gámous  e  Gámous”;  vs.  10-12  as  palavras  “Gámos,  Gámou  e  Gámou”;  Mt 25.10  “Gámous”;  e  em  Ap  19.7  “Gámos  toû  Arniou”  -  Bodas  do  Cordeiro  e  no  versículo  9  a expressão  “deîpinon  toû  Gámos  toû  Arniou”.  Que  já  foi  exposto  anteriormente  como  referencias, que  aqui  pretendemos  dar  uma  explicação  detalhada  sobre  estes  vocábulos.  A  palavra  grega 'Gámos,  ou  –  s.m  (substantivo  masculino)  que  significa  –  união  legitima,  matrimonio  //  bodas, festas  nupciais;  nupcias;  etc...
3. O CASAMENTO NA CULTURA JUDAICA. 
Conforme  os  texto  lidos  e  relidos  do  Evangelho  de  Mateus  e  outros,  como  nos  capítulos  22  e  25, encontramos  um  fundo  histórico-cultural  judaico,  tratando  cada  detalhe  o  casamento. 
a)  O  NOIVADO  –  Esse  era  e  é  o  primeiro  passo  a  ser  dado  para  se  contrair  contrato  de casamento,  era  um  compromisso  assumido  normalmente  entres  os  pais  dos  noivos.  Em  que  os noivos  ficavam  prometidos  até  que  se  realiza-se  o  casamento. 
b)  OS  PRESENTES  –  O  noivo  ou  a  família  estavam  na  obrigação  de  dar  presentes  a  noiva.  Vemos isso  em  Gn  24.52,53  de  Isaac  e  Rebeca  e  em  Gn  29.19,20  no  caso  de  Jacó. c) TEMPO  DE  ESPERA  –  Os  noivos  deviam  ser  fiéis  um  ao  outro  como  se  fossem  já  casados. Caso  houvessem  infidelidade,  haveria  dissolução  do  noivado,  sendo  anulado  o  mesmo. 
d) O CASAMENTO  – Iniciava  com  a  ida  do  noivo  a  casa  da  noiva,  indo  buscá-la  para  levá-la a  sua  festa  nupcial  e  logo  após  a  lua  de  mel.  A  noiva  esperava  ansiosamente  pelo  o  noivo,  vestindo roupas  e  joias  guardadas  para  o  evento,  seguindo  com  o  noivo  e  as  damas  de  honra  e  convidados para  o  banquete. 
e)  O  SIGINIFICADO  –  Cristo  nos  fez  promessas  quando  veio  a  2.000  anos  atrás,  e  a  sua  igreja, nós,  o  aceitamos  e  prometemos  fidelidade  a  Ele,  portanto  devemos  permanecer  virgem  e  pura espiritualmente.  O  seu  maior  presente  ou  dote  que  Ele  nos  deu,  foi  a  sua  morte  vicária,  em  favor das  nossas  pobres  almas  que  estavam  afastadas  de  Deus,  e  nos  comprou  com  seu  sangue,  dando sua  vida.  Veja:  Ef  5.25  e  At  2028.

4. O SIGNICADO HISTORICO DAS BODAS. 
É  sugerido  que  quando  Cristo  proferiu  a  parábolas  das  bodas  em  Mateus  25:  1-12,  ele estivesse  assentado  no  Monte  das  Oliveiras,  já  na  declinação  do  sol  sobre  os  montes  e  quando  a noite  se  aproximava,  estando  com  seus  discipulos,  entre  as  sombras  da  noite  que  enegrecem  com  a saída  do  sol,  ele  avista  uma  moradia  com  esplendorosa  luz  de  uma  festa,  que  tudo  indica  ser  uma celebração  nupcial.  Isto  indica  que  as  festividades  no  oriente  sobre  as  bodas  sempre  acontecia  á noite.  E  era  de  costume  que  o  noivo  partisse  ao  encontro  de  sua  noiva,  trazendo  consigo  até  a  sua casa,  á  luz  de  tocas,  o  séquito  dos  nubentes  sai  da  casa  paterna  para  seu  próprio  lar,  onde  estava preparado  um  banquete,  que  era  oferecido  aos  convidados.  Era  uma  cena  contemplativa  aos  olhos de Cristo, onde um grupo espera o aparecimento do séquito nupcial para a ele se ajuntar.
a)  Cristo  é  o  noivo  que  ansioso  aguarda  a  encontrar-se  com  a  sua  noiva  amada  -igreja-  na parábola  que  é  representadas  pelas  virgens.  (Mt  25.1).
b)  Prudentes  e  néscias  –  tratasse  do  retrato  da  igreja,  onde  sua  constituição  ainda  é  mantida  de fieis  íntegros  e  infiéis  que  levavam  consigo  suas  lamparinas  com  azeite,  onde  uns  puderam  poupar o  que  tinha  e  outros  deixaram  esgotar  o  que  tinha  de  maneira  relaxada.  Mt  25.2-4) 
c)  As  lamparinas  significam  a  palavra  de  Deus  e  o  azeite  o  Espirito  Santo.  (Sl  119.105;  o  azeite da  unção  –  Ex  25.6;  Nm  35.25;  2  Sm  1.21;  Sl  133.2;  Jl  2.28. d) A  demora  do  aparecimento  do  noivo,  que  fala  declinação  temporária  do  dia  á  noite, fazendo com que as virgens se acomodassem e viesses tosquenejar. (Mt 25.5).

5- A EXPLICITAÇÃO DO ENSINO SOBRE ESTA VERDADE – AS BODAS DO CORDEIRO. 
a)  Embora  existam  várias  interpretações  escatológicas  hodiernamente,  várias  escolas  tentam explanar  com  precisão  os  acontecimentos  dos  eventos  finais  na  trajetória  da  igreja,  fica  claro  que o  assunto  embora  visto  por  alguns  como  apenas  um  simbolo,  precisamos  de  fato  mostrar  a literalidade  dessa  doutrina,  procurando  ligar  e  entrelaçar  algumas  verdades  biblicas  para  um melhor  entendimento.  Cristo  em  várias  passagens  do  N.T,  em  parábolas  explicou  que  na  realidade haverá  de  fato  uma  grande  celebração  nas  regiões  celestiais,  como  em  passagens  de  Mt  22.2-9; 25;  Lc  12.36;  14.15-24;  e  quando  na  celebração  da  instituição  da  Santa  Ceia,  junto  aos  seus apóstolos,  o  Senhor  revelou  a  sua  ansiedade  de  realizar  a  “Grande  Ceia  nos  céus”  em  Mt  26.29. Veja  outras  referencias:  Mc  14.25;  Lc  22.16,18,30;  e  que  o  Apostolo  Paulo  também  faz  menção  a este assunto, quando doutrina sobre a celebração da ceia do Senhor em I Co 11.26). 
b)  É  chamado  de  Casamento  de  Cristo  com  a  sua  Igreja,  tal  qual  o  apostolo  Paulo  chama  de virgem  pura  em  2  Co  11.2,  e  chama  como  alguém  que  anela  vê-la.  (Ct.  2.13).
c) A  igreja  deve  ser  lavada  e  redimida  no  sangue  do  Cordeiro,  constituída  de  fiéis  salvos em  todo  o  mundo  e  de  todas  as  tribos  e  nações  em  todos  os  tempos,  tanto  judeus  como  gentios, cujas  vestes  nupciais  são  brancas  e  puras.  (Ap  3.5;  7.9;  19.8)  que  são  adquiridas  e  conquistadas ainda  na  terra,  antes  do  arrebatamento,  será  a  justiça  dos  santos  (Lv  19.35,  36)  e  esse  evento  ainda é  comparado  á:  
1-  José  no  Egito  que  se  casa  com  uma  gentia  –  Gn  41.45;  
2-  Moisés  que  se  casa com  Zípora.  -  Ex  2.21;

6-  O SENTIDO  DA PALAVRA “CORDEIRO”.
Em  relação  a  Cristo,  a  palavra  “Cordeiro”  fortalece  a  ideia  de  que  a  igreja  foi  comprada  por  um alto  preço,  o  sangue  do  Cordeiro  de  Deus  (I  Pe  1.18,19;  Ap  5.6-9).  Existem  aproximadamente  2 referencias  diretas  sobre  o  “Cordeiro  no  Apocalipse”,  são  elas: Ap 19.7 e 9. Veja outras referências: Ap  5.6,8,12;  6.1,16;  7.9,10,14,17; 12.11;  13.8,11;  14.1,4,10;  15.3;  17.14;  19.7,9;  21.9,14,22,23,27;  22.1,3);  Há  outra  referencias  no N.T,  que  e  um  sentido  etimológico  diferentes  quanto  a  situação  e  descrição  bíblica,  vejamos:
a)  “amnós,  ou  –  cordeiro  –  usado  somente  com  referencia  a  Jesus,  conforme:  Jo  1.29,36;  At  8.32; I  Pe  1.19;
b)  “arén,  arnós”  -  cordeiro  –  referindo  ao  próprio  animal  em  comparação  aos  discipulos  de Jesus,  sendo  enviados  como  “cordeiros  no  meio  dos  lobos”  -  Lc  10.3. 
c) “Arnion,  ou  tó”  -  cordeiro  –  conforme  passagens  em:  Jo  21.15;  Ap  5.6,8,12; 
d) “Tremma,  atós,  tó”  -  se  refere  a  animal  domesticado,  especialmente  cordeiro  ou  bode  –  Jo 4.12;

CONCLUSÃO:
Este  é  o  evento  muito  esperado  pela  igreja,  saber  que  seu  noivo  amado  esta  vindo  buscá-la,  para enfim  morar  eternamente  com  Ele  na  eternidade.  É  uma  promessa  que  ele  fez  9Jo  14.1-3)  e  que breve  Ele  cumprirá  (At  1.11),  vindo  sobre  as  nuvens  e  chamar  sua  noiva  querida  (I  Ts  4.13-18;)  e ela  deve  sim  está  ataviada  e  bem  preparada  para  está  com  seu  amado  nas  mansões  celestiais  (Sl 45;  Mt  22.1-9;  25,10).  Prepara-te  ó  igreja  querida,  para  subir  e  encontrar  com  seu  noivo  que  vem com  suas  tochas  acesas  ao  seu  encontro  saltitando  de  alegrias.
Esboço e estudos realizado mediante consultas bíblicas e fontes de alguns autores renomados. (Subsídios para usar em sala de aula da EBD,  em 14 de Fevereiro de 2016.)
Teólogo José Roberto Alves da Silva

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A SEGUNDA DE VINDA DE CRISTO.

(Entendendo algumas questões sobre “A vinda de Cristo”)

1. A doutrina dispensacionalista.

- As setes dispensações:
a) Dispensação da Criação. Compreende da criação do universo até a criação do ser humano. (Gn 1.1 – 1.25)
b) Dispensação do Éden.  Da criação do ser humano até a sua queda “pecado”. (Gn 1.26 – 3.6).
c) Dispensação - Antes do Dilúvio. Compreende o tempo da consciência e sua expulsão do jardim do Éden até o dilúvio. (Gn 3.7 – 10.32)
d) Dispensação depois do Dilúvio. Tempo da responsabilidade humana, do diluvio até dispersão da Torre de Babel. (Gn 11.1-32)
e) Dispensação dos Patriarcas. Que compreende ao tempo da promessa de Abraão e seu chamado até a condução dos seus descendentes e escravidão dos mesmos no Egito. (Gn 12.1 – Ex 12.36).
f) Dispensação da Lei. Compreende o período da saída de Israel do Egito até Salomão, a divisão de Israel e sua entrada no cativeiro babilônico, sua restauração no A.T até a vinda Cristo como Messias e sua crucificação. (Ex 12.37 – Jo 19.30).
g) Dispensação Escatológica. Inicia na Era da Igreja Primitiva após a ressusrreição de Cristo, no Pentecoste até a vinda do Senhor Jesus para buscar os escolhidos. (tempo da graça e tempo da tribulação) (Jo 19.31 – Ap 19.10)
g) Dispensação Gloriosa (Futura). A perfeição – Compreende o período do domínio de Cristo como ‘Rei e Senhor’ sobre o mundo regenerado, aqui inclui o arrebatamento da igreja e sua manifestação gloriosa para buscar os redimidos, julgar os ímpios e Satanas e cerra-los na condenação eterna e estado eterno glorioso dos redimidos com o Senhor na Eternidade. (Ap 19.11 – 22.21)

2. A doutrina do “Arrebatamento”.

- Paulo é o único com conhecimento profundo que fala a respeito do Arrebatamento.
a) Arrebatamento – Vem do grego “Harpazo” e do latim “Raptus”, em que tem o significado de “retirar com força, ou, transportar algo de um lugar para outro”, dando a ideia de “regaste rápido e veloz” com finalidade de livrar algo, que neste caso, a igreja de Cristo.
b) Paulo ensina aos irmãos de Tessalônica, que a morte não o fim de todas as coisas, mas o começo real de uma nova jornada, que neste caso,  é a salvação, a “Vida Eterna”. E então Paulo fala sobre o arrebatamento, explicando que este acontecerá da seguinte maneira “...Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemos-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor...” (I Ts 4.14-17) e assim consola aquela igreja e exorta que os demais façam o mesmo. (I Ts 4.18).
c) É próprio apostolo que ensina com detalhes pormenores sobre a doutrina da ressurreição, quando se dirige a igreja em Corinto. E dentro desta visão da imortalidade e incorruptibilidade que Paulo novamente explica como acontecerá o arrebatamento, que será “...num abrir e fechar de olhos, antes o toque da ultima trombeta, por que os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. (I Co 15.52).

3. Provando a veracidade da Ressurreição. (I Co 15.35-58; I Ts 4.14)

- Paulo dar provas de como pode haver ressurreição, com exemplos práticos da vida.
a) Ele se utiliza da “Semente” – que assim como um grão necessita morrer “perecer para germinar a planta”, assim tal é a ressurreição, em o corpo será mortificado e desfeito ao pó da terra, para poder ressurgir no dia do arrebatamento “um corpo incorruptível e glorioso”. (v.35-38).
b) Depois Paulo explica que há diferenças entre corpos: Sendo que um é o corpo humano e os demais de animais, assim como os corpos celestes, que neste caso seriam: O sol, a lua e as estrelas, cada um dentro da sua existência, mas em especial, Paulo explica que é o “corpo carnal humano” o especifico para esse acontecimento na era final. (v.39-41).
c) A distinção dos corpos. (v. 42-49).
- Paulo explica que como existe o corpo “animal” carnal, também existe o corpo espiritual. Assim com Adão foi feito “alma vivente” para explicar que a matéria humana é o corpo carnal caído no pecado, assim como também explica que Cristo (o segundo Adão) é “espirito vivificante” que dar vida “espiritual” ao homem que pode ser regenerado.
- Por isso o homem é o único ser vivente que possuem três constituições importantes, que são: corpo, alma e espirito. Sendo que o homem carnal possuem os três, mas estado espiritual ainda está mortificado pelo pecado, que só será ativado, ou seja, passará reviver quando este aceita o proposito de Deus na vida, que receber Cristo como Salvador, só Ele como “espirito vivificante” poderá reativar a vida no espirito humano, através do Espirito Santo.
- E para então chegar ao cerne do entendimento da ressurreição, Paulo ensina que Cristo virá buscar os seus escolhidos assim como prometeu. (Jo 14.1-3).

4. Algumas particularidades sobre os momentos finais.

a) Paulo ensina com veemência que “nem todos dormiremos (morte)” mas teremos a oportunidade de sermos arrebatados em vida e que naquele dia os que já morreram ressuscitarão primeiro e juntamente com eles seremos arrebatados. (I Co 15.51-54; I Ts 4.15).
b) Que todos “tantos os mortos como os vivos” serão transformados de um estado físico material para um estado espiritual glorioso. (I Co 15.52; I Ts 4.16,17).
c) E outra coisa muitíssimo importante e bem peculiar: Tudo acontecerá “ante o toque da ultima trombeta”. (I Co 15.52).

5. As trombetas escatológicas.

a) João descreve em sua visão, que nos acontecimentos finais haverá “sete trombetas” (Ap 8.6 ao 10.10; 11.15-19). Tendo por base esta descrição, não seria o evento escatológico de o arrebatamento acontecer só depois das seis trombetas do apocalipse?
b) E Paulo fala declaradamente que o arrebatamento acontecerá “ante o estrugir da ultima trombeta”. (I Co 15.52; I Ts 4.16).
c) Também Jesus fala sobre o ajuntamento dos escolhidos com “rijo clamor de trombeta”. (Mt 24.31).

6. A Grande Tribulação “o derramar das 'taças' da ira de Deus” - (Ap 16.1-21).

a) Sabemos que a expressão “Grande Tribulação” se refere a punição que Deus dará para aqueles que rejeitaram o seu amor, será um modo de demonstrar que Ele foi misericordioso e mesmo muitos o rejeitaram, e esta ira é descrita no Apocalipse como “O derramar da ira de Deus” sobre o mundo. (Ap 3.10; 6.17; 9.1-6, 18-21; 14.9-11; 16.1-21; 19.15).
b) Este será um castigo repentino que Deus fará com os ímpios. (Jd 14-19).

Escrito por: José Roberto Alves.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Não te espantes!!! Tu és também um TEÓLOGO!!!

"Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,"  (I Pedro 3 : 15)

 
    TEOLOGIA, O QUE É? Prefixo “Theo” vem do grego e significa “Deus” referindo-se a uma divindade, e o sufixo “logos” se refere ao estudo e compreensão dessa divindade. O termo “teologia ou teólogo” não se aplica somente aqueles que estudam tudo sobre o Deus do Cristianismo, mas aqueles que explanam a sua crença em qualquer divindade. Estarei usando estas palavras, para referir aqueles que estudam e aprendem sobre o Deus Todo Poderoso do Cristianismo, por que não dizer, do Cristão? Ao perguntar o que é teologia ou teólogo, muitos procuram fazer uma bela formulação de respostas ou simplesmente falam aquilo que sabem em poucas palavras. Mas o que podemos extrair desse termo, é que tudo aquilo que envolve uma divindade, a busca por respostas baseadas em estudos, compreensão, faz daquele que procura conhecer mais de sua divindade um teólogo. Em termos cristãos, o teólogo é aquele que procura perscrutar mais no conhecimento  das sagradas escrituras, é conhecer mais o Deus Todo Poderoso, que a bíblia descreve e ensina. Este termo não se limita apenas aquele que estuda em uma universidade e se gradua especificamente como bacharel! Mas no momento que o cristão compreende a palavra de Deus, lendo, observando, vivenciando  e professando aquilo que crê este tal já é um Teólogo, por que ninguém poderá ser, se assim não andar na vontade de Deus!


    VOCÊ é um Teólogo! Você já se preocupa em examinar e viver a palavra de Deus! Você já mostra a razão através do conhecimento adquirido e a experiência vivida ao lado do Criador e Salvador da sua vida! Você sabe defender aquilo que acredita, és um apologista da fé viva dentro de você. Muitos ficam estranhos quando alguém procura um conhecimento mais apurado e de metodologia cientifica através de uma universidade, adquirindo um grau de “bacharel em teologia”, pensam logo que tal conhecimento pode produzir noções contrárias à fé e à forma de doutrinas que elas observam desde o inicio quando através destes mesmos dogmas creram em Deus.


  NÃO seja indiferente com aqueles que através do conhecimento, procuram dar respostas ás mais variada perguntas, e que tentam descrever através do estudo, tudo aquilo que é referente a Deus. É bem verdade que, tudo que podemos entender compreender, e repassar, aquilo que aprendemos, estes tais conhecimentos vieram a nós através do estudo sistemático e cuidadoso de muitos teólogos desde a antiguidade, dos pais da igreja nos primeiros séculos. A eles somos gratos, pois todos tentaram assim alavancar o conhecimento de Deus no coração daqueles que o conhecia empiricamente, tentando com a sua própria sabedoria e entendimento expressar suas explanações a respeito de Deus baseado nas santas escrituras.


  FORAM eles, os primeiros estudiosos e teólogos que abriram grandes leques de entendimento sobre Deus e a sua palavra. Foram eles que sistematizaram muitas de nossas doutrinas e por que não! Os nossos costumes, o procedimento na praticidade cristã, temos em nossas mãos sem obscuridade a compreensão de fatos bíblicos, com a poderosa manifestação do Deus Trino, o Divino Espirito Santo que trabalha e interpreta e faz tornar clara a palavra de Deus. Não te espantes você é um vaso escolhido para propagar as boas novas do reino, tu és um teólogo prático naquilo que acredita. Deixa Deus trabalhar em tua vida e vá à frente a busca da fonte de sabedoria que emana do trono da glória de Deus, se és praticante da verdade, és também um Verdadeiro Teólogo.

JOSÉ ROBERTO ALVES – Teólogo

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Entendendo as causas da Reforma Protestante

Nicholas Needham




Algumas pessoas consideram a Reforma Protestante como uma restauração milagrosa do Cristianismo apostólico que Deus fez ocorrer na história diretamente do céu. Esse ponto de vista já dominou particularmente a mentalidade protestante americana. Contudo, essa visão foi desafiada de modo eficaz em meados do século dezenove por dois gigantes do pensamento histórico-teológico, John Williamson Nevin e Philip Schaff, do seminário Mercersburg, na Pensilvânia. Desde então, não houve retorno algum para a visão mais antiga. Embora seja verdade que Deus agiu poderosamente no século dezesseis, ele não o fez sem a história ou causas humanas (A propósito, a obra em oito volumes “A história da igreja cristã”, de Schaff, ainda é uma obra-prima digna da nossa afeição e atenção).

A influência do renascimento

Em muitos aspectos, a Reforma foi o lado espiritual do renascimento. Os pensadores renascentistas no século quinze reagiram contra grandes influências da cultura medieval, solicitando um retorno à cultura mais antiga e, criam, mais saudável encontrada nas clássicas Grécia e Roma. Seu moto bem conhecido era ad fontes – “às fontes”. Para alguns, isso incluía a rejeição de quase toda a teologia e espiritualidade medievais e o retorno às fontes originais do Cristianismo, ou seja, à Bíblia e aos pais da igreja primitiva. Os pais eram vistos como melhores intérpretes do evangelho do que os teólogos escolásticos medievais.
Esse retorno à Bíblia e aos pais foi mais poderosamente visto na vida e obra de Erasmo. Ele é bem conhecido por sua devoção acadêmica ao Novo Testamento grego, pelo qual ele avaliou e encontrou falha na Vulgata Latina, a Bíblia oficial da igreja medieval ocidental. (Os apóstolos escreveram o Novo Testamento em grego). A redescoberta renascentista do grego, juntamente com o ad fontes dirigido para as fontes do Cristianismo, resultou na edição impressa de Erasmo do Novo Testamento grego, em 1516. Essa foi uma ponte através da qual muitos estudantes foram guiados do renascimento para a Reforma. Vemos esse fato nas duas primeiras das noventa e cinco teses de Martinho Lutero:
Quando nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo disse: “Arrependei-vos”, ele quis dizer que toda a vida dos crentes deveria ser uma vida de arrependimento. A palavra não pode ser entendida como referindo-se ao sacramento da penitência — ou seja, confissão e satisfação — como administrado pelos sacerdotes.
Aqui, Lutero apela à palavra grega para “arrependimento”, a qual, devido à tradução da Vulgata latina poenitentiam agite, “fazer penitência”, anteriormente era entendida como referindo-se ao sacramento da penitência.
A devoção de Erasmo ao Novo Testamento grego é bem conhecida. É talvez menos conhecido que ele era quase tão dedicado, tanto nos caminhos eruditos quanto nos espirituais, aos pais da igreja primitiva. Ele editou e reimprimiu muitos escritos dos pais, convidando os leitores a encontrarem neles um Cristianismo mais puro do que o que estava disponível nas fontes medievais. O próprio modelo de Erasmo foi o grande Jerônimo: o erudito celibatário que consagrou os seus dons intelectuais para promover a causa da verdadeira fé.
O conhecimento maior e mais exato dos pais da igreja primitiva promovido por Erasmo levou muitos a questionarem o Cristianismo daquela época. O Cristianismo do século dezesseis era a fé que se expressara nos grandes credos da igreja, incluindo o Credo dos Apóstolos, o Credo Niceno e a Definição de Calcedônia?
Nessa defesa renascentista dos pais como os melhores intérpretes do evangelho, um pai em particular pareceu muito eminente: Agostinho. Em parte, isso foi simplesmente porque Agostinho se elevava sobre todos os outros pais na igreja ocidental devido à sua genialidade teológica, influência formativa e autoria prolífica. Porém, muitos encontraram alimento para as suas almas nos escritos devocionais e doutrinários de Agostinho. Martinho Lutero e Ulrico Zuínglio se tornaram discípulos de Agostinho de todo o coração, aderindo notavelmente à sua compreensão da soberania da graça divina. Uma geração depois, João Calvino disse que ficaria feliz em ter a sua fé expressa inteiramente de acordo com os ensinamentos de Agostinho. Aqui, então, há outra maneira muito específica em que a renascença fluiu para a Reforma. Ao criar um novo espaço para Agostinho, a renascença alimentou o “movimento de renovação” agostiniano que estava próximo do coração da Reforma.
Erasmo também alimentou o fogo da reforma. Seu desagrado com os desvios do catolicismo romano medieval, articulado frequentemente em sátiras devastadoras, ajudou a criar na mente das pessoas uma prontidão para remédios drásticos. Seu “Elogio da loucura” é geralmente considerado como o exemplo supremo de escritos de Erasmo nesse gênero. Para mim, muito mais cômico é o seu “Júlio excluído do céu”, no qual a alma do Papa Júlio II (1503-1513) chega às portas do céu, apenas para descobrir que São Pedro não o reconhece e nega-lhe a entrada, pelo que Júlio ameaça excomungar o apóstolo.
De modo mais positivo, Erasmo estabeleceu um programa de reforma para a sociedade, que envolvia a centralidade da educação, o conhecimento do grego, o estudo da Bíblia e uma espiritualidade que se concentrava na fé do coração, e não em um mero ritual exterior. Muitas vezes, descobrimos que os reformadores protestantes em toda a Europa estavam mergulhados nesses ideais erasmianos. Eles acrescentaram uma dimensão teológica que estava ausente no programa de Erasmo (como uma doutrina agostiniana da graça), mas os dois aspectos — erasmianismo e agostinianismo — provaram ser poderosamente compatíveis. Em alguns casos, podemos até mesmo detectar a influência direta dos ideais e escritos positivos de Erasmo ao estabelecer alguém no caminho reformista, especialmente Zuínglio, que sempre alegou que devia a sua conversão a um poema religioso de Erasmo:
Em 1514 ou 1515, eu li um poema sobre o Senhor Jesus, escrito pelo profundamente erudito Erasmo de Roterdã, no qual com diversas palavras muito belas Jesus se queixa que as pessoas não buscam todas as bênçãos nele, de modo que seja para eles uma fonte de toda bênção, um Salvador, um consolo, um tesouro da alma. Então, eu pensei: “Bem, se isso é verdade, por que então devemos buscar ajuda em qualquer ser criado?”

A imprensa

Tão importante para a Reforma quanto o renascimento foi a nova e revolucionária maneira de disseminar informação pela prensa de tipo móvel. Talvez uma das razões básicas pelas quais os movimentos anteriores de reforma evangélica não captaram a mente pública (como os valdenses, lolardos e hussitas) foi que eles entraram em cena antes que a imprensa fosse inventada.
Numa Europa dominada pelo sistema católico romano, a difusão intelectual de novas ideias “não oficiais” era muito mais difícil antes da introdução da prensa de tipo móvel.
A invenção da prensa de tipo móvel foi a revolução da informação do final da Idade Média. Johannes Gutenberg de Mainz, Alemanha, foi o grande pioneiro na década de 1450. Em 1500, mais de duzentas prensas estavam produzindo livros em toda a Europa. Estavam distantes os dias em que os escribas (geralmente monges) precisavam copiar obras literárias à mão. Pela primeira vez, um editor poderia fazer milhares de cópias de um livro de modo fácil e rápido, e colocá-las em grande circulação. Isso significava que as ideias poderiam se disseminar muito mais velozmente do que antes. Significava também que a capacidade de ler se tornava mais valorizada.
Como resultado, as ideias reformadoras do renascimento puderam se espalhar pela Europa com relativa facilidade, e em seu rastro, as ideias ainda mais radicalmente reformadoras de Lutero, Zuínglio e outros. Podemos dizer que a impressa permitiu que a Reforma “se tornasse viral” de uma maneira que simplesmente não seria possível em uma época anterior. A nova tecnologia da informação se tornou um dom de Deus para o seu povo.
Podemos discernir a sintonia entre a revolução gráfica e a propagação da Reforma em um único fato: foram as cidades e universidades que primeiramente abraçaram a Reforma. Na Inglaterra, por exemplo, Londres tornou-se rapidamente o berço nacional do protestantismo. Lá estavam as grandes imprensas. Lá também havia um porto próspero onde os navios mercantes podiam trazer literatura protestante da Europa Continental.
Percebemos um fenômeno semelhante se considerarmos a Suíça do século dezesseis. A Confederação Suíça era composta por treze estados-membros, chamados de cantões. Quatro desses eram cantões urbanos: Zurique, Basileia, Berna e Schaffhausen. Os outros nove eram cantões agrícolas compostos por fazendas e vilarejos, dominados por cinco cantões florestais centrais. É um mero acidente da história que a Reforma foi vitoriosa em todos os quatro cantões urbanos, enquanto os cantões florestais permaneceram como fortalezas do catolicismo romano? As cidades, com seus centros de ensino superior e suas indústrias gráficas, eram os lugares ideais para o pensamento da Reforma ser disseminado.
De forma semelhante, na Alemanha, a maioria das cidades imperiais livres (cidades auto-governadas sem maior fidelidade senão ao santo imperador romano) se tornou protestante. Essa não foi uma mudança política superficial, como o imperador Carlos V descobriu a seu custo quando tentou reimpor o catolicismo nas cidades pela força armada no fim dos anos 1540. O povo das cidades alemãs permaneceu desafiadoramente protestante. A espada poderia conquistar seus territórios, mas não as suas almas. Carlos finalmente teve que admitir a derrota e se retirar.

Reformadores menos conhecidos

Devemos também colocar Lutero e Zuínglio no seu contexto como figuras notáveis, mas não isoladas da Reforma Protestante. Lutero seria apenas metade do homem que foi sem Filipe Melanchthon. Foi Melanchthon, e não Lutero, quem proveu os conhecimentos linguísticos da Reforma alemã. Seu conhecimento do grego era um fenômeno, e pode muito bem ter sido Melanchthon quem primeiro viu e insistiu que, no Novo Testamento, a palavra grega para “justificar” significa “declarar justo”, em um sentido judicial, em vez de “tornar justo”, em um sentido de santificação. Essa tornou-se a pedra angular da doutrina da justificação pela fé. Foi certamente Melanchthon quem escreveu a Confissão de Augsburgo, que se tornou o padrão internacional luterano de doutrina. Lutero era bem consciente da sua dívida com Melanchton como seu cooperador mais íntimo:
Eu sou rude, turbulento e tempestuoso, nascido para lutar contra exércitos de demônios e bestas. Meu trabalho é arrancar tocos e pedras, cortar cardos e espinhos, limpar florestas selvagens. Depois, vem o Mestre Filipe, gentil e suavemente, semeando e regando com alegria, de acordo com os dons que Deus tão amplamente lhe concedeu.
Outros cooperadores de Lutero incluíam Johannes Bugenhagen, que desempenhou um papel fundamental na reforma da igreja na Dinamarca; Justus Jonas, que deixou sua marca como um escritor de hinos; Nicolaus von Amsdorf, um teólogo escolástico profissional que abraçou a Reforma; e vários outros bem conhecidos em seu próprio tempo, embora eclipsados agora na sombra de Lutero. Grande como ele era, Martinho Lutero não estava sozinho.
Nem Zuínglio. Ele foi habilmente assistido por homens como Leo Jud, Oswald Myconius e Johannes Oecolampadius. Após a morte precoce de Zuínglio em 1531, ele foi sucedido pelo brilhante Heinrich Bullinger, que se tornou o “grande velho” da Reforma, morrendo em 1575.
Outras partes da Europa tiveram os seus próprios grandes reformadores. Martin Bucer em Estrasburgo (agora na França, mas na época na Alemanha) tentou combinar o que havia de melhor na Reforma de Lutero com o que era melhor em Zuínglio. O resultado provou ser altamente atraente para um certo jovem francês chamado João Calvino que, como reformador de segunda geração, foi um discípulo de Bucer. Hoje, podemos discutir quem é um calvinista genuíno, mas o próprio Calvino não era nada, senão um verdadeiro buceriano.
Na Dinamarca, temos Hans Tausen, o “Lutero dinamarquês”, cuja pregação difundiu o evangelho como um incêndio de 1524 em diante. Na Suécia, os irmãos Olaf e Lars Petersson tiveram um ministério evangelístico igualmente impactante. Na Inglaterra, William Tyndale imprimiu a sua tradução inglesa do Novo Testamento em 1525; nem a religião inglesa nem a língua inglesa voltaram a ser iguais.
E assim poderíamos continuar. Lutero e Zuínglio podem ter liderado o caminho, mas eles não estavam sozinhos. Diante da face da Europa católica romana, inspirada pelos ideais de Erasmo e pela teologia de Agostinho, toda uma geração se separou das corrupções de uma igreja que havia se desviado. Não seria ruim investir algum tempo e energia em descobrir esses reformadores menos conhecidos.

Reformas múltiplas

Os historiadores modernos também enfatizam com razão que a Reforma Protestante foi apenas uma das reformas experimentadas pelas pessoas do século dezesseis. O contexto maior nos obriga a considerar também a Reforma Radical e a Contra-Reforma católica romana. Os reformadores radicais eram uma multidão muito diversa; atualmente eles são comumente divididos em anabatistas, racionalistas e espiritualistas, enquanto alguns historiadores acrescentam os milenaristas apocalípticos. Muitos começaram como seguidores de Lutero e Zuínglio, mas depois se separaram e seguiram o seu próprio curso.
Em meio às suas diversidades, os reformadores radicais concordavam quanto à rejeição da visão protestante da Escritura e da justificação somente pela fé. O mais duradouro dos grupos anabatistas evangélicos, os menonitas, tinha um entendimento católico romano sobre o cânon das Escrituras (aceitando os apócrifos). Todos os reformadores radicais repudiaram o batismo infantil, mas não tiveram acordo sobre o que colocar em seu lugar (batismo de crentes? Batismo do Espírito?). Qualquer ligação entre a igreja e o Estado, por mais tênue que fosse, eles também repudiaram, sendo talvez um ponto que a maioria dos protestantes modernos reforçam.
A Contra-Reforma foi a reforma interna empreendida pela igreja romana, em parte em resposta à Reforma Protestante. Algumas das correntes da reforma dentro de Roma foram (de um ponto de vista protestante) muito positivas, notadamente o movimento evangélico católico, que abraçou a justificação pela fé. No entanto, o que finalmente emergiu foi uma igreja romana solidificada em uma postura militante anti-protestantismo. Teologicamente, isso ocorreu através do Concílio de Trento, onde, por um período de vinte anos, a doutrina romana foi codificada com uma nova precisão e clareza anti-protestante. Em um nível mais popular, essa hostilidade militante à Reforma Protestante foi defendida com um vigor sem limites pela nova ordem monástica conhecida como a Companhia de Jesus, ou jesuítas.
No momento em que a poeira baixou, a Europa se viu dividida ao meio por linhas religiosas, com (aproximadamente) um norte protestante enfrentando um sul católico romano. Radicais, espalhados nos dois lados da divisão, foram perseguidos onde quer que vivessem. Cento e cinquenta anos de “guerra fria” religiosa se estendiam, às vezes culminando em devastadores conflitos militares que arrasaram o solo da Europa e o encharcaram de sangue. Pelo menos na Grã-Bretanha, a causa do protestantismo tornou-se aliada à causa do governo constitucional, com efeitos de longo alcance sobre o futuro da América.
Assim, um estudo adequado da Reforma mostra-nos que, longe de ser um inexplicável raio vindo do céu, foi em todos os pontos imersa na história de sua época. A Reforma teve raízes e antecedentes; teve canais de influência identificáveis; e tornou-se profundamente entrelaçada com a política e a cultura de seu próprio tempo singular (agora quinhentos anos distante de nós). Se me permitem, em conclusão, ouso citar algo que eu disse uma vez:
De muitas formas, os reformadores protestantes foram profundamente pessoas de seus próprios tempos, como somos do nosso. Não devemos esperar a perfeição deles, não mais do que uma geração futura descobrirá a perfeição em nós. Certamente descobriremos, contudo, ao imergirmos na era da Reforma, que (como Hollywood costuma reivindicar em seu status) “toda a vida está aqui”. Também podemos descobrir que essa vida — tão revigorante, tempestuosa e ousada — tem muito a nos oferecer hoje, em nossa própria comparativa exaustão e superficialidade.

Tradução: Camila Rebeca Teixeira
Revisão: André Aloísio Oliveira da Silva